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8 de junho de 2014

Gracias a la Vida


 
Cid de Queiroz Benjamin, nasceu em Recife, em 1948, é  irmão de César Benjamim, também ex-militante da luta armada e perseguido político.
Cid Benjamim tem história para contar. Militou na luta armada nos anos 60 e 70, na frente da guerrilha urbana, dentro da organização clandestina MR-8. Juntamente com o também jornalista Franklin Martins e Fernando Gabeira, dentre outros, participou do sequestro do embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, em 1969. Foi preso e exilado,  morando na Argélia e na Suécia.

De volta do exílio, trabalhou em jornais importantes, como o Jornal do Brasil e O Globo.  Recebeu o prêmio Esso de Jornalismo, com mais quatro colegas, por uma série de reportagens sobre a Guerrilha do Araguaia. 

Foi assessor deputada estadual Jandira Feghali. Depois se filiou ao Psol e, em 2006, concorreu ao cargo de deputado estadual pelo Psol do Rio de Janeiro

Atualmente Cid é professor de "Realidade Sócio-Econômica e Política" nas Faculdades Integradas Helio Alonso - no Rio de Janeiro.

  Na Livraria Poeme-se, na Praia Grande, houve o lançamento do Livro "Gracias a la Vida". O livro não se trata apenas de uma compilação de memórias e relatos históricos, mas de uma celebração da vida, incluídas aí reflexões críticas sobre a política partidária (hoje, critica o PT por ter se “amoldado à ordem”), além das lembranças dos horrores das torturas (para ler mais clique aqui).
 
Fonte: Blog Pedrosa
BNC Noticias


31 de março de 2014

A nova divisão da Ucrânia



Osvaldo coggiola (professor titular DE historia econômica da USP)

Kiev - Os Estados Unidos e a União Europeia reagiram com cautela frente à anexação da Criméia pela Rússia. Sanções foram adotadas contra alguns oligarcas ligados a Putin no banco Rossia, ou advertiram ao magnata do petróleo Gurkov para que vendesse suas ações, para evitar contratempos para a empresa com sede na Suíça. 

O monopólio russo do alumínio, Rusal, não teve problemas quando se apresentou para renegociar uma dívida de 10 bilhões de dólares com os bancos ocidentais. Durante a ocupação das tropas russas na Crimeia, que levou duas semanas, os líderes militares da Ucrânia na península nunca receberam diretivas do governo central. Como não cansaram de repetir Obama e consortes, as retaliações contra a Rússia só terão um caráter real se ela for além da ocupação da Criméia. A velha região de população tártara foi reconhecida pelas grandes potências como parte da "zona de influência" da Rússia. É o que já tinha acontecido desde antes da eclosão da crise, como resultado do Tratado de Budapeste (1994) que transferiu à Rússia o arsenal nuclear instalado na Ucrânia e também lhe concedeu o uso do porto de Sebastopol para sua frota no Mar Negro.

O clamor da mídia contra a anexação da Criméia mal consegue esconder que os paises da OTAN conseguiram transformar a Ucrânia em um protetorado. Isso é importante porque reforça o governo da troika (FMI, BCE, Comissão Europeia) sobre os países que integram a UE. O governo provisório da Ucrânia é um fantoche das potências imperialistas, posto por elas com o voto do parlamento (Rada), que ainda é controlado pelo partido do ex-presidente em fuga, Viktor Yanukovich. 

Com esse governo fantoche, que não foi eleito por ninguém e foi até mesmo repudiado pela multidão que ocupou três meses a Praça da Independência da capital ucraniana, Kiev, a Comissão Europeia aproveitou a anexação da Criméia para fazê-lo assinar o "Tratado de Adesão" - um eufemismo que converte a Ucrânia em uma colônia do FMI. Na verdade, com uma dívida externa impagável de 100% do seu PIB, mas, sobretudo, com vencimentos imediatos de 20 bilhões de dólares e um Tesouro exausto, a Ucrânia recorreu à ajuda internacional em troca de um plano de ajuste que envolve um enorme tarifaço e a abertura de seu mercado interno, especialmente a entrega a empresas estrangeiras de seus estabelecimentos agrícolas, sendo o celeiro da Europa. 

Grande parte da dívida ucraniana é com a Rússia, de modo que os credores ocidentais poderiam extorquir Putin com o "não pagamento". Para adicionar tempero, o último empréstimo da Rússia para a Ucrânia (do qual apenas três bilhões de dólares de 15 bilhões foram desembolsados) foi financiado com uma colocação russa na Bolsa de Londres - ou seja, a dívida com a Rússia é, na verdade, uma obrigação com a City. Aqueles que sustentam que a ocupação russa da Criméia foi um ato de resistência ao imperialismo devem ser lembrados que a operação envolveu a entrega de toda a Ucrânia ao capital financeiro internacional e à UE.

As chancelarias ocidentais estão agora ameaçando com forte retaliação se a Rússia for além disso. Embora a Rússia o desminta, lhe é atribuída a intenção de anexar as províncias do leste da Ucrânia e a região moldava de Transnístria , de maioria russa. A Moldávia assinou o tratado de adesão à União Europeia em novembro passado. Para contrariar esta possibilidade, o governo fantoche da Ucrânia designou aos oligarcas mais proeminentes do leste como governadores dessas regiões. 

Deixou em evidência que a oligarquia da Ucrânia, com uma ou duas exceções, mudou de lado para a UE. A Rússia, por sua vez, tem a intenção de usar as eleições a serem realizadas na Ucrânia no próximo 25 de maio (em singular coincidência com as eleições parlamentares da UE) para propor reformas constitucionais que transformem a Ucrânia em um estado federal. Curiosamente, ainda não se ouve qualquer oposição da OTAN para estas intenções, o que sugere uma negociação para institucionalizar a divisão da Ucrânia.

A divisão da Ucrânia envolveu um salto de qualidade dos antagonismos dentro do bloco imperialista ocidental. A Alemanha e, em menor escala, Itália, simpatizam com a possibilidade de uma aliança estratégica com a Rússia, para competir com o capital norte-americano. A infraestrutura de gás e os enormes investimentos na Rússia criaram para esses paises uma relação política que os EUA não têm. A propaganda para que o fornecimento de gás da Rússia seja substituído por gás não convencional produzido pelos Estados Unidos, da mesma forma que aquela que defende um tratado transatlântico entre os EUA e a UE, procura mudar o foco estratégico delineado principalmente pela Alemanha. Mais uma vez na história a questão da Ucrânia adquire dimensões estratégicas. O destino histórico da Ucrânia está ligado ao destino da restauração capitalista no vasto espaço da Rússia, que foi iniciada pela oligarquia que agora alega estar fazendo uma resistência ao imperialismo.

A independência e unidade da Ucrânia significa, acima de tudo, uma luta contra o ajuste e a confiscação econômica - o foco da luta dos trabalhadores em todo o mundo. A anexação russa da Crimeia, por um lado, e a submissão da Ucrânia à UE, por outro lado, são obstáculos intransponíveis para a unidade dos trabalhadores da Ucrânia contra o ajuste. Somente um governo operário e camponês poderia garantir os direitos políticos das diferentes regiões da Ucrânia. Aqui reside o núcleo de uma estratégia para a esquerda revolucionária. 

Só a unidade da classe trabalhadora contra o capital predatório pode derrotar e destruir a União Europeia (em unidade com o proletariado europeu) e derrotar os especuladores capitalistas russos e a restauração capitalista. Somente um governo operário e camponês poderia garantir os direitos políticos das regiões da Ucrânia. 

Os defensores da UE dizem apoiar o direito à autodeterminação nacional da Ucrânia e, portanto, o direito de decidir a adesão à UE, sem dizer que isto implica tornar-se um protetorado e desistir da independência nacional. A Rússia que reivindica o direito de defender-se da OTAN é a Rússia do roubo capitalista e da opressão de outras nações (não é a Rússia operária e camponesa da revolução de 1917), a mesma que com suas ações entrega a causa nacional da Ucrânia para os agentes internos da União Europeia e dos Estados Unidos. A questão da Ucrânia é um teste para as correntes que se reivindicam marxistas em todo o mundo .

27 de janeiro de 2014

Mulheres dos EUA têm pouco entendimento sobre sexo e gravidez, diz estudo

Washington - Quando se trata de fatos básicos sobre sexo, fertilidade, gravidez e sua própria saúde reprodutiva, as mulheres costumam ficar no escuro, concluiu um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

A pesquisa foi realizada pela Universidade de Yale com base em uma consulta online feita com 1.000 mulheres com idades entre 18 e 40 anos de todo o país.

Segundo as conclusões publicadas no periódico Fertility and Sterility, apenas uma em cada 10 mulheres sabiam que fazer sexo antes da ovulação e não depois aumentaria as chances de engravidar.

Mais de um terço afirmou pensar que algumas posições sexuais, como erguer os quadris, poderia aumentar as chances de concepção.

Cerca de 40% pensavam que seus ovários produziam novos óvulos continuamente.

"Esta percepção equivocada é particularmente preocupante, especialmente em uma sociedade na qual as mulheres estão cada vez mais retardando a gravidez", afirmou Lubna Pal, co-autor do estudo e professor associado de obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas de Yale.

Ainda segundo a pesquisa, cerca da metade das mulheres nunca discutiu sobre sua saúde reprodutiva com um médico.

Além disso, 30% disseram nunca ter feito um check-up de saúde feminina ou o fez menos de uma vez por ano.

No que diz respeito à saúde durante a gestação, a metade ignorava que tomar multivitamínicos ricos em ácido fólico são recomendados para evitar malformações.

Um quinto não sabia que a idade avançada pode causar taxas mais elevadas de aborto natural, infertilidade e anomalias fetais.

"De um lado, este estudo evidencia lacunas no conhecimento das mulheres sobre sua saúde reprodutiva e, de outro, destaca preocupações das mulheres que não costumam ser discutidas com profissionais de saúde", afirmou Jessica Illuzzi, também professora associada de Yale e principal autora do estudo.

"É importante que estas conversas ocorram neste contexto familiar em constante mudança", alertou.

BNC Sexo

3 de janeiro de 2014

New York Times e The Guardian pedem clemência para Snowden Comente

WASHINGTON, 02 Jan 2014 (AFP) - O jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian pediram nesta quinta-feira clemência para Edward Snowden, o ex-técnico de inteligência da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) acusado de espionagem por suas revelações sobre os programas de vigilância das comunicações dos Estados Unidos.

Em editoriais em separado, os dois jornais defenderam o analista informático refugiado na Rússia desde junho por seus vazamentos dos programas secretos da NSA e suas técnicas de coleta de dados.

"Snowden pode ter cometido um crime", afirmou o Times em seu principal editorial, "mas proporcionou um grande serviço para seu país".

"Considerando o enorme valor da informação que revelou, e os abusos que expôs, Snowden merece mais que uma vida de exílio permanente, medo e fuga", destacou o influente jornal.

"É o momento de os Estados Unidos oferecerem a Snowden um acordo com a promotoria ou alguma forma de clemência", acrescentou.

Já o Guardian pediu a Washington que "permita que Snowden retorne aos Estados Unidos com dignidade", classificando suas revelações como "um ato de coragem moral".

Neste sentido, o Times pediu que se faça um trato com Snowden que permita que ele "volte para casa e enfrente ao menos um castigo substancialmente reduzido".

O presidente Barack Obama aceitou o debate sobre o papel da NSA mas se nega a discutir a possibilidade de uma anistia ou indulto presidencial para o ex-técnico.

De fato, em meados de dezembro, a Casa Branca insistiu que o fugitivo deve retornar ao país e enfrentar a justiça.

"Nossa posição não mudou neste assunto em absoluto", declarou o porta-voz do Executivo, Jay Carney.

"Snowedn foi acusado de vazar informações confidenciais e enfrenta acusações por delitos graves nos Estados Unidos", acrescentou.

BNC Mundo

31 de dezembro de 2013

Serviços secretos dos EUA trabalham para derrubar o presidente do Equador



Rafael Correa é um dos presidentes latino-americanos que os círculos governamentais norte-americanos consideram incontroláveis e, portanto, especialmente perigosos. Para livrar-se desse tipo de político [eleito], Washington usa um vasto arsenal de meios, desde interferir no processo eleitoral até a eliminação física. Depois da estranha morte de Hugo Chavez, que liderava a resistência latino-americana contra o Império, é Correa que, cada dia mais, vem sendo visto como seu sucessor, o líder de “forças populistas” no continente.

No centro das atividades de política externa de Correa está o fortalecimento de organizações regionais latino-americanas nas quais não há representante dos EUA: a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC), a União das Nações Sul-americanas (UNASUR), a Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA) e outras. Correa sempre apoiou as iniciativas de Hugo Chavez que viabilizaram uma menor dependência da região em relação ao Império, o esvaziamento da Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental e a interação entre países latino-americanos com outros centros de poder. Nessa direção, o Equador está fixando um novo padrão e um exemplo, ao estabelecer relações amplas com China e Rússia nos campos político, econômico e militar. A presença dos EUA no país está diminuindo, e o governo Obama tenta romper essa tendência. O presidente Correa foi declarado principal responsável pela deterioração das relações EUA-Equador.

Foi Correa quem iniciou a campanha internacional contra a empresa Chevron. A Corte de Arbitragem em Haia dispensou a empresa de ter de pagar multas de vários bilhões de dólares por poluir a bacia do Rio Amazonas em território do Equador. Correa não aceitou a decisão, que o Equador considerou humilhante e injustificada. Visitou pessoalmente a zona do desastre e mostrou a jornalistas e câmeras de televisão as mãos cobertas de óleo cru deixado a vazar num antigo ponto de extração, e disse: “Esse é o resultado de a empresa usar aqui tecnologias ultrapassadas.”

Correa conclamou os consumidores a não comprar produtos da Chevron. Um tribunal equatoriano acolheu processo iniciado por índios que habitam a área do desastre ecológico, que exigiu que a empresa pagasse multa de 19 bilhões de dólares em danos ao meio ambiente e contra a saúde da população. Fazendo bom uso da grande experiência que acumulou nesses processos, Chevron conseguiu obter uma sentença favorável da Corte Internacional de Arbitragem em Haia.

Mas Correa não desistiu. Obteve o apoio da UNASUR e da ALBA e conclamou a comunidade internacional a manifestar solidariedade ao Equador. Já não há propriedades da empresa Chevron no Equador, mas a multa exigida pelos equatorianos poderá ser paga com propriedades da empresa na Argentina, Brasil ou Canadá – o que implica graves consequências financeiras para a empresa.

O governo Obama decidiu defender os interesses da Chevron a qualquer custo. Esse é um dos fatores pelos quais está direcionando os serviços secretos dos EUA para que deem solução radical ao “problema Correa”.

O presidente do Equador também trabalha contra o avanço da Aliança do Pacífico, um dos projetos geopolíticos dos neoliberais de Washington e que inclui México, Colômbia, Peru e Chile. A Aliança foi criada para neutralizar o bloco da ALBA, e a presença do Equador na ALBA não contribui para os objetivos estratégicos dos EUA naquela região do Pacífico.

A espionagem dos serviços secretos dos EUA contra o presidente do Equador é cada dia mais visível. Conversas telefônicas e comunicações em geral interceptadas no círculo mais próximo do presidente, de seus agentes de segurança e de sua escolta pessoal ajudam os norte-americanos a saber de todos os movimentos do presidente, eventos aos quais comparece, listas de participantes e sistemas de segurança. O monitoramento ininterrupto oferece farto material para identificar pontos de vulnerabilidade na organização da segurança. Recentemente, na sua já tradicional fala dos sábados, por televisão, o presidente Correa falou aos equatorianos sobre a suspeita concentração de pessoal militar na embaixada dos EUA em Quito.

“Todas as embaixadas têm adidos militares” – disse Correa. – “A maioria, tem um. Mas aqui no Equador eles têm mais de 50!”

Disse também que instruiu o ministro de Relações Exteriores Ricardo Patino, que “Verifique essa informação! Esse número gigante de militares norte-americanos aqui não é possível! Terão de reduzi-lo ao nível normal.”

O presidente também exigiu que seja investigado um incidente na fronteira Equador-Colômbia, de queda de um helicóptero equatoriano, com vários militares dos EUA a bordo. A preocupação de Correa é compreensível; a base dos EUA em Manta foi fechada em 2009, mas assessores militares do Pentágono e agentes dos serviços secretos dos EUA continuam a manter operações em território equatoriano sem qualquer limitação.

A intensificação da espionagem e de atividades de subversão por agentes norte-americanos no Equador é óbvia. Segundo informação obtida de especialistas cubanos, divulgadas pelo site Contrainjerencia.com, só o número de agentes da CIA já dobrou, entre 2012-2013, na ‘base’ equatoriana. Dúzias de novos agentes chegaram ao país.

 Operam não só a partir da embaixada dos EUA em Quito, onde há, no mínimo, uma centena de diplomatas (!), mas também usam o consulado em Guayaquil. Para criar acomodações para o número crescente de agentes norte-americanos de espionagem (“pessoal de inteligência”) nessa importante cidade portuária, estrategicamente crucial, o Departamento de Estado teve de construir um novo prédio para o consulado, o qual, segundo agência de inteligência que colabora com o Equador, abriga o equipamento eletrônico da Agência de Segurança Nacional dos EUA. O cônsul dos EUA em Guayaquil é David Lindwall, chegado ao país depois de ter sérvio no Iraque como Conselheiro de Assuntos Político-Militares. Lindwall também serviu como Adido Político nas embaixadas em Bogotá, Manágua, Tegucigalpa, Assunção e outras capitais latino-americanas.

O nome de Lindwall aparece com alta ocorrência nos telegramas diplomáticos distribuídos por WikiLeaks. Qualquer rápida pesquisa nos telegramas assinados por ele obriga a concluir que Lindwall é experiente funcionário de carreira da CIA, muito informado sobre a América Latina, enviado ao Equador para resolver problemas muito sensíveis.

O presidente Correa várias vezes falou dos EUA como “potência arrogante” que tenta impor ao mundo o que entende que sejam “valores democráticos universais” e vive a dar aos outros “lições de moral e boas maneiras”. O presidente frequentemente repete que os EUA têm um dos sistemas eleitorais mais imperfeitos do mundo, que permite a eleição de candidatos derrotados nas urnas. Correa considera “insultantes” as tentativas da Agência de Desenvolvimento Internacional (USAID), para impor padrões da democracia norte-americana ao Equador e outros países, como se fossem colônias dos EUA. Recentemente, ao comentar o fim do financiamento que a USAID dava a projetos no Equador, no valor de 32 milhões de dólares, Correa sugeriu, não sem sarcasmo, que Washington aplicasse a mesma quantia para aprimorar a democracia norte-americana.

O escritório da USAID está deixando o Equador, mas as operações de espionagem dos EUA para desestabilizar o país continuam. Ao que tudo indica, novos ataques nessa área podem estar em conexão com planos de Correa para reduzir o tamanho das forças armadas e transferir parte do pessoal militar para as agências policiais. “Exércitos de dissidentes” anônimos já divulgaram declaração hostil a Correa e suas “tentativas para tomar o lugar de Chávez no continente”. Até o palavreado indica quais são as forças por trás da campanha que está sendo lançada contra Correa.

Durante levante policial em setembro de 2010, o presidente do Equador foi apanhado no fogo cruzado de atiradores postados em prédios; daquela vez, escapou ileso. É perfeitamente possível que a inteligência dos EUA esteja planejando coisa semelhante para futuro próximo. Afinal, depois dos ataques contra New York em 2001, as agências norte-americanas de espionagem receberam carta branca para eliminar todos os declarados inimigos dos EUA. Ninguém cancelou essa ordem.
 
BNC Mundo

26 de dezembro de 2013

Taxista acha US$ 300 mil e devolve dinheiro ao dono nos EUA

O taxista Gerardo Gamboa, que achou que a sacola continha apenas chocolates
O taxista Gerardo Gamboa, que achou que a sacola continha apenas chocolates
Um taxista em Las Vegas que encontrou US$ 300 mil deixados por um passageiro no seu carro devolveu o dinheiro ao dono.

O passageiro que esquecera uma sacola no carro do taxista Gerardo Gamboa havia recém-deixado um dos cassinos da cidade. O passageiro seguinte no táxi encontrou uma sacola esquecida no banco traseiro e a entregou a Gamboa.

Inicialmente o taxista pensou que se tratava de chocolates. Mas ao abrir a sacola, parado em um semáforo, ele encontrou seis maços de notas de US$ 100.

Gamboa disse ao jornal "Las Vegas Review Journal" que sua primeira reação ao se deparar com as notas foi: "Meu Deus, isso é dinheiro em espécie!"

O taxista relatou o caso para o operador do radiotáxi e levou a quantia para o escritório da empresa para a qual trabalha, a Yellow Checker Star Transportation.

Gamboa disse que não pensou "nem mesmo por um segundo" em ficar com o dinheiro. Ele conta que, durante a viagem, sequer conversou com o passageiro que esqueceu o dinheiro.

A polícia e um funcionário do cassino conseguiram localizar o dono da sacola, que é um conhecido jogador de pôquer. Seu nome não foi revelado à imprensa.

Também não foi revelado se ele recebeu algum tipo de recompensa por parte do dono do dinheiro. Mas a empresa para a qual trabalha o presenteou com um cheque de US$ 1 mil para premiar sua honestidade.

"Esse cara é fantástico. Nunca tivemos um problema com ele em 13 anos", disse o diretor da empresa, Bill Shranko.

Fonte: BBC Brasil 
BNC Mundo

18 de novembro de 2013

Francês é punido e Massa ganha uma posição no GP dos EUA

O francês Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso, foi punido após o GP dos Estados Unidos e perdeu 20 segundos por colidir na última volta com o mexicano Esteban Gutierrez, da Sauber. Com isso, o piloto caiu da 12ª para a 16ª posição.
O piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, foi beneficiado e ganhou um lugar na classificação final, passando para o 12º lugar.
O Grande Prêmio foi vencido pelo tetracampeão Sebastian Vettel, que conquistou sua oitava vitória consecutiva no campeonato e superou a sequência obtida por Michael Schumacher em 2004.
Sebastian Vettel leva mais uma e checa a sua oitava vitória consecutiva e pode chegar a sua decima terceira na temporada se vencer o GP do Brasil, nunca é bom lembrar que ele já papou o título da temporada. Alonso chegou em quinto.
BNC Formula 1

16 de setembro de 2013

Dilma decide cancelar visita de Estado a Obama

A decisão, que ela já estava propensa a tomar após revelações de espionagens feitas no Brasil pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), foi reforçada na sexta-feira, em encontro com o conselho político informal com o qual costuma se reunir.

A viagem, anunciada em maio, seria a única visita de Estado de um presidente estrangeiro aos EUA neste ano. E a primeira de um brasileiro em quase duas décadas.

Categoria diplomática mais alta concedida a estrangeiros, a visita de Estado é reservada a parceiros estratégicos mais próximos dos EUA e implica em formalidades como um jantar de gala na Casa Branca e uma cerimônia militar na chegada.

Nem Lula recebeu a honraria. O último líder brasileiro a fazer uma visita assim foi Fernando Henrique, em 1995.

Na reunião de sexta, na Granja o Torto, além de Dilma, estavam presentes o ex-presidente Lula, os ministros Aloisio Mercadante (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça), o presidente do PT, Rui Falcão, o ex-ministro das Comunicações Franklin Martins, o publicitário João Santana e o chefe do gabinete presidencial, Giles Azevedo.

Ali, Dilma comunicou que já decidira não fazer a visita de Estado. Todos apoiaram a decisão, sobretudo Lula.

Ontem, a assessoria da Presidência procurou a Folha para informar que não há uma definição sobre o cancelamento da viagem.

Os EUA não pediram desculpas e não deram explicações convincentes sobre a espionagem no Brasil, que atingiu a comunicação da própria presidente com auxiliares. O país chegou a dar a entender que manteria a prática de monitorar o Brasil.

BNC Mundo

15 de setembro de 2013

Agentes da CIA conseguem atuar livremente no Brasil

Pelo menos uma vez por semana, dois agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, chegam a um dos prédios da Polícia Federal em Brasília, no setor policial sul da capital. 

Em menos de cinco minutos, eles passam pela portaria e se dirigem a uma reunião em um dos edifícios onde ficam os cerca de 40 agentes brasileiros da Divisão Antiterrorismo (DAT).
A desenvoltura dos americanos não é por acaso: ali, os computadores, parte dos equipamentos e até o prédio, dos anos 90, onde estão reunidos e trabalham os policiais que investigam terrorismo no Brasil, foram financiados pelos EUA. 

Nas duas últimas semanas, a Folha entrevistou policiais federais, militares da inteligência do Exército e funcionários do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. 

Todos admitem que os acordos de cooperação entre a Embaixada dos EUA e a PF são uma formalidade. E que, na prática, os americanos têm atuação bastante livre em território brasileiro. Procurada, a Embaixada dos EUA no Brasil não se pronunciou. 

Segundo a Folha apurou, a atuação da inteligência americana no Brasil não se limita à espionagem eletrônica, revelada em documentos do ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden. 

Os americanos estão espalhados pelo país atrás de informações sobre residentes no Brasil, brasileiros ou não. Eles dão a linha em investigações e apontam quem deve ser o alvo dos policiais federais, dizem essas fontes. 

Na prática, os americanos acabam se envolvendo em operações das mais diversas. 

Em 2004, por exemplo, a Operação Vampiro, que desmantelou uma quadrilha que atuava em fraudes contra o Ministério da Saúde na compra de medicamentos, teve participação da CIA.
Em 2005, os americanos estiveram diretamente envolvidos no rastreamento do lutador de jiu-jítsu Gouram Abdel Hakim, suspeito de pertencer a uma célula da rede terrorista Al Qaeda. 

POLÊMICA
A parceria entre a Embaixada dos EUA e a Polícia Federal --formalizada por meio da assinatura de um memorando em 2010, mas ativa na prática desde muito antes disso-- é polêmica. 

Um de seus críticos é o ex-secretário nacional Antidrogas Walter Maierovitch. "Opinei pela não oficialização do convênio, em relação às drogas, porque era um acobertamento para a espionagem desenfreada, sem limites", lembra Maierovitch. 

À época, a justificativa para o convênio era que o auxílio entre americanos e brasileiros serviria para o combate às drogas. Depois do 11 de Setembro, no entanto, o foco passou a ser o terrorismo. 

Os americanos mantêm escritórios próprios no Rio, com a justificativa da realização da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, e em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para vigiar a atuação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na fronteira. 

"O que mais tem é americano travestido de diplomata fazendo investigação no Brasil", afirma o policial federal Alexandre Ferreira, diretor da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais). 

Cinco bases da PF para o combate ao terrorismo funcionam hoje no país --no Rio, em São Paulo, em Foz do Iguaçu e em São Gabriel da Cachoeira. Todas contam com equipamentos e tecnologia da CIA para auxiliar nos trabalhos, e há agentes americanos atuando em parceria com os brasileiros. 

"O problema não é a parceria. O problema é do Brasil, que não faz o dever de casa e não se protege contra esse 'amigo' que busca, na verdade, seus interesses", diz o professor Eurico Figueiredo, do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense). 

Fonte: Folha de São Paulo
BNC Notícias

7 de setembro de 2013

‘Quebrar códigos é nosso trabalho’, diz agência dos EUA

O vazamento de informações que revelou como os espiões americanos decodificaram comunicações eletrônicas "não é novidade, pois quebrar os códigos é parte de seu trabalho", afirmou nesta sexta-feira, em nota, o organismo diretor da inteligência americana.

"Embora os detalhes de como nossas agências de inteligência realizam essa missão de análise de códigos tenham sido mantidos em segredo, o fato de estar entre as missões da Agência de Segurança Nacional (NSA) decifrar comunicações codificadas não é um segredo e não é notícia", afirma o comunicado do Gabinete do Diretório Nacional de Inteligência (ODNI, na sigla em inglês).


"Quase não deveria surpreender o fato de nossas agências de inteligência buscarem maneiras de neutralizar o uso de códigos por parte de nossos adversários", declarou o ODNI. O organismo argumentou, no entanto, que as revelações do New York Times e do Guardian sobre como a NSA decifrou os dados criptografados podem ajudar os inimigos dos EUA.


"Ao longo da história, as nações utilizaram a criptografia para proteger seus segredos e hoje os terroristas, os criminosos cibernéticos, os traficantes de pessoas e outros também utilizam códigos para ocultar suas atividades", destacou o ODNI. "Nossa comunidade de inteligência não estaria fazendo seu trabalho se não tentássemos contrabalançar isso", disse o comunicado.

BNC Mundo