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21 de maio de 2015

Os Sarney temem delação premiada de João Abreu sobre precatório da Constran

Por Jorge Vieira


Grande Ilha - Embora o deputado Adriano Sarney (PV) tenha afirmado aos blog’s Marrapá e Clodoaldo Corrêa, no último final de semana, que a ex-governadora Roseana Sarney, enrolada até o pescoço no esquema de corrupção da Petrobras, sairá ilesa do processo que já levou para a cadeia o chamado “Clube do Bilhão”, uma outra preocupação ronda o núcleo da família Sarney: a possibilidade de uma deleção premiada do ex-chefe da Casa Civil, João Guilherme Abreu.

O medo da família Sarney é que João Abre, abandonado após o escândalo,  para aliviar sua situação no processo que investiga o pagamento da propina pelo pagamento do precatório da empreiteira Constran, resolva falar tudo que sabe e entregar a ex-governadora suspeita de ter embolsado a grana na reta final do seu desastroso mandato. Comentam nos bastidores da política, por exemplo, que Abreu não estaria disposto a pagar o preço do silêncio e arcar sozinho com as consequências.  

A ex-governadora, além de ter sido citada nos depoimentos do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef, como beneficiária do roubo de R$ 88 bilhões que quase quebrou a estatal do petróleo, pesa também contra ela o fato do secretário Chefe da Casa Civil, João Abreu, ser acusado pelo doleiro de ter recebido R$ 4 milhões de propina como pagamento pela liberação de um precatório da Constran, no valor de R$ 120 milhões.

Preso na operação Lava Jato, Youssef, afirmou em delação premiada que o pagamento da propina foi feito em três parcelas. Uma delas, no valor de R$ 1,4 milhão, teria sido paga pelo próprio doleiro no dia em que foi preso pela Polícia Federal, em março de 2014, em um hotel da orla de São Luís. Á polícia, o doleiro confessou que entregou o dinheiro a João Abreu e que o Chefe da Casa Civil agia em nome da ex-governadora.

A situação da João Abreu após o final do governo Roseana parece não ser das melhores. Diante da nova realidade reabriu o Armazém Abreu no shopping em que é sócio de Jorge Murad, no Jaracaty. Conforme colheu o blog, ele teme ser preso toda vez que algum empreiteiro concorda em abrir o jogo e informar como funcionava o propinoduto. E por conta desta real possibilidade passou a dormir no apartamento 202 do Flat Number One, na Ponta D’areia.

BNC Política

29 de setembro de 2014

Veja a degravação do áudio da reunião que tratou sobre compra de votos no Palácio dos Leões

Blog Jorge Vieira

Conceição deu aula de como usar a máquina pública em benefício de Edinho
O blog mostra abaixo a transcrição do áudio da reunião ocorrida na segunda-feira passada, no Palácio dos Leões, com os membros do Conselho de Gestão Pública do Governo do Maranhão (Congep), para tratar sobre compra de votos e o uso da máquina pública com o objetivo de beneficiar eleitoralmente Edinho Lobão (PMDB) e Gastão Vieira (PMDB), candidatos do grupo Sarney a governador e senador.

 
Conceição Andrade: Nós olhamos um determinado povo que tá muito focado, mas você anda nos outros não vê ninguém. O que nós temos que fazer, no nosso caso aqui, que nós somos plurais, nós temos que fazer o máximo de atividades possíveis com quem nós influenciamos. É isso que nós temos que fazer. E fortalecer aquelas coisas que são mais, é digamos assim, Mais, mais visíveis. A carreata. A carreata, por exemplo, é uma coisa muito visível. Então, por exemplo, você fortalecer a carreata é importante por que a informação de que a carreata tinha 200 carros, 300 carros, 700 carros isso dá um efeito super positivo em nós mesmos. Outra coisa que eu queria pedir aos companheiros é que nós usássemos a rede social. É fundamental. Vai pra uma reunião? Tira foto. Bota na rede. Diz onde é. Diz quantas pessoas estavam. Vai pra um povoado? Vai pra uma reunião em qualquer lugar que seja política? Bota na rede, isso é fundamental por que um fica olhando o outro, por que nós não podemos está, nós mesmos. Está em vários lugares ao mesmo tempo, mas nós enquanto grupos, podemos. Nós podemos. E ai, é que vai fortalecendo um ao outro. E outra coisa que eu acho fundamental nesse momento, é o seguinte: a pesquisa, ela, foi um de balde água fria na cabeça de todos nós. Por que nós esperávamos outro resultado. Mas, a gente não pode falar isso aí.

Anna Graziella: Não pode. – Eles podem tudo. Por que a gente não pode nada?

Conceição Andrade: Pois, é.  Então, veja bem. A pesquisa, ela foi um balde de água fria na cabeça de todos nós por que havia…

Anna Graziella – Espero que não, né. Só se formos nós mesmos. É claro que não.

Conceição Andrade: Por que havia uma expectativa de que nós atingiríamos um digito de diferença. Então, apareceria lá entre 9%, 7%, o que iria dá um ânimo geral pra todos nós. Não, foi esse o resultado. Mas, se você analisa as duas pesquisas as duas últimas pesquisas, as duas últimas pesquisas do IBOPE, você não encontra muito, você não encontra muita razão pra essa pesquisa ter apresentado um resultado de 21% de diferença. Então, nós temos que entender que política se muda até a última hora. Quem participou de campanhas aqui no Estado do Maranhão, já viu essa realidade acontecer. Às vezes a gente dorme de um jeito e acorda de outro. Agora, o que a gente não pode perder hora nenhuma, é ânimo. Nós é que somos os líderes dessa campanha. Se nós enquanto líderes dessa campanha perdermos o ânimo, baixar a cabeça e nos darmos por pedidos,  nós estamos perdidos mesmos. E, o está perdido, é muito ruim pra todos nós. Então, eu queria pedir aos companheiros, tá na hora, tá na hora de nós levantarmos a cabeça.  Cada um de nós aqui. Não tá na hora se encolher e não mostrar nossa cara, porque perdemos a eleição. Muito pelo contrário. Tá na hora de todo mundo vestir a camisa. Por que os que estão lá na ponta fazendo campanha, por exemplo, eu, Luiza, Socorro, é o grupo da Educação, juntos com vários outros grupos, hoje nós estamos com 1800 pessoas na rua. 1800 pessoas na rua. Entendeu? Essas 1800 pessoas, espalhadas aqui em São Luís, em São Luís. É pouco. É pouco, nós atenderíamos pelo triplo, mas é o que a gente tem. São 1800 pessoas na rua e não são qualquer, não é qualquer pessoa. São lideranças, são pessoas que estão engajadas, são pessoas que estão fazendo a campanha com muito zelo, com muita alegria, com muita crença e essas pessoas estão olhando pra nós. Está olhando pra cada um de nós aqui, que somos os líderes dessa campanha. Se nós abaixarmos a cabeça, ficarmos tristes, ficarmos derrotados antes da hora, eles se desmobilizam e se eles desmobilizarem, aí é pior ainda. Nós temos um governador. Nós temos um candidato a Governador, que pode crescer muito nesses últimos dias. Nós temos o Senado na nossa mão, gente. Sabe o que é o Senado? São 8 anos lá dentro. Junto com o Governo Federal ajudando o Estado do Maranhão. Nós temos que fazer Gastão. Nós temos que fazer Gastão. Então, nós temos que sair daqui, dessa reunião de hoje, pra fazer isso. Entendeu? Por que o Governo. Por que o Governo, acabou, entendeu. E que existe agora são 15 dias de campanha. 15 dias de campanha, não, 13 dias de campanha. Se a gente meter mesmo a cabeça e tiver garra e força pra ir pra frente, a gente tem condições de virar o jogo e se não virar o jogo, perder com dignidade. Entendeu? Por que, ganhar ou perder faz parte do jogo político democrático desse país. Agora, não faz parte (aplausos). – Agora não faz parte do  jogo político, sobretudo, num grupo como o nosso, que é um grupo forte. Não faz parte deste grupo, perder de cabeça baixa. Entendeu, então é isso que a gente tem que entender. Ganhar, ou perder faz parte do jogo democrático. O nosso grupo é forte e não vai ser derrotado numa eleição dessa. Pode até perder, mas pode ganhar e pode virar e jogo. E nós somos os responsáveis por isso. Antes de eu chamar a atenção dos nossos colegas aqui pra essa realidade. Se você sair daqui pra trabalhar nas questões burocráticas do Governo, você está enganado. Se enganando, e enganando a Governadora. A hora agora é de trabalhar politicamente. Entendeu? É de trabalhar politicamente. Vá fazer reunião com quem você tem liderança. Vá atrás de quem lhe deve alguma coisa. Vá atrás de suas comunidades que você serviu ao longo de 4, 8 anos. E vá atrás dos seus funcionários, das pessoas que estão sentadas a você dentro da sua Secretaria e que lhe olham todo dia e que lhe dizem assim: ”ele nunca pediu voto pra mim. Ele nunca me chamou pra uma reunião”. Entendeu? A hora é essa, meus amigos. Eu não estou aqui pra ser palmatória do mundo. De forma nenhuma, mas eu tô aqui com a responsabilidade  de quem é liderança política desse estado. E que sabe, o que vai ser o estado na mão de Flávio Dino. Entendeu? Se vocês não sabem o que vai ser o estado na mão de Flávio Dino, eu sei, por que eu já fui prefeita de São Luís, e já sofri e já paguei, e já comi o pão que o diabo amassou, na mão da oposição que colocou em cima de mim, auditorias e mais auditorias, que eu respondo ao longo de 20 anos por essas auditorias que foram feitas pela minha oposição. E a mesma coisa vai acontecer com a nossa governadora se a gente não tiver cuidado. E não só com ela, mas com todo um conjunto de secretariado que trabalho com ela e tava de mãos com ela. Então, ou a gente entende isso e sai daqui de cabeça erguida pra lutar, se é pra morrer, que morra num campo de batalha. Não morre vestido de pijama em casa. Entendeu? Então, é isso que eu quero dizer aqui pros meus companheiros e pras minhas companheiras. A hora é de ir pro campo de batalha com inteligência, com garra pra que a gente vá e diga quem nós somos. Nós, não somos um grupinho de frangotes. Nós somos um grupo político que trabalha nesse estado há muito tempo e temos força, dignidade, respeito, e muito trabalho e muita responsabilidade. Então eu queria pedir meus amigos, a todos você isso.  A pesquisa foi um murro no estômago. Você já viram UFC na hora em que o adversário mete um murro no estômago de um lutador. E o lutador desmaia. Pois, nós não podemos desmaiar com este murro no estômago. Nós temos que levantar e nós temos que continuar a luta. É isso que eu queria pedir pra vocês. Eu não sou palmatória do mundo, nem tô aqui fazendo discurso pra receber aplausos, ou elogios, mas eu to aqui pra dizer pra vocês que é muito importante ganhar esta eleição. Por todos nós, pela governadora, pelo nosso estado. E nós ainda podemos virar o jogo e se não virarmos temos que sair de cabeça erguida. Temos que sair de cabeça erguida. O mundo não acaba no dia 5 de outubro vai continuar e nós vamos continuar. Era só isso o que eu queria dizer viu Ana.
 
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BNC Eleições 2014 

14 de novembro de 2013

MPMA aciona ex-prefeita de Miranda do Norte por devolução de R$ 2 milhões ao município

A 1ª Promotoria de Justiça de Itapecuru Mirim ingressou com cinco Ações Civis Públicas de execução forçada contra Áurea Maria Pereira Bonfim, ex-prefeita de Miranda do Norte, termo judiciário da referida comarca. Todas as ações baseiam-se em acórdãos do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) relativas à análise das contas do município no exercício financeiro de 2007.

O valor total cobrado da ex-gestora é de R$ 2.282.114,40, em valores atualizados até dezembro de 2012. Desses, R$ 1.857.773,57 deverão ser ressarcidos aos cofres do município e R$ 424.340,83 são devidos ao Estado do Maranhão, pois referem-se a multas impostas pelo TCE-MA.

Nas ações, a promotora de justiça Theresa Maria Muniz Ribeiro de la Iglesia requer que a Justiça determine prazo de três dias para que a ex-prefeita pague os valores devidos, com os acréscimos de juros legais e custas processuais. Caso as dívidas não sejam quitadas, o Ministério Público pede a penhora de bens de Áurea Maria Pereira Bonfim em valor suficiente à satisfação do débito.

Foi pedido, ainda, que a Justiça requeira junto ao Banco Central informações sobre a existência de ativos financeiros em nome da ex-gestora e a decretação de sua indisponibilidade.

BNC Notícias