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23 de maio de 2014

Acusado de matar ex-companheira é condenado em júri em Coroatá

Coroatá - Em júri promovido nessa terça-feira (20), pela 1ª Vara da Comarca de Coroatá, o réu Raimundo Nonato de Jesus, o “Raimundo Paraguai”, como é conhecido, foi condenado a 18 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio da ex-companheira, Luzinete Rodrigues da Cruz. Presidiu o julgamento a juíza titular da Vara, Josane Araújo Farias Braga.
De acordo com o processo, o crime ocorreu no dia 11 de julho de 2012, por volta das 8h, próximo à Rodoviária do município (Centro), onde a vítima e os pais se preparavam para embarcar rumo a Codó, onde passariam alguns dias.
Na ocasião, o réu teria chegado ao local e, dirigindo-se à Luzinete, perguntou para onde ela estava indo. Ao saber do destino da ex-companheira, Raimundo teria puxado Luzinete pelos cabelos e sacado de um revólver que trazia à cintura, com o qual desferiu vários disparos de revólver contra a vítima, matando-a e fugindo em seguida, tendo sido preso dias depois no município de  Vargem Grande
Desentendimentos - Consta do processo que o casal vivia junto há cinco anos, em um relacionamento marcado por desentendimentos, quando a vítima era frequentemente agredida pelo companheiro.
Após um conflito em que resultou em sua expulsão de casa pelo companheiro, Luzinete teria então retornado para a casa dos pais, a partir do que Raimundo teria iniciado uma série de tentativas para que a ex-companheira voltasse ao seu convívio, com o que Luzinete não concordava. De acordo com os autos, Raimundo não se conformava com as negativas da ex-companheira.
 BNC Justiça

21 de abril de 2013

Advogada de PMs diz que recorreu da sentença; para ela, condenação não é a "vontade da sociedade"

A advogada Ieda Ribeiro de Souza, que defende os 23 PMs condenados a 156 anos de prisão pelo massacre do Carandiru, em 1992, afirmou que já recorreu da decisão do Tribunal do Júri, divulgada na madrugada deste domingo (21). Em entrevista aos jornalistas logo após a leitura da sentença, ela disse que viu "com muita frustração" a decisão dos jurados. 

"Foi uma decisão por maioria de votos, na verdade por diferença de um voto, e isso não reflete a vontade da sociedade brasileira. Não é essa a vontade da sociedade brasileira." A advogada informou ainda que "o recurso já foi interposto", ou seja, que já comunicou seu interesse em questionar a sentença. "Na minha defesa nada deu errado. São sete jurados que decidem, não tenho condição de controlar o entendimento de nenhum deles."

Sobre a possibilidade de uma anulação, ela respondeu: "Eu acredito que é possível a anulação do julgamento sim porque há uma decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Eu não posso ter um crime qualificado quando eu tenho policiais nessa tropa feridos".

BNC Justiça