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15 de maio de 2014

A ridícula pretensão de um filhote de lobo*

Wagner Baldez*

Sendo o lobo um ser reconhecidamente matreiro, Lobinho admite que, usando dessa finória qualidade, encontrará os recursos necessários para ocupar a toca dos leões!

Embora sabendo das dificuldades, jamais desistira dessa empreitada, principalmente por sentir-se dominado pela fascinação com o poder: força genealógica que lhe eriça o pêlo, sobretudo a partir do momento em que o PAI LOBO assumiu a governança do Estado.

Ao analisar cuidadosamente a situação política, o que de imediato lhe ocorreu foi a certeza de nunca o seu nome ter sido cogitado para a sucessão do governo do Estado, figurando, isto sim, o nome do Luis Fernando como imposição do clã Sarney.

Talvez porque Dona Roseana tenha imaginado que por pertencer seu candidato à comunidade ribamarense, sendo, inclusive, seu representante na Prefeitura, teria a bênção e o milagre operado pelo santo-padroeiro da urbe. Mas São José de Ribamar não operou o milagre esperado, já que a preferência do eleitor pelo candidato oficial empacou nos 12%.   

Diante de situações nebulosas, o lobo, animal notívago por natureza, sente-se mais à vontade em seus passos. Com calculada desenvoltura, Edinho Lobinho apresenta-se como o único disposto a abocanhar o butim palaciano das famélicas hienas bajuladoras da corte, e lança-se candidato à sucessão governamental!

Muita cautela deverá ter a ovelha – o eleitor desavisado que vê o moço na televisão com ares de Lobo-homem. Pois, quais as reais qualidades que Édson Lobão Filho possui para pleitear o mais expressivo cargo do Estado? Que nos apresente uma única contribuição em favor do engrandecimento do Maranhão!

O que o povo sabe de seus notáveis feitos é ter enriquecido como fabricante de “pães de ouro”, na Serra Pelada, no exíguo período de três anos!!! E olha que nem o proprietário da Panificadora Cristal, o José Frias, considerado o maior do ramo neste Estado, conseguiu em seus 50 anos de atividades o que o miraculoso Edinho amealhou naquela época!!!

O que o maranhense sabe, também, é que quando o LOBO PAI era governador, o filho tornou-se conhecido por Edinho 30.

No conto infantil “Chapeuzinho Vermelho”, dos irmãos Grimm, a assustada menina pergunta ao lobo mau: “Mas para que serve essa boca assim tão grande?!” Os contratados pelo Estado à época do governo-pai sabiam a resposta na ponta da língua: a boca de Lobinho – comenta-se, abatia quase um terço de toda negociata com o governo do Estado.

Entretanto o fato imbatível de sua biografia foi ter ultrapassado o campeão mundial de velocidade, Airton Senna. Este, segundo farta divulgação da mídia nacional, teria sido entrevistado pelo Jô Soares em 1990 sobre a compra de uma mansão e sobre se teria enriquecido.

Deixemos a resposta com o próprio Senna: “Comprei a casa em várias parcelas. Rico mesmo é o filho do governador do Maranhão, que comprou uma mansão ao lado, maior que a minha, à vista, e em dinheiro vivo”.

Airton Senna, era do Brasil; mas Edinho Lobão, pasmem, era do Maranhão!!!

É claro que se alguém se dispuser a mensurar o perfil dos dois pré-candidatos(?) a ocupantes do Palácio dos Leões, não há de ter dúvidas que o Luis Fernando é mais palatável ao eleitorado maranhense. Ora, se mesmo nessa mais cômoda posição, não conseguiu ir além dos 12% de intenções de votos, imagine-se o que estará reservado ao enteado político Lobinho?!

Mas Edinho deve pensar de si para si: podia não ter a proteção de santo, mas nas noites de lua cheia, os lobos adquirem estranhos poderes mágicos de transmutação, conforme rezam as lendas.

Por isso, todo maranhense de bem deve nesse 03 de outubro cortar pela raiz a maldição, afastando de nosso convívio o candidato da situação de sinistras intenções. Que vá esse filhote de lobo procurar sua matilha lá pras matas do Mirador, pródigas dos de sua espécie!   





                                          *Escrito em co-autoria com Simei Ribeiro (servidora pública)



                                          Wagner Baldez é servidor  público  aposentado,  membro do

                                          Comitê  de  Defesa  da  Ilha,  um dos fundadores do Instituto   

                                          Maria Aragão e integra a Executiva Estadual do PSOL/MA)


1 de abril de 2014

O CHICOTE INVISÍVEL (A verdade a respeito dos BANCÁRIOS)



Wagner Baldez*

São Luis - O estalo é surdo, abafado, porém seu efeito é devastador, contundente! Sem dúvida bem pior do que o relho de couro cru, empregado na época da escravidão.

Em tais circunstâncias, o tronco, disfarçadamente, é substituído pela cadeira polida, e a tanga do negro pela calça, paletó e gravata do branco. Trata-se, pois, de uma forma enganosa de  aparentar ao público um convívio salutar e democrático entre partes  envolvidas ( patrões e empregados).

Vestígio algum de cicatriz jamais é visto no corpo. Já na alma, aludida presença assume conotações traumáticas, comprometendo, inclusive, o perfil psicológico das vítimas, ao ponto de consumir-lhes substancialmente a vontade em readquirir a liberdade tantas vezes tripudiadas. Tal a atmosfera de medo e pavor respirada neste ambiente hostil.

Mais do que simples vítimas, tornam-se escravos manipulados. Cultivar sentimentos de resignação é regra obrigatória.

Parodiando provérbio popular, afirmam que “ boca fechada não entra mosca ”, ou quem muito fala, da bom-dia a cavalo!

Através dessas articulações vão eles administrando o comportamento de citadas criaturas com o intuito de emudecê-las.

 O algoz encarregado da execução, demonstra conhecimento sobre a forma de manejar o instrumento de tortura.

Mediante este tipo de procedimento é oportuno esclarecer à população que o palco onde se desenrola essas tristes e desumanas cenas, têm como local os estabelecimentos bancários; sendo O BANCO DO BRASIL a matriz.

As dores provocadas pelas chicotadas começaram a ser sentidas a partir da pérfida campanha movida pelo Governo, numa tentativa de convencer a sociedade tratar-se a classe BANCÁRIA de verdadeiros “MARAJÁS”.

Logo após, esse mesmo governo, através das direções dos bancos, surge com uma proposta que ele, particularmente, sabia desastrosa: as tais das DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS. Esta se constituiu num verdadeiro genocídio social. Até hoje aqueles que aderiram ao plano, vivem perambulando pelas ruas à procura de emprego...

O mais dramático é que com a saída desses elementos, os quadros dessas instituições ficaram desfalcados; cabendo aos funcionários de outras carteiras a responsabilidade pela acumulação de respectivos serviços.

Mesmo assumindo novas obrigações, nenhuma vantagem financeira fora incorporada aos seus ativos, como forma de reconhecimento pelos esforços dispensados.

Logicamente que citadas improvisações acarretaram, também, algumas dificuldades às suas clientelas, privadas ultimamente de atendimento que evite perda de tempo em filas incomensuráveis.

Nas agências do interior, a situação se apresenta bem pior; existindo unidades com apenas três funcionários operando com um público numeroso. Limite reservado para horário de trabalho não existe: é assunto ou norma desconhecida.

Completando a nomenclatura de sofrimentos por que passam esses bancários, uma outra preocupação, talvez a maior delas, seja a dúvida quanto à garantia no emprego. Esta, realmente, tornou-se insuportável, levando-os ao estresse a maioria dos que dependem materialmente desse emprego. Afora todos esses percalços, comporta incluirmos as questões da privatização e terceirização, igualmente asfixiantes.

Infelizmente, assim se constitui à atual vida funcional dos bancários. Bem diferente, portanto, dos tempos em que se orgulhavam de pertencer a uma categoria prestigiada: e não escravos a gemer sob o peso das injustiças cometidas por uma horda de miseráveis banqueiros, que, manobrando o seu chicote invisível, dominam e submetem à mais sórdida exploração os filhos desta modernizada SENZALA denominada BRASIL!!!

 

Funcionário Público Aposentado – Membro da Executiva Estadual do PSOL – Integrante do Comitê de Defesa da Ilha – Fundador do Instituto Maria Aragão.

BNC Artigo

31 de março de 2014

SARNEY E CASTELO - IRMÃOS GÊMEOS NAS AÇÕES E ATITUDES

Por Wagner Baldez (*)

São Luis - Alguém seria capaz de nos afirmar qual dos dois é o pior, levando-se em consideração os procedimentos por eles adotados no cenário político, tanto estadual quanto federal?

É lógico não existir diferença entre tais personagens, devido ao fato de ambos herdarem do PAI político ― Sen. Vitorino Freire ― o responsável por semelhantes características. Ressaltamos, ainda, que mencionados agentes são os últimos remanescentes do vitorinismo em nossa terra, cabendo-lhes a incumbência de conservarem o legado da maldição!

A razão da escolha desses representantes decorre de se destacarem como verdadeiros subalternos: obedientes e aplicados discípulos.

Será possível que os ex – detratores de Castelo venham defendê-lo, depois de sustentarem uma exacerbada campanha; aliás, merecidamente, com expressões do tipo: “CASTELO NUNCA MAIS“ etc, etc; jargão que contaminou a consciência dos maranhenses?!

Partindo dessa premissa, passamos a fornecer a nomenclatura política de JOÃO CASTELO de carne e osso:

1º a gênese política do referido personagem revelou-se, de imediato, tendente  a seguir o grupo detentor do poder: posição esta que lhe rendeu bons e substanciais dividendos, a começar por ingressar no Banco da Amazônia (BASA), para em seguida ocupar uma das Diretorias da Instituição, sem dúvida com o beneplácito do governador Neuton Belo e do Sen. Vitorino Freire;

2º Posteriormente, contraiu amizade com o ex-deputado Sarney, por reconhecer ser este um dos mais prestigiosos próceres da grey vitorinista. A amizade com referido parlamentar prosperou tanto, que o escolheu para padrinho do seu filho;

3º Logo após, Sarney, ocupando a presidência do partido da DITADURA (ARENA), o indicou a governador biônico;

4º Castelo, de maneira ditatorial, por não admitir as reivindicações postuladas pela classe estudantil (meia-passagem), ordenou à Polícia que aplicasse o “relho” na moçada;

5º Uma outra ação perversa e criminosa do mesmo João Castelo foi autorizar a Polícia a demolir as casas situadas nos bairros SÃO RAIMUNDO, JOÃO DE DEUS, VERA CRUZ, COROADINHO e PADRE XAVIER, sob o pretexto de tratar-se de invasões. Referidas ordens só não foram cumpridas devido à intervenção corajosa de Haroldo Saboia (ao tempo, deputado estadual) com a ajuda dos companheiros Ananias Neto (vereador), Josimar Pinheiro (advogado) e o padre Xavier. Os moradores antigos poderão confirmar mencionados episódios;

6º Dona Gardênia assumiu a pasta de prefeita, mas na realidade Castelo foi quem funcionou como gestor municipal. O resultado desta Administração foi submeter a nossa URBE a mais lamentável condição;

7º Apesar de exercer duas legislaturas, como deputado federal e uma como senador da República, Castelo sequer apresentou um projeto que viesse beneficiar a classe trabalhadora.

8º Votou contra as DIRETAS-JÁ, considerada consenso nacional;

9º Negou seu apoio a Tancredo Neves;

10º Disponibilizou seu voto a favor de Collor de Mello, tornando-se, inclusive, inveterado malufista.

Mediante as razões expostas, o que de útil podemos esperar de Castelo? Ressuscitá-lo é o mais terrível e grave erro cometido por seus atuais APOLOGETAS!!!

(*) Wagner Baldez - Funcionário Público Aposentado, é membro da Comitê de Defesa da Ilha e fundador do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA.

27 de abril de 2013

Fazer o povo rir e chorar, uma especialidade de Dona Rosengana!



 Dona Rose adquiriu dupla capacidade na forma de governar: uma de fazer o maranhense, principalmente da capital, RIR, embora tendo consciência de estar sendo enganado; e logo após, numa espécie de sadismo, forçar esse mesmo povo a CHORAR!

Trata-se de um Dom herdado, provavelmente, do primeiro Sarney que apareceu, já em circunstância indesejável, neste nosso planeta.

Em alusão à genial qualidade revelada pela gestora do Executivo Estadual, o que realmente desejamos é demonstrar como referidas situações (riso e choro) aconteceram, apesar de que ambas as expressões conterem significados bastante diferenciados; entretanto, não exclui o fato de se complementarem em tais circunstâncias.

Para melhor compreensão tratemos, primeiramente, o caso do RISO. Acontece que citada personagem, ao perceber o seu completo declínio no campo político, aproveitou-se, ardilosamente, da temporada carnavalesca e das festividades comemorativas dos 400 anos da cidade para trazer, respectivamente, a Escola de Samba “Beija-Flor” de Linópolis (Rio de Janeiro); esta sob o pretexto de animar o carnaval de São Luís, como se os foliões de nossa terra não soubessem como se brinca o carnaval, e um elenco dos mais consagrados cantores do pais, entre os quais Roberto Carlos. Milhões foram gastos com citadas programações! A população de São Luís, nesse período, deixou-se inebriar pela variedade de divertimentos, esquecendo-se das inúmeras e cruéis dificuldades enfrentadas no dia a dia.

Dona Rosengana em relação a essa particularidade inspirou-se nas ações utilizadas pelos imperadores romanos, os quais, em situações semelhantes às que nos encontramos, distribuíam pão e vinho, para iludir a plebe ignara; inclusive constando variadas modalidades de espetáculo, sendo as lutas entre gladiadores nas arenas, a de preferência das massas. Ela também lembrou-se das confidências feitas pelo seu dileto companheiro de partido, o ex-governador e senador pela Bahia, Antonio Carlos Magalhães: "Para se conquistar ou enganar o povo, basta investir no cultural (festas de cunho popularmente tradicionais), sem se preocupar com o social".

Tão logo passou o período de tão exagerada euforia, foi aí que o ludovicense se deu conta da realidade: problemas relacionados com a saúde, educação, segurança, transporte, etc., etc. Porém o mais trágico acontece com a falta d’água nas torneiras, fato que vem ocorrendo há mais de uma década! Exatamente nesses momentos que as donas de casa, apelando para o bom senso, concluíram que os milhões desperdiçados pelo “governo” com as tais comemorações deveriam ser aplicadas na recuperação do sistema Italuís, o que seria lógico! Qual a vantagem para um povo sacrificado como o nosso, se deixar de realizar o que de mais importante venha a suprir às necessidades prementes, substituída por ações supérfluas, conforme anteriormente exemplificamos. Será possível que a gestora do executivo estadual desconheça que a água é um dos valores fundamentais da vida? 

Só restou de todas essas ocorrências, o fato da população ser tragicamente sacrificada no ALTAR DAS ENGANAÇÕES; enquanto a anfitriã ficou exultante por conseguir enganar os bestas que nela ainda acreditam. Diz o provérbio: “quem tem besta não compra cavalo”!!!

(*) Wagner Baldez - Funcionário Público Aposentado, é membro da Comitê de Defesa da Ilha e fundador do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA.

BNC Artigo