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21 de maio de 2014

Acordo durante mutirão garante pagamento de seguro DPVAT a gari que ficou com lesão na coluna

São Luis - Um acordo firmado no primeiro dia do mutirão de conciliação de Seguro DPVAT, realizado pelo 3º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo, nesta segunda-feira (19), no Fórum de Justiça de São Luís, vai garantir ao gari  Manoel do Espírito Santo Gomes o recebimento do benefício. Em março de 2012, Manoel foi vítima de um acidente de motocicleta, ocasionando lesão na coluna e invalidez permanente.

Manoel Gomes foi trazido de ambulância do Município de Axixá, cidade em que mora com família e que fica a 94 km da capital. Já no Fórum de São Luís, a vítima passou por perícia médica que atestou ser irreversível o seu quadro de invalidez. Ele foi atendido dentro da ambulância, pelo ortopedista Raimundo Barbosa, perito indicado pelo Judiciário para o mutirão.

Logo após a perícia, a mãe da vítima, Adelaide Gomes, participou de audiência no Centro de Conciliação do Fórum de São Luís e firmou acordo com o advogado Álvaro Fernandes, procurador da Seguradora Líder, responsável pela administração do Seguro DPVAT no país.

A aposentada Adelaide Gomes, mãe de Manoel, disse que em consequência do acidente o filho, que tem 41 anos, ficou sem andar e passa a maior parte do tempo deitado em uma cama. “Esse dinheiro do seguro vai ajudar muito porque ele não pode trabalhar e tem três filhos pequenos”, disse a mãe.

Para esta segunda-feira (19) foram agendadas 100 audiências de conciliação e até sexta-feira (23), quando termina o mutirão, devem ser realizadas mais 416, todas entre a Seguradora Líder e vítimas de acidentes de trânsito que buscaram a Justiça para receber o benefício do seguro.

O juiz do 3º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo, Mario Prazeres Neto, que preside o mutirão do seguro DPVAT, explicou que a maioria dos processos é do ano de 2012, muitos já em grau de recurso. Segundo o magistrado, foram incluídos na pauta do período processos em que a seguradora sinalizou com a possibilidade de acordo. “O objetivo é dar vazão a essa grande demanda de processos”, afirmou o juiz.

O mutirão do 3º Juizado conta com uma equipe de 12 pessoas, entre juiz, conciliadores, servidores do juizado e do Centro de Conciliação, além de um perito. As atividades são realizadas em seis salas de conciliação, sala de perícia, sala para advogados, além de instalações de apoio.

Já a Seguradora Líder disponibilizou um assistente de perito e trouxe para o mutirão pessoal da coordenação de conciliação e da Diretoria Jurídica da empresa, além de quatro escritórios de advocacia, que prestam serviços à seguradora em São Luís. Álvaro Fernandes, um dos advogados da Líder, disse que durante o evento a empresa, com base no laudo da perícia que é feita no local do mutirão e na tabela de pagamento do benefício, que é fixada por lei, faz a proposta de acordo, na audiência. Se houver conciliação entre as partes, o acordo é homologado pelo juiz.

Para esta terça-feira (20) estão agendadas mais 100 audiências do mutirão. As atividades ocorrem das 8h20 às 11h40 e das 14h20 às 17h, nas salas do Centro de Conciliação de Conflitos, no Calhau. 

BNC Justiça

9 de março de 2014

Com aumento de 37%, garis do Rio encerram greve

 
 
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
 
Rio de Janeiro - Após mais de quatro horas de negociações no Tribunal Regional do Trabalho, os garis e representantes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da prefeitura do Rio de Janeiro chegaram a um acordo encerrando a greve que já durava oito dias com o retorno imediato ao trabalho. O encontro estava marcado para terça-feira (11), mas foi adiantado para esta tarde.

O salário dos garis, que atualmente é R$ 802,57, passará para R$ 1.100, e o tíquete alimentação, de R$ 12, passará para R$ 20.

A prefeitura havia oferecido reajuste do salário para R$ 1.050 e aumento do tíquete para R$ 16. O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo, disse esperar que o aumento de 37% sirva para que o episódio não passe de uma ressaca de carnaval. "Vamos por uma pá de cal nessa história", disse. Ele prevê que sejam necessários de dois a três dias para normalizar a retirada do lixo na cidade.

O aumento acertado foi resultado da contraproposta da categoria. Um dos representantes da comissão de greve, Angelo Ricardo Freitas, disse que os garis ficaram satisfeitos. "Estamos todos satisfeitos, pois não queríamos nada além disso, sentar e conversar e poder propor nossa pauta", disse.

BNC Rio