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3 de março de 2015

Discurso na tribuna de Wellington do Curso é distorcido, mas ele reafirma seu respeito para com a imprensa


Grande Ilha - Não se pode ser o dono da verdade, ou ser canalha, ou ainda deturpar o discurso de um parlamenmtar como foi feito por meia duzia de blogueiros e até mesmo por colegas da imprensa. A nossa classe tem muita gente que se veste de jornalista, radialista e queima o trabalho de muitos que realmeente ama o que faz e acima de tudo tem responsabilidade na hora de transmitir a informação.

Não se pode confudir chateação com comunicação, pois só quem perde é a sociedade, mas mesmo assim o deputado  fez uso da tribuna e pediu desculpas a todos os colegas da imprensa. “Eu tenho um bom relacionamento com a imprensa e tenho respeito à imprensa, mas, no entanto, porém, todavia, se por ventura, eu fui mal interpretado, e houve determinado tipo de ofensa, eu tenho a hombridade e a humildade para pedir desculpas e o meu respeito à imprensa como todo”, disse.

A sua postura foi importante para demonstar o seu carater e o seu papel de homem público, vida que segue e torcendo que equivocos como esse não aconteça nem no parlamento e nem na imprensa.

BNC Parlamento Estadual

5 de abril de 2014

ACM promove Café da Manhã com a imprensa

São Luis - A Associação Comercial do Maranhão – ACM, realizará na próxima quinta-feira, dia 10, um Café da Manhã em alusão ao Dia do Jornalista (07.04), profissionais esses que colaboram diariamente na democratização das informações.

Na oportunidade também será apresentado o calendário de ações e eventos da instituição para 2014, ano em a Associação completa seus 160 Anos. Instituição que, em sua trajetória, teve influência fundamental nas questões ligadas ao desenvolvimento do Maranhão e cujo histórico se confunde com a própria história econômica do estado, particularmente do comércio.

Projetos de capacitação envolvendo cursos, oficinas e palestras fazem parte da programação, com o objetivo de celebrar os 160 anos da Associação Comercial do Maranhão de forma condizente com a importância e representatividade da entidade, fortalecendo os laços com os associados, colaboradores da entidade e sociedade em geral. 

Luzia Rezende, Presidente da Associação Comercial do Maranhão reforça a importância da instituição se relacionar com a imprensa, destacando que é uma profissão que requer grande desempenho do profissional, mas de grande relevância para a sociedade. E neste ano em especial, em que se comemora 160 anos de ACM, esse parceiro "leia-se jornalista" tem mais importância ainda. 

O Café da Manhã acontecerá na próxima quinta-feira, dia 10, a partir das 8h30min, na Sede da ACM.

PROGRAMAÇÃO 160 ANOS - Durante todo o ano de 2014, a Associação Comercial do Maranhão realizará diversas atividades direcionadas aos seus associados, empresários e sociedade em geral, promovendo ações de capacitação.

O primeiro curso do Projeto Capacitar, já está com a data marcada, acontecerá de 23 a 24 de abril, na sede da Associação a partir das 14h. O tema Contabilidade para micro e pequenas empresas foi escolhido pelos associados por meio de pesquisas realizadas por e-mail e telefone, com o intuito de fornecer capacitações úteis para o dia-a-dia no mercado de trabalho.

Para o mês de maio o tema será Marketing Pessoal e Oratória, com data marcada para os dias 19 a 23 de maio. Outros cursos também já estão definidos pra o mês de setembro, que trabalhará Técnicas de Vendas. Em novembro, a capacitação discorrerá sobre Vitrinismo, fator fundamental que pesa na decisão de compras e negócios em geral. 

Outro evento que já está com data marcada para o dia 27 de maio, é o Fórum da Mulher Empresária, que tem o objetivo de trazer uma série de discussões acerca de assuntos relevantes referentes à mulher empresária e à sociedade. O Fórum chega a sua décima segunda edição, e é uma excelente ferramenta de articulação das lideranças femininas, que se reúnem com o intuito trocar informações, participar de momentos descontraídos e aumentar sua rede de contatos. 

E para o mês de agosto propõe-se uma intensidade maior nas festividades, período que inclui a Data Magna da entidade (dia 21), diversas ações estão programadas para o mês, como: Sessão Solene na Câmara de Vereadores de São Luís em homenagem aos 160 Anos da ACM, com a presença de toda a Diretoria, associados e convidados; Plenária especial; Cerimônia de Obliteração do Selo Comemorativo aos 160 Anos da ACM pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; Workshop de Vendas da Associação Comercial do Maranhão; Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado em homenagem aos 160 Anos da ACM e Palestra Magna com o tema “ACM-160 Anos de História”.

24 de outubro de 2013

Vistoria do CNMP constata que sistema penitenciário maranhense é o pior do país

Em entrevista coletiva integrantes do Conselho Nacional do Ministério Publico relataram que a situação é tão grave que não pode ser resolvida com a decretação de estado de emergência

“É inconcebível as condições a que estão submetidos os presos do Maranhão. A vulnerabilidade do sistema penitenciário daqui é latente, notória e não vai ser solucionada com a decretação de estado de emergência, porque não há como avaliar um trabalho que não existe”. Esta afirmação, feita por Ivana Farina, integrante da comitiva do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), resume a impressão que os integrantes do conselho tiveram do sistema penitenciário maranhense.

Os integrantes da comitiva do CNMP e o representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) avaliaram a situação do CDP, da Cadet, do Presídio São Luís I e II, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e da CCPJ do Anil e constataram a existência de superlotação, insalubridade e graves problemas de gestão.

Fazem parte da comitiva o conselheiro Mário Bonsaglia, a procuradora de justiça e membro auxiliar do CNMP, Ivana Farina; a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, o representante do CNJ, juiz auxiliar Douglas de Melo Martins, o promotor criminal de Execução Penal, Pedro Lino, e o procurador Alexandre Soares.

Após a vistoria foram detectadas celas insalubres, a escassez de funcionários capacitados para o exercício da profissão e superlotação nas unidades prisionais maranhenses. “O mais grave é que em conversa com Augusto Rossini, diretor do Depen no Maranhão, descobrimos que uma verba equivalente a R$ 22 mi foi devolvida simplesmente porque o executivo não cumpriu os requisitos técnicos junto a Caixa Econômica Federal. Então, o problema não é falta de recursos é falta de vontade em aplicá-los”, denunciou o conselheiro Mário Bonsaglia.

Ivana Farina foi além na avaliação e afirmou que o CNMP e CNJ trabalham com áreas específicas no tratamento do sistema prisional e que em comparação com o sistema prisional do restante do país o que se verifica no Maranhão é um verdadeiro colapso.  O juiz auxiliar do CNJ, Douglas de Melo Martins, também avaliou o cenário, pontuando que a situação do Maranhão é ainda mais grave que a do restante do país.

Moinho de homens

“A situação do sistema carcerário do Brasil exige atenção. Mas aqui no Maranhão o cenário é especialmente grave. Este é o estado em morrem mais presos em números proporcionais e absolutos. Sem falar das recorrentes tentativas de fugas que diz de uma fragilidade de todo o sistema”, pontuou o juiz Douglas Martins.

Completando a afirmação do representante do CNJ, Mário Bonsaglia afirmou que o sistema prisional do estado é comandado por facções criminosas. “O caso maranhense é tão grave que se chegou ao ponto de ver a determinação legal modificada para que presos de uma mesma facção criminosa fiquem numa mesma ala. E esse descontrole do sistema prisional já ultrapassou o limiar dos muros dos presídios. As facções criminosas já demonstraram que têm forte atuação fora da penitenciária”, finalizou o conselheiro.

BNC Polícia

23 de maio de 2013

Ayres Britto: controle da imprensa só pode ser feito pela imprensa

Instituto Palavra Aberta em parceria com a Câmara dos Deputados discutem os 25 anos da Constitucional Brasileira na ótica da Liberdade de Expressão. (D) Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ayres Britto

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto defendeu que a própria imprensa crie mecanismos de controle dos excessos cometidos por ela, como ombudsman e cartilhas internas. Ele participou da 8ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão, promovida pela Câmara dos Deputados e pelo Instituto Palavra Aberta nesta terça-feira (14).

Ayres Britto afirmou que a liberdade de imprensa é um direito absoluto previsto na Constituição. Para ele, só existe um meio de combater o excesso de liberdade, que é com mais liberdade. Na visão do ex-ministro do STF, existe um paralelismo entre a liberdade de imprensa e a liberdade do Poder Judiciário. “Não se pode impedir o Poder Judiciário de dar a última palavra, assim como não se pode impedir a imprensa de dar a primeira palavra”, salientou.

Segundo ele, o Judiciário já criou mecanismo de controle interno, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Da mesma forma, para evitar excessos, a imprensa deve criar mecanismos internos de acompanhamento, como ombudsman e cartilhas internas”, opinou. “Quem sabe não se cria um tipo de CNJ para a imprensa”, disse ainda. “O que não se admite é o controle externo da imprensa”, completou.

Ayres Britto disse ainda que, conforme a Constituição, “quem quer que seja pode dizer o que quer que seja, responsabilizando-se pelo que diz”. De acordo com o ex-ministro, a lei pode estabelecer os parâmetros para responsabilização, à luz dos critérios da proporcionalidade e razoabilidade. Ayres Britto foi relator do processo que revogou a Lei da Imprensa (5.250/67) no STF, em 2009. No voto, afirmou que a questão do direito de resposta carecia de regulamentação específica. “A Constituição prevê o direito de resposta e o direito à indenização proporcional aos danos”, afirmou.

Regulamentação e censura
O deputado Paulo Abi Ackel (PSDB-MG), presidente da Comissão da Ciência Tecnologia, Comunicação e Informática, também afirmou ser contrário à regulamentação do setor de comunicação. “Não vejo diferença da palavra regulamentação e censura”, destacou. Ele acredita que os meios de comunicação erram muito, cometendo, por exemplo, injustiças contra o próprio Parlamento, mas que o debate sobre o aperfeiçoamento da imprensa deve ser interno.

Ele também defende apenas o controle interno dos meios de comunicações, por ombudsmen e ouvidorias, por exemplo. “Esse deve ser o meio para que a liberdade de imprensa não seja utilizada para conteúdos de mau gosto, injúrias, difamação, por exemplo”, disse.

Para a presidente da Comissão de Cultura, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a circulação de informações no Brasil hoje não é democrática. “Nem todas as informações circulam da mesma forma”, opinou. De acordo com a parlamentar, o amplo fluxo da informação é essencial para a democracia. Ela lembrou ainda que o direito de resposta não está regulamentado no Brasil. “Muitas vezes se acaba com a vida de uma pessoa na imprensa sem que a pessoa possa dizer que não é verdade”, destacou.

Atentados à liberdade de imprensa
Para o senador Agripino Maia (DEM-RN), a liberdade de imprensa “vai bem” no Brasil, mas ainda “há muito a consertar”. Ele lembrou da morte recente de 12 jornalistas. “A cada diz que passa há mais pressão sobre jornalistas”, disse. “A liberdade de imprensa é um freio permanente contra a arrogância daqueles que se julgam muito poderosos”, complementou.

Na visão do senador, o Supremo Tribunal Federal acertou ao considerar a Lei de Imprensa (Lei 5.250/67) inconstitucional em 2009. Segundo ele, a lei atentava contra os princípios constitucionais da liberdade de expressão e de imprensa. Ele elogiou ainda a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11) e da Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737/12), que tipificou os crimes da internet.

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, destacou que “volta e meia instâncias do Judiciário censuram previamente a imprensa”.

BNC Comunicação