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11 de dezembro de 2014

Comissão aprova LDO com nova meta fiscal e emendas impositivas

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na noite desta quarta-feira (10) o relatório final do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 (PLN 3/14). O texto foi aprovado após acordo entre os líderes partidários. Pelo acordo, a votação final do parecer será feita na próxima semana, no Plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta de deputados e senadores).

A expectativa é que a votação ocorra na terça, já que, a partir de quarta, a pauta do Congresso estará trancada por vetos presidenciais.

O relatório da LDO incorpora a mudança na meta de superavit primário, anunciada pelo governo na semana passada, e o orçamento impositivo das emendas individuais de deputados e senadores. Com esta medida, as sugestões dos parlamentares serão obrigatoriamente executadas ao longo do ano.

Segundo o relatório aprovado, os congressistas terão direito a 1,2% da receita corrente líquida (RCL) da União, que serão transformados em emendas. Isso equivale a R$ 9,7 bilhões na proposta orçamentária. As emendas direcionam recursos para obras e serviços em municípios indicados pelos parlamentares.

Cada um dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) poderá apresentar até 25 emendas no valor global de R$ 16,32 milhões. Esse número foi definido nesta quarta-feira no relatório preliminar da proposta orçamentária, apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) e também aprovado na Comissão de Orçamento.

Meta fiscal
De acordo com o relatório de Vital do Rêgo, a meta de superavit primário do governo federal será, em 2015, de R$ 55,3 bilhões (1% do Produto Interno Bruto – PIB), já descontados os R$ 28,7 bilhões gastos com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O valor da meta é o único número que será perseguido pelo Executivo.


Nos últimos anos, o esforço fiscal tem sido uma “banda” entre o valor oficial e o valor descontado de investimentos públicos – anteriormente do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), atualmente do PAC.

Para 2015, só haverá um valor a ser alcançado – R$ 55,3 bilhões. O valor do PAC (R$ 28,7 bilhões) entrou apenas como uma referência no texto da LDO – o programa é a principal bandeira de investimentos do governo Dilma Rousseff –, mas sem criar uma banda para a meta.

Receita menor
O projeto da LDO foi enviado ao Congresso em abril. A versão original do texto previa um superavit primário de R$ 86 bilhões para o governo federal. Entre esse valor e o que está no relatório final (R$ 55,3 bilhões), há uma diferença de R$ 30,7 bilhões, que é, segundo o governo, o tamanho da queda de arrecadação em 2015.


A receita menor, por sua vez, é resultado da revisão de crescimento da economia no próximo ano, que cai de 3% para 0,8%. Quanto menor o PIB, menor é a arrecadação.

Estados e municípios
Para os estados, Distrito Federal e municípios, a meta de superavit primário será de R$ 11 bilhões (0,2% do PIB). Com isso, o esforço total do setor público brasileiro será de R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB).


Caso os entes federados não atinjam a meta estimada, o governo federal irá compensar a diferença. Por exemplo, se os entes só conseguirem economizar R$ 9 bilhões durante o ano, o governo federal terá que se responsabilizar pelos R$ 2 bilhões não poupados, elevando sua própria meta para R$ 57,3 bilhões.

As estatais estão livres da poupança fiscal, mas, segundo o relatório final, eventuais superavits obtidos serão apropriados pelo governo federal, que poderá reduzir sua parcela no esforço fiscal. Assim, se as estatais economizarem R$ 2 bilhões, o governo federal estará autorizado a reduzir sua meta no mesmo montante.

Novo ministro
Para votar a LDO na noite desta quarta, os líderes partidários e o governo fecharam um acordo para a vinda do próximo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, à Comissão de Orçamento. Ele participará de uma reunião fechada com os parlamentares para falar da meta de superavit primário para 2015.


A vinda dele foi uma exigência do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), para aprovar a LDO. Mendonça queria uma audiência pública, mas Levy ponderou que ainda não é ministro e prefere falar em reunião reservada.

Com Informações do portal da Câmara
BNC Brasília

26 de novembro de 2014

Prefeitura apresenta detalhamento da LOA na Câmara Municipal

Equipe de governo da Prefeitura enumerou os investimentos previstos para o ano de 2015
São Luis - A Prefeitura de São Luís apresentou detalhadamente as ações do Executivo Municipal para o próximo ano, durante audiência pública nesta segunda-feira (24) na Câmara de Vereadores sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2015. O orçamento do próximo ano está estimado em R$ 2,7 bilhões. O secretário municipal de Planejamento, José Cursino Raposo, explicou que a estimativa é a mais realista dentro da conjuntura econômica do país, e que o prefeito Edivaldo garantirá a execução eficiente e coerente.

O secretário de Planejamento esclareceu os critérios técnicos utilizados para a montagem da peça orçamentária e respondeu ao questionamento dos vereadores sobre a estimativa do orçamento para 2015. Ele destacou que os investimentos prioritários da gestão, nas áreas da Educação e Saúde, estão assegurados na peça orçamentária.

“A arrecadação de 2014 ficou bastante abaixo da estimativa original. Ao final do ano devemos ficar com R$ 2,2 bilhões [o estimado era pouco maior de R$ 2,7 bilhões]. Em 2015, a estimativa é bem realista para que não se crie expectativas que não teriam respaldo financeiro no decorrer do exercício. A estimativa leva em conta de forma bastante responsável a incorporação das melhorias que estamos projetando”, salientou Cursino.

O secretário municipal da Fazenda, Raimundo Rodrigues, afirmou aos parlamentares que a Prefeitura está investindo na modernização da pasta para melhoria da arrecadação, sem aumento de impostos. Ele apresentou os projetos estruturantes para aprimorar a arrecadação, como o treinamento de pessoal na questão tributária e a revisão do Código Tributário Municipal, onde espera contar com o apoio da Câmara.

“Gerando processos consistentes, colocando metas, nós trabalhamos de forma mais factível. Quem deve União, Estados e municípios paga primeiro a União. Porque a cobrança é mais eficiente. Temos que evoluir nesse processo da cobrança”, exemplificou.

Raimundo Rodrigues também destacou os fatores positivos de uma estimativa mais conservadora da arrecadação. “A nossa superestimação das receitas gera uma expectativa falsa. Se ficamos mais ‘pé no chão’ o que vem além gera um ‘plus’ na administração. Isso leva a um maior poder de financiamentos, um fator de crescimento para o município”, assinalou.

O secretário de Educação, Geraldo Castro, ressaltou as várias obras em escolas da rede municipal, tanto as já realizadas quanto as em licitação para serem executadas em 2015. Ele também destacou a matrícula digital implantada nesta gestão pela Prefeitura e que melhorará a precisão do Censo Escolar, ferramenta que define os repasses federais.

Dentro do cenário de detalhamento do orçamento municipal, a secretária da Criança e Assistência Social (Semcas), Andréia Lauande, falou da regularização dos alugueis dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e a conquista de recursos para unidades próprias, economizando os gastos com aluguel. “O prefeito Edivaldo está regularizando os espaços da gestão. Esta administração prima pela captação de recurso externo junto aos governos federal e estadual e teremos muitos espaços próprios para que os Cras não sejam mais itinerantes”, informou.

Na área da Saúde, a secretária Helena Duailibe explicou aos vereadores que priorizou a aplicação das emendas parlamentares nas unidades de saúde. “Temos melhorado muito o atendimento das nossas unidades de saúde, e ampliaremos ainda mais para o próximo ano. A Saúde tem sido tratada como prioridade na gestão do prefeito Edivaldo e estamos dando um tratamento digno aos pacientes”, pontuou.

Ela lembrou que acompanhou o prefeito Edivaldo este mês em Brasília discutindo parcerias para a área da saúde na capital maranhense. “Solicitamos o aporte federal na ordem de R$ 4 milhões, especificamente para a manutenção de nossos hospitais de emergência, Socorrão I e II”, disse. Helena Duailibe lembrou que o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, se prontificou em reforçar o pleito dos recursos junto ao Ministério da Saúde.

Na área de infraestrutura, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo, destacou as principais ações previstas na LOA 2015. “No próximo ano iremos concluir a drenagem profunda do Mercado Central e Canal do Portinho, assim como o Canal do Renascença. Também serão concluídos os serviços no Canal do Cohatrac e na Rua Cônego Tavares, no Anil”, enumerou.

Antônio Araújo frisou ainda a manutenção no sistema de microdrenagem em todas as regiões da cidade. Também estão previstas as conclusões da Praça de Esportes e Cultura do Coroado e os serviços de drenagem e pavimentação de várias ruas da região Itaqui-Bacanga. Em diversos bairros também serão iniciados os serviços de drenagem, recuperação asfáltica e calçamento. O secretário também destacou o quadro de ações de iluminação pública e limpeza dos bairros de São Luís.

A peça orçamentária deve ser votada na Câmara Municipal antes do recesso parlamentar. Participaram da audiência pública desta segunda-feira os secretários José Cursino (Planejamento), Lula Fylho (Governo), Raimundo Rodrigues (Fazenda), Robson Paz (Comunicação), Antônio Araújo (Obras e Serviços Públicos), Helena Duailibe (Saúde), Geraldo Castro (Educação), Andréia Lauande (Criança e Assistência Social), Marcelo Coelho (Agricultura e Abastecimento) e Fátima Ribeiro (Segurança Alimentar). O presidente da Câmara, Isaías Pereirinha (PSL) e os membros da Comissão de Orçamento da Câmara, Pedro Lucas Fernandes (PTB) e José Joaquim (PSDB), conduziram a audiência.

Fotos: Fabrício Cunha
Fonte: Secom/São Luis
BNC Cidade

13 de novembro de 2014

Prefeitura apresenta prioridades do orçamento para 2015

Secretário José Cursino destacou que o orçamento terá um incremento maior para as pastas de Saúde e Educação

São Luis - A Prefeitura de São Luís apresentou nesta quarta-feira (12) as prioridades e diretrizes da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015 para a Comissão de Orçamento da Câmara Municipal. A exposição foi feita pelo secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), José Cursino Raposo, durante reunião com os vereadores Ivaldo Rodrigues (PDT), Pedro Lucas (PTB) e José Joaquim (PSDB), membros da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal.

Para o ano de 2015, o orçamento do Município é da ordem de R$ 2,7 bilhões. Segundo o secretário, existe uma estimativa de melhoria da receita para o próximo ano e também de um cenário mais favorável à efetivação de parcerias com o governo do estado. Ele destacou que o orçamento terá um incremento maior para as pastas de Saúde e Educação.

“As prioridades do governo Edivaldo estão bem caracterizadas nas funções das dotações orçamentárias. Saúde e Educação são as secretarias onde está a maior parte dos recursos do município. Nós, com muita dificuldade, também estamos alocando recursos em um volume importante para a área de Infraestrutura. Na medida do possível, estamos tentando contemplar todas as áreas. Mas estas três são as principais”, afirmou Cursino.

O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, enalteceu a disponibilidade do secretário em prestar os esclarecimentos. “É muito importante esta conversa diretamente com o responsável pela elaboração da LOA. Estamos marcando uma nova reunião e esperamos chegar à audiência pública com maior embasamento sobre todos os detalhes do orçamento do Município”, afirmou.

Na ocasião, o vereador Pedro Lucas Fernandes perguntou sobre a previsão do reajuste dos servidores para o próximo aEdivaldo, Orçamentono, tema de grande polêmica em 2014. Cursino afirmou que a previsão está sendo encaminhada para ficar acima da inflação, no momento, em torno de 6%.

CONCURSO PÚBLICO
De acordo com o secretário José Cursino, o orçamento de 2015 prevê recursos para a realização de concurso público para alguns órgãos municipais como a Procuradoria Geral do Município e as secretarias de Saúde, Educação e Fazenda. “Já estão previstas progressões, promoções e aposentadorias. Precisamos repor estas aposentadorias e precisamos de pessoal para estas áreas”, afirmou o titular da Seplan.

Fotos: Fabrício Cunha
BNC Cidade

18 de dezembro de 2013

Câmara aprova o orçamento de São Luís com apenas uma emenda

Com apenas uma emenda a o plenário Câmara Municipal de São Luís aprovou, no início da tarde desta terça-feira, (17), a LOA (Lei Orçamentária Anual) que estima receita e fixa despesa do município para o exercício de 2014. Ao todo foram apresentadas 126 emendas, sendo 108 indicativas, 12 modificativas e 06 aditivas. O relator da peça orçamentária, vereador José Joaquim (PSD), apresentou o relatório produzido pela Comissão de Orçamento, Finanças, Obras Públicas, Planejamento e Patrimônio Municipal, que tem como presidente o vereador Pedro Lucas (PTB) e como membro o vereador Beto Castro (PRTB).

A única emenda acatada e aprovada foi a de autoria da própria comissão. Ela altera o parágrafo 2º do artigo 2º da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), e prevê que fica o Poder Executivo obrigado a atender emendas parlamentares com até 1,5%, quando o antigo percentual era de 0,9%. As emendas deverão ser apresentadas pelos vereadores a partir do início da execução orçamentária do próximo ano.

O dispositivo legal para a rejeição das emendas foi que as mesmas estavam indo de encontro ao que dispõe a Constituição Federal, no tocante a recursos. Vários vereadores se manifestaram sobre o assunto, como Rose Sales (PCdoB) alegando que os parlamentares nunca tinham sido avisados sobre a adequação a norma maior do País, e repudiou a atitude adotada, enquanto Fábio Câmara (PMDB) se solidarizou a parlamentar comunista, dando ênfase que “nós nos reencontramos na oposição”. 

Edmilson Jansen (PTC) lembrou a dupla que “nós somos obrigados a conhecer a Constituição. Todo cidadão tem o dever de conhecer a Carta Magna, principalmente nós”. Já João Damasceno (PSL) falou que se faltou está de acordo com a Constituição a medida tomada era justa, e que as emendas “padeciam de ilegalidade cristalina”, enquanto Roberto Rocha Junior (PSB) disse que como foi verificada a fala “se existiu erro, foi justa a retirada das emendas”.

Por sua vez, Pavão Filho (PDT) tratando do tema enfatizou que “a comissão autoriza e tem poderes para a análise das emendas”, e elogiou o trabalho realizado “tanto no campo orçamentário como jurídico”. O presidente da comissão, Pedro Lucas (PTB), afirmou que “a comissão não foi rígida com  ninguém, pelo contrário quebramos o programa, pois dilatamos o prazo para recebimento de emendas, e como as mesmas padeciam de vício não tínhamos como acatar”.

PPA SEM EMENDAS TAMBÉM – Também o PPA (Plano Plurianual) foi aprovado sem emendas. Foram apresentadas cinco, sendo duas do vereador Fábio Câmara (PMDB) e três de Marlon Garcia (PTdoB). As do parlamentar peemedebista e uma do PTdoB feriam o artigo 166 parágrafo 3º, pois não indicavam fonte de recursos. Já duas de Marlon apresentavam problemas relacionados a ementa e texto. A matéria foi aprovada por quase unanimidade, já que apenas a vereadora Rose Sales votou contra.

BNC Parlamento Municipal

26 de novembro de 2013

Audiência para discutir o orçamento de São Luís pouco prestigiada

Audiência para discutir Orçamento com poucos presentes.
Audiência para discutir Orçamento com poucos presentes.

Quase ninguém mais lembra, mas em junho deste ano foram duras manifestações na capital maranhense assim como em grande parte do país pedindo Educação, Saúde, Infraestrutura, etc. Nesta segunda-feira (25) foi realizada na Câmara Municipal de São Luís a audiência pública para discutir o Orçamento do município em 2014, que demonstrou o desinteresse da sociedade.

A audiência foi realizada apenas para alguns vereadores, poucos funcionários da Câmara e da prefeitura, além da imprensa. O plenário da Câmara ficou grande para o número pequeno de pessoas no local.

Do total de vereadores, apenas um terço esteve presente na audiência. Pedro Lucas Fernandes (PTB), José Joaquim (PPSDB), Marlon Garcia (PTdoB), Edmilson Jansen (PTC), Roberto Rocha Júnior (PSB), Bárbara Soeiro (PMN), Helena Duailibe (PMDB), Armando Costa (PSDC), José Pinheiro (PSDC) e Luciana Mendes (PTdoB).

Qualquer cidadão poderia discutir o orçamento, questionar e solicitar mudanças de prioridades diretamente  ao secretário de Planejamento do município, José Cursino, que só teve o trabalho de responder a perguntas de alguns vereadores.

Ninguém sabe onde estão agora os manifestantes que depredaram a frente da prefeitura, tentaram invadir o Palácio dos Leões e os que ocuparam a Câmara Municipal de São Luís. Ou seja, depois não adianta criar reclamar que a prefeitura não investe nisso ou naquilo, quando no momento em que a população tem vez e voz, nada faz. Nem mesmo grupos da sociedade civil organizada participaram.

O relatório da comissão de orçamento deverá ser concluído até 04 de dezembro. O orçamento deve ser aprovado antes do recesso parlamentar.

Fonte: Clodoaldo Corrêa
BNC Parlamento Municipal

20 de novembro de 2013

Audiência do orçamento adiada para segunda-feira

camarasaoluisO dia foi muito improdutivo na Câmara Municipal de São Luís. Uma coisa foi arrastando a outra. Por conta de um possível prolongamento da audiência sobre a saúde, foi adiada a audiência pública para discutir o orçamento de 2014 na Casa. Mas aí nem a saúde, nem o orçamento.
Com a ausência do secretário César Felix na Câmara, apesar de ter enviado a equipe técnica, a propositora da audiência da Saúde, vereadora Rose Sales (PCdoB) preferiu também adiar esta discussão. O dia de ontem que tinha tudo para ser de muitas discussões na Casa, acabou sendo muito improdutivo.
A audiência do orçamento é obrigatória e tem que ocorrer antes deste ser posto em votação. A discussão estava prevista para a tarde de ontem, porém, como era esperado que a audiência da saúde demorasse demais, foi logo acertado o adiamento para a próxima segunda-feira, às 15h.
O prazo para emendas começou dia 15 e vai até o dia 29 deste mês. O relatório será entregue dia 4 de dezembro. O orçamento previsto para 2014 é de R$ 2,7 bilhões. O orçamento tem que ser votado antes do recesso parlamentar, previsto para 23 de dezembro.
 Fonte; Blog Clodoaldo Corrêa
BNC Parlamento Municipal

28 de outubro de 2013

Voto aberto e marco civil da internet agitam semana

Lula será homenageado com medalha pela Câmara na terça-feira

A semana no Congresso deve ser marcada pela votação da proposta que cria acaba com todos os tipos de voto secreto nas Casas Legislativas do Brasil e com nova tentativa de se apreciar a chamada “Constituição” da internet, o marco civil da rede de computadores.

No Senado, a PEC 43/13 está pautada para quarta-feira (30). A proposta de mudança na Constituição abrirá o voto de vereadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais e todos os casos em que a decisão esconde o nome dos parlamentares. Isso inclui desde pedidos para cassar o mandato dos colegas até a escolha de autoridades e a análise de vetos presidenciais.

Alguns senadores são contra o voto aberto no caso das autoridades e dos vetos. Para ser aprovada, a PEC obter o apoio de pelo menos 49 parlamentares, em dois turnos de votação.

Apesar disso, o Senado está com a pauta trancada por uma medida provisória que libera R$ 380 milhões em subsídios para indústrias produtoras de álcool no Nordeste.

Internet
Na Câmara, o marco civil da internet tranca a pauta dos deputados já a partir desta segunda-feira (28). Estão previstas para terça-feira novas discussões sobre o projeto de lei. O relator da proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), defende a votação da proposta mesmo sem consenso.

Empresas de telefonia e provedores de internet são contra a obrigação de “neutralidade” da rede, que, na prática, os impedirá de cobrar preços diferentes para o usuário acessar determinados conteúdos, como vídeos, rádios, aplicativos de comunicação que reduzem a conta telefônica (como o skype), navegadores e programas de correio eletrônico. Para cada tipo de serviço, uma velocidade ou um preço diferente. Molon defende a “neutralidade” para evitar essa diferenciação, danosa aos consumidores.

O governo brasileiro quer aprovar logo a proposta, no contexto do questionamento das ações de espionagem dos Estados Unidos no ambiente virtual. No início de outubro, a presidenta Dilma Rousseff disse que, assim que for aprovado pelos parlamentares, o projeto do marco civil será enviado como proposta à Organização das Nações Unidas (ONU).

Na semana passada, dirigentes da rede social Facebook percorrem os gabinetes contra uma medida defendida pelo governo para combater a espionagem. O governo quer que os dados de brasileiros nas redes sociais internacionais sejam armazenados em computadores instalados no Brasil, sob as leis brasileiras. Para as gigantes da informática, o uso de servidores do Brasil só beneficiaria empresas de telefonia que possuem centros de dados (datacenters) ociosos no país.

Homenagem a Lula
Na terça-feira (29), às 15h, os deputados fazem sessão solene para entregar a medalha Suprema Distinção da Câmara ao ex-presidente Lula (PT), que ontem completou 68 anos de idade. A homenagem ao ex-presidente foi proposta pelos deputados Simão Sessim (PP-RJ) e Eduardo da Fonte (PP-PE). A medalha foi instituída em 2002 para homenagear governantes e personalidades brasileiros e estrangeiros que tenham prestado relevantes serviços ao Brasil. O distintivo já foi entregue a 15 pessoas, entre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o poeta Carlos Drummond de Andrade e a coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

Orçamento impositivo
Na pauta da Câmara, ainda consta a votação do novo Código de Processo Civil (CPC). O projeto reforma a lei criada originalmente em 1973. Ele tenta acelerar os processos judiciais eliminando recursos e colocando os processos em ordem cronológica de votação. Para ser preso por falta de pagamento de pensão alimentícia, o atraso terá de ser de dez dias, e não de três dias como atualmente.

Os senadores ainda podem analisar em primeiro turno a PEC que cria o orçamento impositivo. Na quinta-feira (24), a PEC 22-A/00 passou pela quinta e última sessão de discussão do primeiro turno de votação. Mas não foi analisada porque recebeu emendas e ela teve que voltar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A comissão analisará as emendas na terça-feira (29), mesmo dia em que a PEC poderá voltar ao plenário.

BNC Brasília