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19 de março de 2015

“Está sobre nós a responsabilidade de dar uma resposta ao povo brasileiro”, afirma Eliziane

Grande Ilha - A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) afirmou na tarde desta terça-feira (17/03) que é preciso dar uma resposta ao povo brasileiro, principalmente às pessoas que foram às ruas no último domingo (15) durante as manifestações em todo o país.

No Plenário da Câmara dos Deputados, Eliziane Gama defendeu uma legislação mais arrojada para combater a corrupção e destacou ainda que para atender ao clamor das ruas é necessário fazer uma Reforma Política com participação da sociedade civil organizada nos debates.

“Está sobre nós a responsabilidade de dar uma resposta ao povo brasileiro. Precisamos sair da retórica e dos discursos, e fazer o papel do Legislativo, ou seja, fazer com que tenhamos uma legislação forte e arrojada para combater essa atrocidade que se tem alastrado pelo Brasil, que é a corrupção”, declarou.

A deputada maranhense também criticou a tentativa do Governo de persuadir a população “requentando promessas”. Ela lamentou os reflexos da corrupção e as desigualdades sociais no país.

“Hoje o que temos no Brasil é um País com uma desigualdade social gritante, um País com injustiça, e onde a descrença na classe política é quase generalizada. O que temos é o ‘requentar’ de novas esperanças, o ‘requentar’ de promessas que não vão levar a lugar nenhum”, disse.

Eliziane também pediu que o Ministro Dias Toffili (STF) atenda ao clamor popular e se afaste dos julgamentos da Operação Lava Jato, que apura a participação de políticos no escândalo de desvios de recursos na Petrobras.

A parlamentar disse que como os organizadores dos protestos questionam a isonomia do Ministro do STF, por já ter sido advogado do PT. Ela espera que o Ministro Dias Toffili venha agir a exemplo do Ministro Marco Aurélio de Mello que se sentiu impedido de fazer o julgamento do então Presidente Collor.

“Gostaria de fazer um pedido ao Ministro Dias Toffoli, que acabou sendo alvo de pedidos do povo brasileiro, para que S.Exa., tenha sensibilidade e se declare impedido de fazer o julgamento dessa operação. Fica o nosso pedido. Mas se S.Exa., não vier a responder, nós esperamos que tenha a mesma diligência, seriedade e probidade, que eu espero que o terá, como tivemos no julgamento do Mensalão pelo Ministro Joaquim Barbosa”, enfatizou.

Eliziane Gama finalizou o pronunciamento destacando a importância da participação da sociedade civil nos debates sobre a Reforma Política.  

“Não basta apenas fazer debate da reforma política. Precisamos fazer o debate com a participação das entidades e da sociedade brasileira, para que a reforma política, que será aprovada, não seja apenas o reflexo deste Parlamento, mas que seja um reflexo dos anseios do povo brasileiro. Esperamos que haja uma resposta para esses milhares de manifestantes”, concluiu.

BNC Política

23 de fevereiro de 2014

BASTIDORES DA REDE GLOBO: A confissão de Boni sobre o debate entre Lula e Collor


Por Paulo Nogueira

Me enviam um vídeo que resume o Brasil.

Nele, sorridente, aparentemente orgulhoso, o ex-chefão da Globo, Boni, confessa um crime de lesa sociedade.

Você pode vê-lo aqui.

Boni conta que, no célebre debate entre Lula e Collor que definiria as eleições presidenciais de 1989, a Globo preparou Collor.

Quer dizer: uma concessão pública achou que tinha o direito de se meter nas primeiras eleições diretas para presidente.

A Globo, conta Boni, tirou a gravata de Collor para dar a ele um ar mais popular. Se pudesse, disse Boni, a Globo borrifaria caspa em Collor, a exemplo da tática clássica de Jânio Quadros para se identificar com a voz rouca das ruas.

Mas havia coisa bem pior.

Há muitos anos conheço a história das pastas de Collor. Ele se apresentou no debate com elas.

O que nas redações se comentava é que fora um truque de Collor. Chegou a Lula a informação de que na pasta estavam denúncias contra ele.

Lula ficou apavorado. Durante todo o debate, Collor fingia de tempos em tempos que ia abrir as pastas para apanhar coisas que comprometeriam Lula.

As pastas tinham papel que não significavam nada, na realidade. Mas levaram Lula a ter um desempenho sofrível num debate vital.

A revelação – confissão – de Boni é que quem armou o golpe das pastas foi a Globo, e não Collor.

Mais uma vez: ele disse isso em tom triunfal. Não tinha noção, ou não parecia ter, da gravidade do que estava dizendo.

O que se fez diante das palavras de Boni?

Nada. A mídia não se mexeu. A justiça não se mexeu. O governo não se mexeu. Para que serve um Ministério da Comunicação?

Este é o Brasil.

A Globo goza de espantosa impunidade. Pode fazer tudo, que não acontece nada.

Boni conta que o homem chave da Globo no crime foi o executivo Miguel Pires Gonçalves, filho de um general da ditadura. A Globo agora contrata filho de ministro do Supremo. Antes, contratava filho de general. Mudaram as circunstâncias, mas a Globo ficou igual.

Joaquim Barbosa arrumou um emprego para o filho na Globo. Ayres Britto escreveu o prefácio de um livro de Merval sobre o Mensalão. Gilmar Mendes aparece em fotos ao lado de Merval.

Lula, a vítima do crime eleitoral da Globo, foi ao enterro de Roberto Marinho, e produziu uma eulogia em que disse que o falecido era um brasileiro que viera “a serviço”.

A serviço do quê?

Não satisfeito em aplaudir Roberto Marinho, Lula decretou três dias de luto oficial. Ao fazer isso, Lula enxovalhou a memória de homens como Getúlio Vargas e João Goulart, vítimas das conspirações golpistas de Roberto Marinho.

É possível que o episódio do debate tenha deixado Lula para sempre com um sentimento paralisante de medo em relação à Globo, para infortúnio da sociedade.

A Carta aos Brasileiros, com a qual logo no início do mandato ele se comprometeu essencialmente a não fazer nada de muito diferente do que vinha sendo feito antes dele, foi arrancada a ele por João Roberto Marinho, filho de Roberto Marinho.

Montaigne escreveu que seu maior medo era ter medo.

A Globo pôs medo em Lula e no PT. E põe medo no Brasil.

O medo foi o responsável pela chamada “mídia técnica”, pela qual a Globo recebeu de governos petistas 6 bilhões de reais em dez anos mesmo tendo sonegado escandalosamente impostos e mesmo produzindo um conteúdo destrutivo para todas as causas sociais. A manchete do Globo quando foi efetivado o 13.o, sob Jango, dizia que se tratava de uma “calamidade”.

O medo da Globo impediu que se discutissem regras para a mídia, para evitar monopólios como a Globo.

Se Kirchner tivesse medo do Clarín, não faria o que fez.
Enquanto perdurar o medo da Globo, o país vai patinar no desenvolvimento social, porque a Globo é um obstáculo intransponível para a construção de uma sociedade justa.

É irônico que um partido que dizia que a esperança tinha que vencer o medo tenha se tornado, ele mesmo, depois de chegar ao poder, tão medroso.

BNC Bastidores

8 de dezembro de 2013

Sarney, Collor, FHC e Lula irão com Dilma para os funerais de Mandela


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G1 

A presidente Dilma Rousseff viajará  na segunda-feira (9) para a África do Sul – a fim de participar das homenagens a Nelson Mandela – acompanhada dos ex-presidentesJosé Sarney, Fernando Collor de Mello,Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, informou neste sábado (7) o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, segundo o Blog do Planalto.
Segundo o blog, os ex-presidentes foram convidados por Dilma, e a comitiva presidencial partirá do Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira (6), o Palácio do Planalto informou que a presidente tinha antecipado a viagemao país africano do dia 14 para a próxima terça-feira (10) porque governo sul-africano enviou circular a todas as embaixadas com sede no país informando que esse é o dia reservado aos chefes de Estado. O enterro do líder sul-africano está marcado para dia 15.
Dilma decretou na sexta luto oficial de sete dias no Brasil pela morte de Mandela. Na quinta, dia em que Mandela morreu, Dilma divulgou nota de pesar e afirmou que governo e povo brasileiro “se inclinam diante da memória de Mandela”. A presidente destacou ainda a luta do líder sul-africano contra o apartheid.

“Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul”, disse a presidente no comunicado.

Símbolo da luta contra a discriminação racial, Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira (5), em Pretória, aos 95 anos. O ex-presidente sul-africano ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. Morreu às 20h50, no horário local de Pretória – 16h50 do horário brasileiro de verão.

O corpo será enterrado, de acordo com seus desejos, na aldeia de Qunu, localizada na província pobre do Cabo Leste, onde Mandela cresceu. Os restos mortais de três de seus filhos foram sepultados no mesmo lugar, em julho, após ordem judicial.

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, Mandela foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 e 1993.

BNC Mundo