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21 de outubro de 2014

Militantes do PSOL do Maranhão registram voto em Dilma



Os militantes maranhenses do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) que subscrevem este texto, face à orientação da Direção Nacional no sentido do voto contrário à candidatura neoliberal de Aécio Neves, do PSDB, e pela opção do voto branco, nulo ou em Dilma Rousseff, vem a público registrar que:

1. No primeiro turno, apoiamos e votamos em Luciana Genro, que apresentou as melhores propostas para o nosso país;

2. Neste segundo turno, a sociedade brasileira encontra-se claramente dividida entre duas candidaturas: uma conservadora, outra progressista; uma do campo da direita, outra no campo da esquerda;

3. Respeitamos os companheiros que optem pelo voto branco ou nulo. Mas, no quadro atual de nítida e perigosa polarização, em que é real a possibilidade de vitória da direita, a defesa e a campanha do voto branco ou nulo não representará nenhum acúmulo político para o fortalecimento do movimento popular, dos movimentos sociais e do PSOL;

4. Não podemos deixar de registrar que, nos governos Lula e Dilma, o PT não deteve as reformas neoliberais do Estado, da Economia e das Finanças; não freou as mudanças que cada vez mais favorecem a precarização das relações de trabalho; não deteve a concentração da terra, em nada avançou na reforma agrária, no fortalecimento da agricultura familiar e na produção de alimentos; 

5. Feitas as ressalvas que a História exige, declaramos nosso voto em Dilma Rousseff, conscientes de que, dessa forma, teremos maior legitimidade e força para cobrar da candidata, do seu partido, o Partido dos Trabalhadores, e de seus aliados à esquerda, as mudanças que se negaram a fazer ao longo de 12 anos.

Subscrevem
Antonio Gonçalves
Fernanda Nina Saboia
Franklin Douglas
Haroldo Saboia
Neuton César
Odívio Neto
Ricarte Almeida Santos
Profa Socorro Pereira

Em tempo:
Também se manifestaram por subscrever o documento os militantes Leonel Torres e Carlos Leen Santiago.

5 de outubro de 2014

Roberto Rocha (PSB) supera candidato dos Sarney e é eleito senador no MA

    Roberto Rocha (PSB): adversário da família Sarney no Maranhão
    Roberto Rocha (PSB): adversário da família Sarney no Maranhão

São Luis - Dois anos após ser eleito vice-prefeito de São Luís, na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), Roberto Rocha (PSB), 49, venceu neste domingo (5) a disputa pela vaga do Maranhão no Senado Federal.
Rocha desbancou o deputado federal e ex-ministro do Turismo Gastão Vieira(PMDB), 68, candidato apoiado pela atual governadora do Estado, Roseana Sarney (PMDB), 61, e sua família. Além de Vieira, o candidato do PSB teve Haroldo Saboia (PSOL), 64, Marcos Silva (PSTU), 48, Evan de Andrade (PCB), 35, e Gersão (PPL), 45, como adversários na disputa pela vaga no Senado.
A partir do dia 1º de fevereiro do no que vem, Roberto Rocha substituirá o senador Epitácio Cafeteira (PTB), 90, e representará o Maranhão ao lado de João Alberto Souza e de Lobão Filho, 50, ambos do PMDB, eleitos em 2010. O segundo se elegeu como primeiro suplente do pai, o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), 77, e licenciou-se do Congresso Nacional neste ano para se candidatar a governador, com o apoio de Gastão Vieira. O vice-prefeito de São Luís apoiou a candidatura de Flávio Dino (PC do B), 46, ao governo do Estado.
Filho de Luiz Rocha, que governou o Maranhão de 1983 a 1987 e morreu em 2001, Roberto Rocha nasceu em São Luís, em 1965, e iniciou a vida política em 1990. Na época filiado ao PL, foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, pelo PMDB, elegeu-se deputado federal, cargo para o qual se reelegeu na eleição seguinte. Em 2002, chegou a se candidatar ao governo do Estado, mas se retirou da disputa.
Em 2006, depois de migrar para o PSDB, Roberto Rocha foi novamente eleito para a Câmara dos Deputados e, quatro anos mais tarde, tentou pela primeira vez uma vaga no Senado, ficando em quarto lugar. Há dois anos, já no PSB, integrou a chapa que venceu as eleições municipais na capital maranhense, no segundo turno. Graduado em administração de empresas pela UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), Rocha cuida desde os 17 anos de idade das empresas de comunicação de sua família. Ele é casado e tem três filhos e um neto.

Críticas aos Sarney

Apesar de já ter sido filiado ao PMDB, partido do senador José Sarney, cuja filha exerce o quarto mandato como governadora do Maranhão, Roberto Rocha apostou nas críticas ao ex-preisidente e sua família para vencer a disputa pelo Senado. Representante da coligação "Todos pelo Maranhão", que reuniu nove partidos (PP/SD/PROS/PSDB/PC do B /PSB/PDT/PTC/PPS), ele também contou com o apoio de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República.
Durante a campanha, Roberto e Gastão estiveram bastante próximos nas pesquisas eleitorais, chegando a empatar tecnicamente. O socialista não poupou críticas à atuação do peemedebista como ministro do Turismo do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), que apoiou seu principal adversário. Rocha, por outro lado, foi criticado por conta da contestada gestão do prefeito de São Luís.

Segurança preocupa o Maranhão

Em evidência por conta dos altos índices de violência e da crise envolvendo o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde foram registradas 17 mortes apenas neste ano e pelo menos 60 em 2013, o Maranhão tem a segurança pública como tema que mais desperta expectativa de melhora, segundo a enquete do"Esperançômetro", do UOL Eleições. Já na enquete que pergunta qual o maior problema do Estado, a corrupção aparece na frente da segurança pública, que é seguida por saúde e educação.
Com mais de 6,5 milhões de habitantes, de acordo com o Censo 2010 do IBGE, o Maranhão é 10º Estado mais populoso do Brasil, mas ocupa a 16ª posição no ranking por PIB (Produto Interno Bruto) mais recente, divulgado em 2011.
Roberto Coelho Rocha
  • Partido: PSB
  • Nascimento: 04/08/1965, em São Luís (MA)
  • Ocupação: Vice-prefeito
  • 1º suplente: Pinto Itamaraty (PSDB)
  • 2º suplente: Paulo Matos (PPS)
  • Coligação: Todos pelo Maranhão (PP / SD / PROS / PSDB / PC do B / PSB / PDT / PTC / PPS)

30 de setembro de 2014

Candidato ao Senado Haroldo Sabóia cresce nas pesquisas e sua campanha ganha volume

É o tostão contra o milhão

São Luis - O candidato do Psol ao senado federal pelo Maranhão tem se animado nesses últimos dias de campanha, segundo fontes ligada a ele em Imperatriz e São Luis a sua campanha tem sido bem aceita, Suas caminhadas tem o levado ao otimismo e segurança de ter uma boa votação.

Como todos sabem Haroldo tem feito uma campanha pé no chão e sem apoio do capital e defendido uma bandeira de luta caso chegue no senado federal, frente a uma campanha milionária posta aos seus opositores que gozam de recurso e tempo de televisão.

Nessa reta final de campanha é continuar com o bloco na rua e tentar comvencer mais eleitores a votarem seu projeto de campanha.

BNC Eleições 2014


30 de julho de 2014

Em rede social o escritor Fernando Morais, manifesta apoio a candidatura de Haroldo Sabóia Senador

São Luis  O Candidato ao senado federal pelo Psol Haroldo Saboia teve nesta segunda  uma declaração de apoio e veio de longe, de um eleitor não maranhense, mas que não deixa de ter um um valor simbólico importante para uma candidatura de esquerda.Trata-se do escritor Fernando Morais, que manifestou, pela rede social do Facebook, apoio ao candidato socialista.

Autor de obras antológicas como “Chatô, o Rei do Brasil”, “Olga”, “A Ilha” e “Corações Sujos”“, Moares dirigiu-se aos seus leitores espalhados pelo Brasil e, no caso do Maranhão, recomendou voto a Haroldo Sabia para senador.

Apesar da tentativa de querer desqualificar e mostrar que o candidato não tem força, isso mostra que o socialista começa a preocupar e um apoio como do escritor Fernando Morais, só reafirma que a cada dia que passa a campanha de Haroldo Sabóia ganha mais força.

BNC Eleições 2014

29 de julho de 2014

Coluna do jornal o Estado do Maranhão agride candidato ao senado pelo Psol Haroldo Sabóia

A coluna " ESTADO MAIOR "  CONFIRMA O ODIO QUE os sarneys  TÊM POR HAROLDO SABOIA E  , VEJAM BEM , NÃO NEGA AS DUAS CANDIDATURAS DO GRUPO.
São Luis - Na postagem "Novas armações do coronel Sarney" afirmo que : 1) o grupo Sarney tem dois candidatos ao Senado ; 2 ) que " Haroldo Saboia pode estar forte ou fraco mas é sempre alvo do ódio dos sarneys, dos ataques da Mirante e do jornal " O Estado do Maranhão". Na edição desta segunda feira, 28/07/2014, a coluna ESTADO MAIOR é claríssima. A nota que sublinhamos : CONFIRMA O ODIO QUE os sarneys TÊM POR HAROLDO SABOIA E , VEJAM BEM , NÃO NEGA AS DUAS CANDIDATURAS DO GRUPO.

Não é de hoje que essa coluna escreve coisa com coisa, deveria prestar um bom jornalismo, ao invés de incitar a arrogância e a babaquice e serem idiotas aloprados. Afinal por que não desce desse pedestal de canalhice e coloca os fatos de forma coerente, cuidado do teu stresse ele mata,  e mentir causa dor de consciência.

BNC Eleições 2014

25 de novembro de 2013

BLOG ROBERT LOBATO: Sexta-feira Quente com Haroldo Saboia PARTE II

Depois de uma considerável atraso, o Blog do Robert Lobato publica a segunda e última parte da entrevista com o ex-deputado federal Haroldo Saboia, que justificou o retardamento no envio das respostas em função de um compromisso partidário com o deputado Marcelo Freixo (Psol/RJ), ocorrido ontem.
Confira o fechamento da entrevista em que Saboia falou sobre a sua opção por fazer oposição ao grupo Sarney, o rompimento de José Reinaldo com o sarneysismo,  o governo e a cassação de Jackson Lago – fez duras críticas a Aziz Santos -, o projeto do Psol para 2014 e muito mais. Veja:
“A eleição do jovem Edivaldo Junior foi um equívoco do eleitorado de São Luis que foi levado ao erro pela ambição do consórcio que o escolheu e o lançou candidato. Equívoco só comparável a eleição de Conceição Andrade, em 92, e de Gardênia Gonçalves, em 85″
OS PARENTES SARNEYSISTAS
Antes de tudo, tenho a informar que não cabe a mim monitorar as amizades dos meus familiares: irmãos, sobrinhos, primos, tios etc, pela ligação deles com o Sarney. Eles seguem o caminho, a trajetória que que a vida lhes possibilitou.
Já tenho a enorme responsabilidade de compartilhar com a minha companheira Fernanda, da maravilhosa tarefa de educar meus três filhos José, de 17 anos; Haroldo, 14 anos; e Joaquim de 7 anos.
E é importante deixar claro que, contrariamente ao que você afirma, caro Robert, não “preferi fazer oposição radical ao Senador José Sarney” ou qualquer outra personagem. Não balizo a minha ação política em termos de pessoas e, sim, de idéias. Faço, na verdade, uma radical oposição à fome, a miséria, a exploração capitalista, às injustiças sociais, à exploração econômica dos países centrais sobre os países periféricos e a muitas outras mazelas entravam o desenvolvimento e o bem estar da humanidade.
O senador Sarney é uma figura menor em todo esse processo. Só adquire alguma dimensão devido ao imenso atraso econômico, social e cultural do nosso querido o Maranhão.
APRENDIZADO DAS ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS 
As vezes que concorri a cargos majoritários – para o Senado ou para a prefeitura de São Luis – foram para desempenhar missões políticas, tarefas partidárias. Em nenhuma delas tive a minima estrutura necessária para desenvolver uma campanha competitiva.
Mesmo assim, em 1992, fui o terceiro colocado entre os 11 candidatos. Quase chego ao segundo turno, ultrapassando o João Alberto, candidato da Oligarquia.
Em 98, fui vitorioso nas maiores cidades (São Luis, Imperatriz e varias outras) na disputa pelo Senado também contra o João Alberto.  Coloquei uma diferença de mais de 200 mil votos nas urnas eletrônicas e acabei perdendo com o resultado da apuração  manual.
,O João Alberto, quando as cadeias nacionais de televisão me davam como senador eleito, se apressou a declarar na TV Mirante que seria vitorioso, no final, “quando chegassem as urnas de saco“, segunda suas próprias palavras. Em 2002, alcancei a casa de 500 mil votos também na disputa para o Senado da República.
Enfim, cada eleição reflete um determinado momento e, sabemos, a história acompanha os fluxos e refluxos dos movimentos sociais .
ROMPIMENTO DE ZÉ REINALDO COM O GRUPO SARNEY
A ruptura, em 2005, do então governador José Reinaldo com o grupo Sarney  foi, sem duvida, um fator importantíssimo para a derrota da oligarquia no ano seguinte, em 2006, com a vitoria do Jackson Lago para o governo do Estado.
Contudo, é importante registrar que o PSB, controlado pelo então governador José Reinaldo, e o PcdoB , já dirigido pelo Flavio Dino que acabara de deixar a magistratura, lançaram a candidatura à governador do Edson Vidigal para vencer e não para ajudar eleição do Jackson.
José Reinaldo e Flávio Dino queriam levar o Vidigal para o segundo turno. Eles não acreditavam em uma vitória de Jackson sobre a Roseana no segundo turno. A candidatura de Vidigal, que deixou a presidência do Superior Tribunal de Justiça em março, era um projeto de poder do José Reinaldo e do Flavio Dino. Fizeram tudo para que o Vidigal ultrapasse o Jackson, que acabou indo para o segundo turno pelo imenso acúmulo político eleitoral que possuía e devido a sua enorme determinação. Por outro lado, não esqueçamos também que foi de grande importancia para a derrota da Roseana Sarney,em 2006, foi o fato de ter havido segundo turno na eleição presidencial.
Se o Lula tivesse derrotado o Geraldo Alkimin, candidato do PSDB, no primeiro turno, o quadro da disputa para o governo do Maranhão no segundo turno poderia ter sido bem diferente.
Imaginemos o Lula, reeleito no primeiro turno, desembarcando vitorioso no Maranhão com o Sarney, espalhando seus ministros com as burras e verbas governamentais pelo nosso interior, coagindo prefeitos para que fizessem campanha para a Roseana… Poderia ser um massacre, um Deus-nos-acuda. Não esqueçamos que, com o apoio do Planalto e dos tribunais, o Sarney é perigossíssmo.
Assim, o fato do Lula estar preso, imobilizado, na disputa contra o Alkimin no segundo turno beneficiou bastante a vitoria de Jackson em 2006.
O GOVERNO JACKSON LAGO E A CASSÃÇÃO
Antes de tudo não concordo a avaliação de que o governo Jackson Lago estivesse tendo um bom desempenho. Ao contrário, tínhamos um secretariado medíocre: o Abdalaziz no Planejamento [Aziz Santo]; o Lourenço Vieira da Silva [Educação]; a Telma Pinheiro [Infraestrutura], entre outros.
Abdalaziz Abdalaziz Aboud Santos, o todo poderoso no Planejamento, controlava os recursos orçamentários e, pior, imobilizava politicamente o Governo. Autoritário, influente e centralizador, Aziz foi o principal responsável pela quebra de dialogo do governo Jackson com o funcionalismo público e com os movimentos sociais.
Nesse contexto, a oligarquia foi monitorando passo a passo a popularidade do Governo Jackson Lago. A medida que Jackson perdia apoio na população, o processo de cassação de seu mandato avançava nos tribunais.
Cassação – A trapaça, o golpe judiciário, a cassação do mandato popular do governador legitimamente eleito se consumou, quando Jackson Lago e seu governo já não tinham mais a mínima capacidade de mobilização e de resistência .
A oligarquia e seu chefe, José Sarney, são medrosos, tem medo do povo, pavor dos movimentos sociais. Só avançaram no momento que, visivelmente, Jackson Lago já estava isolado politicamente e, sobretudo, sem o apoio popular na Ilha Rebelde.
O movimento de resistência, a luta dos bravos balaios, temos que reconhecer, não foi além de heroicas manifestações de algumas centenas de generosos militantes.
Para quem viu a população da Ilha ir as ruas delirantemente comemorar em 29 de outubro de 2006 a vitoria das oposições, a eleição de Jackson governador e a derrota de Roseana Sarney , – deixar o Palácio dos Leões e acompanhar o governador, cassado por uma decisão vergonhosa do TSE, seguir caminhando da Pedro II a sede do PDT na rua dos Afogados , foi um verdadeiro calvário .
E o suplício maior foi ter que presenciar a apatia e a resignação popular !!!
A queda de Jackson foi um terrível retrocesso histórico que permitiu a repactuação das elites em torno do velho projeto de poder caduco de cinco décadas .
E o pior é que certos setores que se dizem de oposição e que cruzaram os braços e não defenderam o mandato popular de Jackson Lago parecem acreditar que abreviaram seus sonhos, ambições e veleidades de conquistar os Leões.
Hoje, após mais quase seis anos de governo de Roseana Sarney o balanço é catastrófico: o Estado endividado e o povo ainda mais empobrecido.
GOVERNO EDIVALDO HOLANDA JÚNIOR
A eleição do jovem Edivaldo Junior foi um equívoco do eleitorado de São Luis que foi levado ao erro pela ambição do consórcio que o escolheu e o lançou candidato. Equívoco só comparável a eleição de Conceição Andrade, em 92, e de Gardênia Gonçalves, em 85.
POLÊMICA COM A OAB-MA E CONSTITUINTE
A OAB do Maranhão foi a única seccional da Ordem dos Advogados do Brasil a homenagear membros da Assembléia Nacional Constituinte. O Conselho Federal e as demais seccionais comemoraram, isto sim, os 25 anos da promulgação da Carta de 88, a Constituição Cidadã proclamada por Uliysses Guimarães.
Conselho Federal e seccionais tiveram o pudor de não reverenciar indistintamente todos os membros da Assembleia Nacional Constituinte E por que? Para não ter que condecorar personagens que manifestamente se colocaram contra os direitos sociais e individuais, contra os valores e postulados contidos no texto da Carta que restabeleceu o Estado Democrático de Direito em nosso país.
Papel do Sarney – Quanto ao papel de José Sarney no processo constituinte basta lembrar que por várias vezes o então ocupante do Palácio do Planalto afirmou que a nova Constituição iria deixar o país ingovernável. A própria História já tratou de desmenti-lo .
ELEIÇÕES 2014
“Partidos como PSB e PSDB)terão que apresentar candidaturas próprias nos Estados”
No meu entender, há um fenômeno que pode modificar substancialmente o quadro das disputas nos diversos Estados da Federação. O apoio de Marina da Silva a Eduardo Campo pode tornar a disputa entre PSB e o PSDB de Aécio Neves bastante acirrada. Parecida aquela entre Lula e Brizola pela segundo lugar contra Collor, em 1989.
A consequência, imagino, é que essa disputa pelo segundo lugar, de certa forma, vai verticalizar as eleições de 2014, já que estes dois partidos (PSB e PSDB) terão que apresentar candidaturas próprias nos Estados .
Por outro lado, também PMDB e PT poderão, mesmo juntos no plano nacional, ficar separados Estados. Como se comportarão os aqueles partidos da base do governo Dilma de menor expressão, como o PDT, PP, PR, PTB, PcdoB, etc etc ? É difícil fazer qualquer previsão diante do quadro de esgarçamento dos conflitos sociais (lembremos das explosões populares de junho) e do agravamento da crise econômica.
ENTRADA TUMULTUADA NO PSOL E O PROJETO PARA 2014
“Lutaremos para constituir uma frente de esquerda, programática, em 2014 com o PSTU e com o PCB”
O tumulto quando da minha entrada no PSOL foi maior nas páginas do jornal “O Estado do Maranhão” de propriedade da “honorável família” do que na realidade.
O que aconteceu é que um pequeno e inexpressivo grupo liderado por Paulo Rios e Saturnino Moreira aproveitou a minha entrada para anunciar uma decisão que já havia tomado de deixar o partido. Rios foi para o PSTU e de lá já saiu; não sei pra onde. Saturnino não foi para lugar algum. Ambos estão longe da militância política como sempre estiveram na prática.
E o PSOL cresceu, e muito! Quantitativa e qualitativamente. Realizamos em outubro o nosso IV Congresso Estadual que reuniu em dezenas de municipios mais de 500 militantes.
Lutaremos para constituir uma frente de esquerda, programática, em 2014 com o PSTU e com o PCB. Imaginamos que o PSOL poderá indicar o candidato ao Governo do Estado, e o PSTU e PCB os candidatos ao Senado e a Vice-Governador.
Não serei candidato em 2014. Mobilizarei todo os meus esforços em campanha pelo candidato do PSOL a Presidencia da República que deverá ser ou o senador Randolfe Rodrigues ou a ex-deputada Luciana Genro.
Como membro da Direção Nacional e delegado ao Congresso que será realizado em 30 de novembro e 1° de dezembro, em Brasília, posso manifestar publicamente minha preferência por uma chapa de unidade com Randolfe Rodrigues, presidente, e Luciana Genro, vice, para como diz Ranfolfe “para resgatar a voz das ruas e retomar as reformas de base abandonadas há cinquenta anos pela elite brasileira”
MENSAGEM AOS LEITORES
Agradeço ao Robert Lobato e aos leitores de seu blog que asseguram a pluralidade e a diversidade de pensamento neste importante espaço de discussão e informação política.
BNC Política

1 de novembro de 2013

Haroldo Sabóia declina de homenagem da OAB-MA


A propósito de convite da OAB-MA para receber homenagem, por ocasião da comemoração dos 25 anos da Constituição Federal de 88, Haroldo Sabóia declina e explica o porquê da recusa.

Ele lembra que, apesar de já agraciado com duas medalhas alusivas aos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, não pretende receber a homenagem da OAB-MA. A primeira concedida pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em 2008 pelos 20 anos da promulgação de nossa Carta Maior; e, a segunda, neste outubro corrente,  prestada pelo presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, pelos 25 anos da Constituição Cidadã de Ulisses Guimarães.

Haroldo observa que a OAB difere das entidades componentes dos Poderes da União, podendo assumir o tarefa de julgar política e historicamente o papel desempenhado pelos constituintes do nosso Estado.

Segundo ele, alguns desses constituintes não podem ser anistiados, como se houvessem votado a favor do formato atual da Constituição, posto que verdadeiramente a boicotaram:  "ausentes nas mais importantes votações, apegados aos interesses fisiológicos do poder de então e submissos às corporações econômico-financeiras, lamentavelmente, os constituintes maranhenses, em sua grande maioria, com certeza não estiveram à altura das exigências daquele momento tão importante para a vida do povo brasileiro."

De fato, depois de 21 anos de ditadura militar, diversas forças políticas e sociais progressistas pressionaram pela convocação de uma Assembleia Constituinte, com a eleição de representantes específicos e com plenos.


BNC Cotidiano