Mostrando postagens com marcador Joaquim Barbosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joaquim Barbosa. Mostrar todas as postagens

22 de junho de 2014

Na quarta-feira trabalho externo de condenados no mensalão será julgado pelo STF.

O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para quarta-feira (25) o julgamento dos recursos dos condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, que tiveram o trabalho externo cassado pelo presidente da Corte, Joaquim Barbosa. A próxima semana também será marcada pela despedida de Barbosa, que vai se aposentar e deixar a Corte.

Com a liberação dos recursos para julgamento pelo novo relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, o plenário vai julgar os recursos do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, do ex-deputado federal Romeu Queiroz e do ex-advogado Rogério Tolentino. Também será julgado o pedido do ex-deputado José Genoino para voltar a cumprir prisão domiciliar.
Na terça-feira (17), Barbosa renunciou à relatoria da Ação Penal 470. O ministro alegou que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente no processo, por meio de manifestos e insultos pessoais. O presidente do Supremo citou o fato envolvendo Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-deputado José Genoino. Na semana passada, Barbosa determinou que seguranças do STF retirassem o profissional do plenário.  Os recursos só chegaram ao plenário depois de redistribuídos para Barroso.

A defesa dos condenados que tiveram trabalho externo cassado aguarda o julgamento dos recursos protocolados contra a decisão de Barbosa pelo plenário do STF. No início deste mês, em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a revogação da decisão que cassou o benefício de Dirceu e Delúbio Soares.

BNC Justiça

5 de janeiro de 2014

Em 2014, STF deve julgar doações de campanha e biografias não autorizadas

Após um ano marcado pela prisão do primeiro deputado após a ditadura e de condenados no mensalão, incluindo ex-dirigentes petistas, o STF (Supremo Tribunal Federal) também terá pela frente em 2014 casos de grande repercussão.

Veja a seguir alguns temas importantes que o tribunal deverá julgar na volta do recesso do Judiciário, a partir do dia 3 de fevereiro:

Planos econômicos

Em novembro do ano passado, o STF começou a julgar ações que questionam perdas na caderneta de poupança decorrentes de planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Já foram realizadas a leitura dos relatórios e as sustentações orais das partes envolvidos. Em fevereiro, os ministros deverão apresentar os seus votos. A decisão vai ter impacto em quase 400 mil ações que tramitam no Judiciário. Uma das estimativas é que o prejuízo causado aos bancos seria de quase R$ 150 bilhões em valores corrigidos.

Financiamento de campanha

Tramita no STF uma ação que propõe o fim das doações de campanha por empresas jurídicas e pede que o tribunal defina um percentual para pessoa física, além de regrar a doação feita pelo próprio candidato em seu nome. Quatro magistrados votaram a favor do fim das doações, mas o ministro Teori Zavascki pediu vista do processo (mais tempo para analisar), e o julgamento foi interrompido em dezembro passado. Há ainda a polêmica se as novas regras já valeriam para as eleições de 2014.

Precatórios

Em março de 2013, a Corte decidiu ser ilegal o pagamento parcelado em 15 anos de precatórios (títulos de dívidas emitidos pelo governo para pagar quem ganha na Justiça processos contra o poder público). Para os ministros, o índice de correção usado não respeitava as perdas inflacionárias. No entanto, falta ainda estabelecer a partir de quando vale a proibição de parcelar nesse período e criar uma regra transitória sobre o índice de correção.

Biografias

O STF deve analisar no primeiro semestre deste ano uma ação que pede a liberação da publicação de biografias não autorizadas. Sob o argumento de ser incompatível com a liberdade de expressão, a Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros) pede na ação que a Corte dispense a necessidade de obter o consentimento do biografado para que o livro seja publicado.

Royalties

Em março, a ministra Cármen Lúcia decidiu, em caráter provisório, suspender a nova redistribuição dos royalties do petróleo, mais igualitária entre os Estados, conforme queria o governo. Com isso, fica em vigor a antiga divisão, em que os Estados produtores recebem mais compensações (royalties) pela extração de petróleo. O tema deve ser apreciado pelos demais ministros em plenário.

Mensalão petista

Em 2012, os magistrados condenaram 25 pessoas por envolvimento em um esquema de compra de voto parlamentar no início do primeiro mandato do ex-presidente Lula (2003-2006), que foi abastecido em parte com dinheiro público desviado. No total, 21 já estão cumprindo as suas penas, incluindo os ex-dirigentes petistas José Dirceu e José Genoino. Um dos condenados, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, está foragido. O STF irá julgar neste ano os chamados embargos infringentes, tipo de recurso cabível para quem tiver sido condenado por um placar apertado. Encaixam-se neste perfil 12 réus, sendo que nove já estão cumprindo pena para alguns crimes. Outros três condenados, entre eles o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), aguardam em liberdade o julgamento dos infringentes.

Mensalão tucano

Tramita no STF um processo conhecido como mensalão tucano, em que o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é acusado de se associar ao publicitário Marcos Valério, condenado no mensalão petista, para desviar verbas e fazer arrecadação ilegal de recursos durante a campanha eleitoral do PSDB para o governo de Minas em 1998. Azeredo sempre negou irregularidades. A relatoria do processo está com o ministro Luís Roberto Barroso, e a expectativa é que seja julgado no primeiro semestre. Cabe ao presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, definir a pauta.

29 de dezembro de 2013

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, afirmou que há "forte probabilidade" após 90 dias de prisão domiciliar, Zé Dirceu voltar para a cadeia

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, afirmou que há "forte probabilidade" de o ex-presidente do PT José Genoíno, condenado no mensalão, voltar para a cadeia após os 90 dias de prisão domiciliar. A declaração consta da decisão em que Barbosa negou transferência do petista para São Paulo, na última sexta-feira (27). 


Barbosa decidiu que Genoino poderia passar 90 dias em prisão domiciliar, contados a partir de 21 de novembro, data na qual o petista passou mal e saiu do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para ser examinado em um hospital. Depois disso, Genoino ficou hospedado na casa de um parente, autorizado temporariamente pelo presidente do STF até que pudesse avaliar o pedido de sua defesa, que quer o cumprimento integral da pena em casa. 


Genoino sofre de problemas cardíacos e chegou a passar por cirurgia no coração em julho deste ano. O petista foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão no processo do mensalão.

A íntegra da decisão foi divulgada neste sábado (28) e, no documento, o presidente do STF indica que Genoino deve voltar para a prisão após esse prazo. 


"Por fim, considerada a provisoriedade da prisão domiciliar na qual o condenado vem atualmente cumprindo sua pena, e a forte probabilidade do seu retorno ao regime semi-aberto ao fim do prazo solicitado pela Procuradoria-Geral da República, considero que a transferência ora requerida fere o interesse público", diz Barbosa na decisão. 


O presidente do STF também afirma que o estado de saúde de Genoíno "está evoluindo" e que "sua condição atual é compatível com o cumprimento da pena no regime semi-aberto". 


"O resultado da perícia, e todos os demais laudos médicos juntados aos autos, indicaram a ausência de doença grave que constituísse impedimento para o cumprimento da pena no regime semi-aberto. Ademais, informações recebidas do Juízo das Execuções Penais de Brasília/DF dão conta de que a assistência médica é garantida aos internos do complexo prisional", diz outro trecho da decisão. 

BNC Justiça

26 de novembro de 2013

A AJD-Associação Juízes para a Democracia critica decisão de Joaquim Barbosa, segundo eles, ele pode ter cometido "coroneliso judiciário

A AJD-Associação Juízes para a Democracia soltou uma nota nesta segunda-feira (25/11) na qual afirma que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pode ter cometido “coronelismo judiciário” se ficar mesmo comprovado que o magistrado pressionou pela troca do juiz que coordena a execução das penas dos condenados no mensalão.

Entidade não governamental, a Associação Juízes para a Democracia diz “manifestar sua preocupação com notícias” a respeito de Joaquim Barbosa ter feito “pressão para a troca de juízes de execução criminal”.

A presidente da associação, Kenarik Boujikian, disse ao Blog estar “chocada” com a possibilidade de Barbosa ter, de fato, feito pressão pela troca de juízes. Embora não exista um ato de ofício do presidente do STF, o fato se consumou no domingo (24.nov.2013). O titular da Vara de Execuções Penais (VEP), Ademar Silva de Vasconcelos deixou de cuidar da prisão de mensaleiros. Em seu lugar ficou o juiz da VEP Bruno André da Silva Ribeiro.

Em sua nota, a Associação Juízes para a Democracia diz requerer esclarecimentos de Joaquim Barbosa. “A acusação é uma das mais sérias que podem pesar sob um magistrado que ocupa o grau máximo do Poder Judiciário e que acumula a presidência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), na medida que vulnera o Estado Democrático de Direito”, diz o texto.

“O povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário”, afirma a associação no documento. A presidente da entidade, a juíza Kenarik Boujikian, diz que essa prática, o “coronelismo no Judiciário” é uma descrição correta se de fato ficar comprovada a pressão de Joaquim Barbosa para a troca de juízes.

Para Kenarik Boujikian, o presidente do STF não teria sequer que se dirigir ao juiz da Vara de Execuções Penais, quanto mais pressionar pela troca. “Imagine a insegurança que causa na sociedade? Saber que um juiz pode ser trocado”, diz ela.

Veja a nota na íntegra:
“São Paulo, 25 de novembro de 2013.
“O ministro Joaquim Barbosa está com a palavra
“A Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental, cujos objetivos estatutários, dentre outros, são: o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito; a realização substancial, não apenas formal, dos valores, direitos e liberdades do Estado Democrático de Direito; a defesa da independência do Poder Judiciário não só perante os demais poderes como também perante grupos de qualquer natureza, internos ou externos à Magistratura vem a público para:

“a) Manifestar sua preocupação com notícias que veiculam que o Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, estaria fazendo pressão para a troca de juízes de execução criminal e
“b) Requerer que ele dê os imprescindíveis esclarecimentos.
“A acusação é uma das mais sérias que podem pesar sob um magistrado que ocupa o grau máximo do Poder Judiciário e que acumula a presidência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), na medida que vulnera o Estado Democrático de Direito.
“Inaceitável a subtração de jurisdição depositada em um magistrado ou a realização de qualquer manobra para que um processo seja julgado por este ou aquele juiz.
“O povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário.
“A Constituição Federal e documentos internacionais garantem a independência judicial, que não é atributo para os juízes, mas para os cidadãos.
“Neste tema sempre bom relembrar a primorosa lição de Eugenio Raúl Zaffaroni: “ A independência do juiz … é a que importa a garantia de que o magistrado não esta submetido às pressões do poderes externos à própria magistratura, mas também implica a segurança de que o juiz não sofrerá as pressões dos órgãos colegiados da própria judicatura” ( Poder Judiciário, Crise, Acertos e Desacertos, Editora Revista dos Tribunais).
“Não por outro motivo existem e devem existir regras claras e transparentes para a designação de juízes, modos de acesso ao cargo, que não podem ser alterados por pressão das partes ou pelo Tribunal.
“O presidente do STF tem a obrigação de prestar imediato esclarecimento à população sobre o ocorrido, negando o fato, espera-se, sob pena de estar sujeito à sanção equivalente ao abuso que tal ação representa.
“A Associação Juízes para a Democracia aguarda serenamente a manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal.

“Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para a Democracia''
Fonte: Com informações da UOL
Publicado Por: Lídia Brito

22 de junho de 2013

Joaquim Barbosa lidera corrida presidencial entre manifestantes, aponta Datafolha


Pesquisa-da-Data-Folha-e1371850331169
Apesar de não figurar na lista de pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, aparece como o preferido dos manifestantes paulistanos para suceder Dilma Rousseff, mostra pesquisa do Datafolha realizada nessa quinta-feira (20).

De acordo com o instituto, Barbosa foi mencionado por 30% dos entrevistados, contra 22% da ex-senadora Marina Silva, que tenta montar a Rede Sustentabilidade para concorrer ao Planalto em 2014. Dilma (PT) aparece em terceiro na lista, com 10% das menções.

O levantamento foi realizado durante os protestos de ontem na avenida Paulista, região central da cidade.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 5%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 1%, vêm logo a seguir.

A margem de erro da pesquisa, que entrevistou 551 manifestantes, é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. No limite, Barbosa e Marina poderiam ter 26% das preferências, mas, segundo o Datafolha, a probabilidade de que esse cenário seja real é muito pequena.

Com informações da Folha
BNC Brasil