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14 de maio de 2015

Senasdor roberto rocha quer trazer CPI do Senado para investigar assassinato de Brunno matos

Brasília - Durante reunião no Senado, nesta quarta-feira (13), com membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigam o assassinato de jovens no Brasil, o senador Roberto Rocha (PSB), propôs que seja realizada uma audiência pública em São Luís, para discutir e tentar encontrar soluções eficazes para os altos índices de violência na capital maranhense.

A CPI foi instalada no Senado no mês de abril deste ano, e é presidida pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA). O objetivo é realizar um conjunto de audiências públicas para investigar e fazer um diagnóstico das causas dos assassinatos de jovens no Brasil anualmente. Das 56 mil pessoas assassinadas no país hoje, 53% são jovens.

Em seu pronunciamento, o senador ressaltou que o Maranhão ostenta números muito negativos, com altos índices de criminalidade e de mortes entre os jovens. Ele citou o exemplo de Brunno Matos, advogado de 29 anos que foi assassinado em outubro do ano passado, cujo crime até hoje ainda não foi totalmente elucidado.


“Brunno foi assassinado cruelmente e o caso ainda está sendo investigado pelas instituições do estado, porém está muito aquém do desejável. Eu acredito que com a presença desta comissão em São Luís, iremos colocar uma luz neste episódio lamentável, e que a partir deste caso, nós pudéssemos, de maneira exemplar, melhorar as instituições no Maranhão”, disse.

BNC Política

21 de dezembro de 2014

Uso de armas não letais por policiais é prioridade no país

Brasília - Armas não letais, de menor potencial ofensivo, como gás lacrimogêneo, balas e cassetetes de borracha, spray de pimenta e arma de eletrochoque, também conhecida como taser, terão prioridade na ação policial em todo o país, desde que essa opção não coloque em risco a vida dos policiais . É o que determina a Lei 13.060/14.
 
De acordo com o texto – de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), aprovado pelo plenário do Senado no fim de novembro – armas não letais têm baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes e são projetadas para conter, debilitar ou incapacitar pessoas temporariamente.

A lei proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem a pessoa desarmada em fuga ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, desde que o uso do armamento de menor poder ofensivo não coloque em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros.

BNC Polícia

23 de abril de 2014

Edinho Lobão teria se beneficiado com obras do Minha Casa Minha vida



Comentário feito por um leitor
Nego,Neguinho,Negada

Levantamento feito por ISTOÉ indica que a política habitacional criada para ajudar os mais pobres enriquece também deputados e senadores. Os parlamentares se aproveitam de um filão imobiliário que já movimentou R$ 36 bilhões em recursos públicos para a construção de 1,05 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda. 

Os dados do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostram que parlamentares de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos milionários para obras que são realizadas por suas próprias empreiteiras. 

Entre eles, os senadores Wilder Morais (DEM-GO) e Edison Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia e presidente da Comissão de Orçamento do Senado, e os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE) e Edmar Arruda (PR-PR).

BNC Comentário

7 de abril de 2014

Edinho Lobão, deve sofrer graves denuncias da imprensa nacional assim que deixar hospital em São Paulo


Blog do Luís Cardoso 

São Luis - Vem aí uma grande campanha da imprensa nacional para detonar o senador Edinho Lobão assim que ele deixar o hospital onde ainda se recupera de uma cirurgia.

Pelas primeiras informações que o blog obteve, vem a tona como o filho de Lobão iniciou na carreira empresarial como dono de uma padaria em Serra Pelada. Vão insinuar que Lobinho transformou os pães em pepitas de ouro.

 A grande imprensa vai relatar como Edinho Lobão começou a fortuna desde que o pai virou governador do Maranhão e relações dele com empresários que aportaram aqui naquele mesma época e hoje são os figurões do setor da construção civil. Vai sobrar pra muitos magnatas.

Será mostrado também os negócios que começaram com a compra da TV Difusora até a criação da Incorporação Difusora, uma holding que opera hoje milhões em conta especial na Caixa Econômica Federal em São Luís. São depósitos altíssimos.

Além disso, o hoje senador é dono de vários prédios e outros imóveis na capital. Toda a área do mangue do Jaracaty é de sua propriedade.

Edinho Lobão tem ainda uma enorme área comprada por R$ 300 mil muito antes do projeto de construção da Via Expressa, mas evidencia informação privilegiada.

O senador pediu pelo terreno inicialmente R$ 100 milhões, confirmados ao blog pelo então secretário de Infraestrutura, Max Barros. O preço baixou para R$ 60 milhões, mas avaliação da Caixa Econômica Federal só vale R$ 10 milhões. A Via Expressa cortou o terreno ao meio.

Não vai demorar para aparecer na grande imprensa os negócios de Edinho Lobão com a representação da cervejaria Skincariol, que resultou em sonegação de impostos e outros ilícitos.

Mas a bomba que deve estourar mesmo são as ligações perigosas do senador com empresas multinacionais que atuam no ramo da exploração dos serviços do setor energético. Ai o bicho vai feder.

BNC Eleições 2014

17 de fevereiro de 2014

Roberto Rocha diz que o mais importante agora é unir a oposição

São Luis - O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), em entrevista exclusiva ao jornalista Jorge Vieira, na tarde de quinta-feira, em sua residência, observou que, neste momento, mais importante que saber se Roseana vai sair do governo ou quem será o candidato do governo que vai disputar a com ele o mandato ao Senado Federal é unir os partidos do campo da oposição. Em seu entendimento, nas eleições deste ano, “Roseana depende muito mais da divisão da oposição que do governo para ganha a eleição, ou seja, ela precisa muito mais que nós estejamos divididos que usar a máquina do Estado”.

Roberto Rocha adverte, entretanto, que, para esta eleição, a estratégia de dividir a oposição não funcionará, ao contrário de pleitos passados quando as lideranças da oposição brigavam por conta da eleição em São Luís e criavam um fosso enorme entre eles na sucessão estadual. “Lembro de Jackson Lago  e João Castelo, expressões políticas estaduais que todas as eleições de prefeito se dividiam, criavam um fosso terrível e intransponível para as eleições estaduais logo em seguida, e o grupo Sarney se aproveitava disso. Agora a história é outra”.

Pré-candidato ao Senado, o vice-prefeito adverte que, desta vez, aqueles que representam a nova geração da oposição, Flávio Dino e do Roberto Rocha, fizeram um movimento estratégico, tendo em vista não apenas a eleição de 2012, mas também a eleição de 2014. “Eu deixei a presidente do PSDB, um grande partido, para me filiar ao PSB para a gente enfrentar as eleições municipais, tanto em São Luís como em diversos municípios do interior do Estado e construirmos as condições em 2012 para a união em 2014. O governador de Pernambuco, Eduardo Campo, avalizou, veio a São Luís várias vezes, então o PSB e PCdoB tem um pacto de geração entre dois políticos ainda jovens, comparado com a média de idade daqueles que lideram o Maranhão a tantas décadas, e que tem responsabilidade política com o Estado, mas cada um buscando seus objetivos”.

Roberto Rocha explica que Flávio Dino foi candidato a governador e que respeita o direito dele buscar a candidatura novamente, enquanto ele, que foi candidato a senador em 2010, também tem o direito de concorrer ao Senado respeitado por Dino, de modo que acredita que, “do ponto de vista do Estado, para o interesse nosso aqui no Maranhão, as coisa só tem a convergir cada vez mais”, diz otimista.

“É claro que não pudemos esquecer que os partidos são nacionais e o meu tem candidato a presidência da República, como Aécio Neves é candidato pelo PSDB, como a Dilma é pelo PT e o PCdoB tem uma relação muito forte com o PT, inclusive vai coligar nacionalmente com a Dilma, então aqui no Maranhão, essa diferenças estão sendo superadas, ou seja, o que eu imagino é que o PT no Maranhão continue com o PMDB, apoiando o candidato do grupo Sarney e, evidentemente, que o Flávio estaria desobrigado completamente para seguir no seu palanque com a candidatura de Eduardo Campos”, enfatiza.

Sobre a candidatura a senador, Rocha diz que está cumprindo etapas e que a primeira dela foi a convergência partidária em torno do seu nome um ano antes da eleição, quando o PSB conseguiu se organizar politicamente em torno de um projeto de candidatura majoritária ao Senado. A segunda etapa, segundo Rocha, foi a convergência dos partidos aliados para formar o palanque eletrônico, quando todos demonstraram muita boa vontade  com sua candidatura.

“O PSB tem uma importância muito grande no processo porque além de ser o maior partido do campo da oposição é o partido que tem candidato a presidente da República, que aliás, é a única liderança de expressão nacional que tem coragem de vir ao Maranhão mostrar a cara do nosso lado que queremos a mudança. Todos os outros líderes nacionais ou estão com o grupo Sarney ou estão de braços cruzados”.

Para o dirigente do PSB, o governador e presidenciável  Eduardo Campo é um político que enfrenta, põe a cara para bater, ainda que sendo governador cheio de interesse no Congresso Nacional,  como tem qualquer estado brasileiro. Já a terceira etapa é a convergência na sociedade. “Neste ponto estou bem situado porque em todas as pesquisas feitas nos últimos meses eu estou em primeiro lugar, além de ser o menos rejeitado, de modo que eu acho que nossa parte, neste tempo do processo eleitoral, que o tempo da política, da conversa, eu acho que nesse ponto nós estamos bem situados e preparados  para fazer o enfrentamento democrático dentro da campanha a partir de junho.
 
BNC Noticias

12 de fevereiro de 2014

DE NOVO: Suspeita contra Sarney deve parar no STF

  Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
São Paulo - O Ministério Público Federal em São Paulo vê "elementos concretos de possível prática de delito" envolvendo o senador José Sarney (PMDB-AP) no emblemático episódio do Banco Santos - em novembro de 2004, segundo o MPF, por sua "relação estreita" com o então banqueiro Edemar Cid Ferreira, controlador da instituição, Sarney teria se beneficiado, resgatando R$ 2,159 milhões (em valor da época) antes de o Banco Central decretar intervenção.
Em manifestação de 48 páginas, o MPF deixa a critério da Procuradoria-Geral da República eventual enquadramento penal de Sarney. O documento destaca que a data do saque ocorreu "apenas um dia antes da intervenção" e aponta a "proximidade de Sarney com Edemar, amigos íntimos há mais de 3 décadas". A Procuradoria da República pede à Justiça Federal que remeta os autos para o Supremo Tribunal Federal (STF), corte que detém poder constitucional de processar e julgar senadores.
O MPF assinala que o banqueiro e sua mulher são padrinhos de casamento da filha de Sarney, a governadora Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão. Cita o depoimento de uma ex-executiva do Banco Santos, que afirmou ter recebido um manuscrito contendo instruções para efetivação do resgate, "documento este que se apurou ter sido escrito por Edemar, entre outros elementos constantes da apuração da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)".
A intervenção do BC alcançou o Banco Santos e a Santos Corretora de Câmbio e Valores devido "ao comprometimento da situação econômico-financeira" da instituição. O BC comunicou rombo de R$ 2,3 bilhões e perda de liquidez no banco de Edemar.
A Polícia Federal abriu inquérito. Em dezembro de 2006, o banqueiro foi condenado a 21 anos de prisão por quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Indignado, Edemar reagiu às acusações e recorreu ao Tribunal Regional Federal.
A CVM analisou em que condições foram realizados os resgates mais representativos em termos financeiros nos fundos sob administração do Banco Santos na semana de 8 a 12 de novembro de 2004 e se houve insider trading - informação privilegiada - e favorecimento a cotistas que evitaram perdas.
Sarney era cotista exclusivo do Fundo Titanium FAQ, que aplicava suas cotas no Santos Credit Yield FIF e Santos Credit Master FIF. Do valor resgatado, R$ 2.059.541,91 foram para a conta do senador no Banco do Brasil e R$100 mil para sua conta no próprio Banco Santos. A transferência ocorreu no dia 11 de novembro de 2004, um dia antes da intervenção.
À CVM, Sarney afirmou não ter recebido informação privilegiada e que uma das razões que o levaram a retirar os recursos é que era fato "público e notório" que o banco atravessava "dificuldades financeiras". Outra justificativa para o desinvestimento feito no Titanium FAQ, anotou Sarney, residiu no fato de a gerente de conta que o atendia há bastante tempo e que cuidava de seus recursos, Fernanda Amendola Bellotti, ter sido demitida no início de novembro de 2004.
A CVM arquivou a apuração por "não ser possível construir e respaldar uma acusação de uso indevido de informação privilegiada em face do cotista José Sarney".
Mas o MPF vê indícios de crime. "Embora estejamos diante de 'valores mobiliários' caberá ao procurador-geral da República e ao STF analisar o enquadramento típico da conduta (de Sarney)."
Outro lado. O senador José Sarney (PMDB-AP), por sua assessoria, reiterou as declarações que prestou à Comissão de Valores Mobiliários. Ele disse acreditar que "a prova de que o assunto não tem fundamento está no arquivamento do procedimento pela CVM". O banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, preferiu não se manifestar sobre o episódio.
 
BNC Política

5 de janeiro de 2014

A Zero Hora, parlamentar disse que reforma agrária e tarifa zero no transporte serão suas bandeiras

De atuação enérgica no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já se mostrou capaz de causar incômodos ao governo. Oposição ao governo Dilma Rousseff, se destaca pela retórica e pelo perfil combatente.

Mas já causou polêmica em seu partido ao se aproximar do DEM nas eleições de 2012 para a prefeitura de Macapá, o que levou a ser rotulado como líder da “ala light” do PSOL.

Atento aos direitos humanos e às reivindicações populares, agora é candidato à Presidência, após ter derrotado a ex-deputada gaúcha Luciana Genro na pré-convenção da sigla. A ZH, indica que a reforma agrária e a tarifa zero no transporte, subsidiada por aumento de imposto, serão suas bandeiras.

Zero Hora — Quais serão os eixos da sua campanha?
Randolfe Rodrigues — Pensamos em uma campanha identificada com o que veio das ruas, com as reivindicações de junho. Existe uma pauta de direitos sendo clamada pelo povo. E isso não está sendo satisfeito pelos governos, especialmente o federal. As outras candidaturas colocadas (Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos) se preocupam mais em agradar ao mercado, aos financiadores, do que atender os investimentos em saúde, educação, mobilidade e reforma agrária.

ZH — O PSOL, que esteve na origem de algumas manifestações, como no caso de Porto Alegre, tentará se apresentar como um dos propulsores dos movimentos de junho?
Randolfe — Ninguém pode ter a arrogância de se dizer titular das mobilizações. Ninguém pode se apoderar. Aqueles que acham que o mais importante são as obras monumentais da Copa, creio que não poderão falar em nome do que ocorreu no Brasil.

"As mobilizações de junho foram muito maiores do que qualquer partido. Na campanha presidencial, vamos ver quem terá legitimidade para falar" — Randolfe Rodrigues.

ZH — O senhor apresentará propostas reivindicadas nas manifestações, como transporte gratuito?
Randolfe — O passe livre é exequível. O problema é que a presidenta disse que queria dialogar com as manifestações e, depois, esqueceu. Qual é a lógica dessa proposta? Quem tem mais, paga aos que têm menos. É a proposta de inversão no IPTU. A União pode fazer isso? Não. Mas pode induzir a isso. Falei a presidenta que ela tinha de enfrentar a máfia do transporte coletivo. 

ZH — Para adotar a tarifa zero, o senhor sugere aumento de IPTU?
Randolfe — Precisaria de uma política progressiva. Isso é uma medida adotada na Europa. Os locais da cidade de melhores condições aportam recursos para que quem tem menos condições possa ter transporte coletivo.

ZH — Como avalia os movimentos de Eduardo Campos e Marina Silva, que se apresentam como novidade em uma terceira via?   
Randolfe — O Eduardo, com todo o respeito, não é o novo. O partido do Eduardo está na política desde 1946. O avô (Miguel Arraes) representa um setor da política que existe desde a época da ditadura. O Eduardo e o PSB estiveram na coalizão que governa o país. Ele poderia ter feito essa ruptura com o governo (Dilma) há mais tempo. A maior parte do partido dele está com o agronegócio, votou contra o código florestal no Congresso.

"A Marina, se refletisse um pouco mais, deveria votar na gente, votar em mim. Eu que estive no Congresso defendendo um código florestal verdadeiro. O novo nessa eleição é o PSOL" — Randolfe Rodrigues.

ZH — O PSOL, por vezes, é apontado como partido que quebraria a economia justamente pelo discurso radical contra setores que representam importante fatia do PIB, como o agronegócio. Como avalia?
Randolfe — Essa turma leva o Brasil a estar há 20 anos sob a maior taxa de juros do planeta, as famílias a serem as mais endividadas da America Latina. A taxa de juro está nos levando a reprimarização da economia. Temos uma pauta de exportações que é a mesma dos anos 1960. Estamos nos transformando em uma enorme fazenda de soja em vez de sermos potência industrializada. E somos nós que vamos transformar o Brasil em um país economicamente ingovernável? São eles que estão fazendo isso. Queremos que o país volte a ser um exportador de produtos manufaturados.

ZH — Para enfrentar a inflação, qual seria o remédio adequado?
Randolfe — Primeiro, baixar os juros. Outro mecanismo é fazer a reforma agrária. Parte da inflação é causada pelo preço dos alimentos. Não podemos ser o país do latifúndio. O produto tem de chegar à mesa sem especulação. A América toda já fez a reforma agrária. Só aqui neste país que não foi feito. Só o presidente gaúcho chamado João Goulart teve coragem de anunciar. E por isso foi golpeado. Tem de ter a coragem do Jango, que disse que os latifúndios improdutivos à beira de estrada estavam desapropriados.

ZH — A sua reforma agrária seria com pagamento de indenização?
Randolfe — Vou cumprir o que está na Constituição, que reza claramente: a terra tem de cumprir seu papel social. 

ZH — Como avalia o conflito entre índios e pequenos agricultores pela demarcação de terras?
Randolfe — Enquanto o governo não olhar a questão indígena com a prioridade que merece, o conflito vai existir. O governo tenta acender uma vela a dois senhores. Não se serve a dois senhores. Eles (índios) são senhores de direitos e não coitadinhos aos quais se concedem favores. 

ZH — O senhor tem atuado com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), sobretudo no projeto que anulou a sessão que derrubou Jango. Como tem sido essa convivência?
Randolfe — Simon é farol que me ilumina. Inspira desde o meu pai, que se espelhava na atuação dele como deputado no RS. Quando cheguei ao Congresso, tive a honra de ter o voto do Simon como candidato à Presidência do Senado contra José Sarney (PMDB-AP). Construímos uma relação. Uma das coisas que vou ter o prazer de contar aos netos é sobre a convivência com Simon.

ZH — O senhor recebeu duras críticas, inclusive no PSOL, porque o seu candidato à prefeitura de Macapá teve, em 2012, apoio do DEM no segundo turno. Admite que houve incoerência?

Randolfe — Não existiu apoio do DEM a nossa candidatura. Existiu o apoio do candidato a prefeito do DEM (que foi derrotado no primeiro turno) ao nosso candidato, no segundo turno. O DEM, enquanto partido, esteve no palanque do adversário. São descolamentos das pessoas para apoiar personalidades de esquerda. Não existiu apoio do DEM. Quero deixar claro.

ZH — A Luciana Genro será candidata a vice na sua chapa?
Randolfe — Quero unir o PSOL e a esquerda. Lamentavelmente, a Luciana não é mais deputada. Vou ficar muito feliz se tiver competência política para construir a chapa com ela. Seria o melhor ao partido e à esquerda. E vamos conversar com PSTU e PCB.

ZH — Qual será o seu posicionamento diante da Copa no Brasil?
Randolfe — Vou torcer para o Brasil, mas vou questionar muito os investimentos. Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana. É isso que reclama o povo. E quero questionar outras coisas, como a facilidade que prestamos a entidades suspeitas como FIFA e CBF. Acho inaceitável. O governo apoia a CBF.

"Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana" — Randolfe Rodrigues.

ZH — O senhor crê que a Copa organizará nova agenda de protestos? Poderá impactar nas eleições?
Randolfe — Torço pela capacidade de mobilização do povo sempre. Só uma sociedade mobilizada por direitos é que pode construir um país melhor. A Copa pode ser um catalizador de mobilizações, sim, mas a sociedade precisa se mobilizar pelos direitos que não estão sendo garantidos.

Entrevista concedida ao Jornal Zero Hora
BNC Eleições 2014

18 de novembro de 2013

ADVOGADO MOSTRA ATRAVÉS DE ARTIGO QUE O SENADOR SARNEY FALA DE UM MARANHÃO QUE NÃO EXISTE NA REALIDADE

O advogado Abdon Marinho enviou artigo aoBlog do Robert Lobato onde faz um contraponto democrático ao artigo “São Luís e o Novo Maranhã”, de autoria do senador José Sarney, publicado na sua coluna dominical do jornal O Estado do Maranhão, edição de ontem.
Marinho é um histórico opositor do grupo Sarney, mas sabe fazer o debate equilibrado e qualificado, sem ódio, sem deixar-se cair na politicagem barata e na hipocrisia descarada.
O Maranhão precisa ser debatido com seriedade; concepções e ideias precisam ganhar uma outra dimensão que não apenas a da já desgastada e irritante retórica do anti-isso e antiaquilo.
Parece-me que é isso que Abdon Marinho se propõe fazer. Veja:
PROGRESSO
Colho da coluna do senador Sarney deste domingo, 17/11/2013, seguinte trecho: “Hoje o Maranhão é uma referência nacional de progresso”, trata-se uma afirmação importante, ainda mais vinda de onde vem. Minha educação de interior ensina que se deve respeitar as palavras dos mais velhos, por isso mesmo ao invés de contestá-las com veemência — meu pai já dizia que que tem vergonha, não faz vergonha aos outros—, iremos sopesá-las com o nosso entendimento.
Que o Maranhão reúne as condições para atrair investimentos de toda ordem, sabemos desde sempre, o que ignoramos é os motivos de não tê-los atraídos antes. Estes são mistérios insondáveis. É inacreditável, e eu dizia isso ontem no post “o Maranhão fracassou?” que o Maranhão é um desafio à lógica, pois possuindo tantas condições para se desenvolver é um estado atrasado.
Hoje o senador afirma que o Maranhão é uma referência nacional em progresso. E eu não vou duvidar, por uma questão de educação das palavras dele, suponhamos que esteja certo, do que nos interessa o progresso se ele não vem junto com melhorias na infraestrutura das cidades? A Caema explora o sistema de água e esgoto no estado inteiro, em quantos municípios ela já fez alguma rede de esgotos? O Maranhão é um dos estados que possui a menor rede de esgoto do Brasil, acho que capital não tem metade da rede necessária.
De que nos serve sermos referência em progresso e ele não vem acompanhado de uma melhor educação para os nossos jovens? Os últimos censos educacionais aponta o estado numa das piores situações neste quesito, salvo melhor juízo as piores escolas de ensino médio estão no nosso estado. Falei disso ontem, se colocarmos na ponta do lápis os estudantes da rede estadual e municipal do ensino público não têm mais que duas horas de aula/dia. Me respondam, como isso pode dá certo?
O senador fala das estradas que estão sendo feitas e que interligarão todas as sedes municipais. Não duvido que façam, mas conheço o tipo de serviço que vêm fazendo. Não estão fazendo estradas, estão asfaltando caminhos. Estão jogando o dinheiro do contribuinte no mato, literalmente. Não dou dois anos para que estas estradas precisem de reparos que consumirão outra fábula de recursos.
O senador fala também dos hospitais. São de fato um alento. Entretanto, qualquer um sabe que as pessoas do Maranhão continuam indo buscar atendimento médico de verdade é nos estados vizinhos. Existem até negócios em torno disso. Acho que o papel destes nossos hospitais sejam apenas de atenção básica, fazer um curativo ou um parto, e olhe lá.
De que nos serve esse progresso cantado em prosa e verso se ele não vem junto com uma distribuição de renda, se o Maranhão ostenta os piores indicadores neste sentido? Os números do IDH que falei aqui algumas vezes mostram o Maranhão à frente apenas de Alagoas. Vejam que descompasso, enquanto dizem que o estado é o que mais atrai investimentos, enquanto dizem que somos o 16° PIB da nação, no índice de desenvolvimento Humano, estamos à frente apenas do paupérrimo Estado de Alagoas.
Como explicam isso se dizem que têm um projeto de desenvolvimento desde o ano de 1965? Meio século é tempo suficiente para transformar muitas coisas, sobretudo quando se tem condições tão favoráveis. Porque não saímos do atraso?
De que nos serve esse progresso se os municípios maranhenses não produzem mais nada, se nem mesmo agricultura de subsistência temos mais? O preço da farinha que ano passado atingiu um preço elevado, isso decorre do fato de não termos mais produção nem de mandioca.
A pequena agricultura do estado, que garantia milhares de empregos e sustento de outro tanto de famílias com sua produção agrícola, sua criação de galinhas, de porcos e gado estacionou no século passado e de lá ameaça não sair tão cedo.
Na sua preleção sobre o grande Maranhão, senti falta de um assunto: segurança pública. Nunca se matou tanto no Maranhão quanto agora. Apenas para se ter uma ideia em 2002 o número de homicídios/ano, as chamadas “mortes matadas” foi 194, só este ano já chegamos a 800, se não chegou, chega nestes dois dias. Essa violência não se restringe aos grandes centros, alcança todo o interior, até os menores municípios ninguém se sente seguro, embora com essa matança toda o secretário diga que a sensação de insegurança é artificial.
Pelo que vejo, de tudo que foi dito sobre o nosso progresso, a única coisa que, efetivamente, tem sobrado para o nosso povo, são os seus efeitos danosos, materializado nas matanças quase diárias, na insegurança no campo e na cidade, no tráfico de drogas.
Nossa governadora, uma excelente administradora, segundo disse o senador, e eu o perdoo por isso, pois somos belos aos olhos de quem nos ama, parece sequer saber de que lado vem os tiros.
Se estes são os sinais do progresso que legaram neste meio século, de que nos serve?
Com Informações do Blog Robert Lobato
BNC Artigo

19 de setembro de 2013

Sarney quer fazer Roseana presidente do Senado

Sarney e Roseana
Recém-saído de hospital e com saúde fragilizada, o senador José Sarney (PMDB-AP) iniciou operação para sua sucessão no Senado.
Em almoço na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, em Brasília no domingo, no qual recebeu Renan Calheiros e caciques do PMDB, surgiu o pré-acordo.
O grupo político da família apoia Renan para o governo de Alagoas, e o grupo de senadores suprapartidário que sustenta Renan apoia Roseana para presidência do Senado em 2015, caso ela vença a eleição.
Neste caso, se o acerto render a vitória esperada, Roseana seria a primeira mulher presidente do Senado. Esse, aliás, será um dos motes da campanha. 
(Da coluna do jornalista Leandro Mazzini)

2 de agosto de 2013

Com febre e tremores, Sarney é transferido para UTI em SP

O Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, divulgou na noite desta quinta-feira novo boletim médico sobre a saúde do senador José Sarney (PMDB-AP), 83 anos, que havia sido internado na unidade para realizar um check-up. Segundo a nota, o paciente apresentou quadro de febre acompanhado de tremores, e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Após os sintomas, diz o boletim, Sarney foi submetido a exames laboratoriais e de imagem. As tomografias de encéfalo, seios da face e abdomen demonstraram derrame pleural bilateral (acúmulo excessivo de líquido no espaço entre as membranas pulmonares), infiltrado intersticial e uma novo opacificação da base do pulmão direito.

Por conta dos novos achados, clínicos e laboratoriais, a equipe médica optou pela transferência para a UTI. O paciente está sendo atendido pelas equipes dos médicos David Uip, Roberto Kalil e Carlos Gama.

Político e escritor, o maranhense José Sarney está na vida pública há 60 anos. Ele foi governador do Maranhão e presidente do Senado e da República, de 1985 a 1990. Autor de diversos livros, Sarney é membro da Academia Brasileira de Letras. 

BNC Plantão

Senador Sarney apresenta febre e tremor

O senador José Sarney foi transferido para a UTI do Hospital Sírio Libânes. Ele teve uma piora em seu estado de saúde na noite desta quinta-feira. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

BNC Plantão

2 de julho de 2013

Líder do PSOL se reúne com Dilma e prega 'revogação popular de mandato'

A presidente Dilma Rousseff e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), no Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta segunda-feira (1º) que defendeu, em reunião com a presidente Dilma Rousseff, que a população possa revogar os mandatos de políticos eleitos. O parlamentar, líder e único integrante do PSOL no Senado, se reuniu com Dilma no Palácio do Planalto para tratar das manifestações populares que ocorrem pelo país.

Segundo Randolfe, a "revogação popular de mandatos" se daria por consulta à população, que poderia decidir pela permanência ou não no cargo de algum ocupante de mandato eletivo.

O senador não detalhou como e em que ocasiões isso poderia ocorrer, mas defendeu que a proposta seja discutida no Congresso e inserida no plebiscito preparado pelo governo sobre a reforma política.

De acordo com Randolfe, Dilma “não manifestou convergência” com a ideia.
Ainda dentro do tema reforma política, Randolfe disse que, na reunião, defendeu também o fim das doações privadas para campanhas eleitorais e a instituição do financiamento exclusivamente público, defendida também pelo PT.

Segundo ele, Dilma disse concordar com a proposta. Ele disse que também está de acordo com a proposta do governo de realizar a reforma política por meio de plebiscito.

“Em relação à reforma política, temos acordo em relação à reforma política e fim do financiamento privado de campanha.” O senador afirmou que também defendeu o fim do foro privilegiado, mas disse não ter ouvido resposta da presidente sobre o assunto.

BNC Brasília