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9 de março de 2015

Escândalos fazem vendas do McDonald's no Japão desabarem

Tóquio - As vendas da rede de fast-food McDonald's no Japão voltaram a cair em fevereiro, completando um ano de perdas. No mês passado, as vendas em "mesmas lojas", que levam em conta apenas unidades abertas há no mínimo um ano, recuaram 28,7%. A queda, por outro lado, representa melhora frente à baixa de 38,6% em janeiro. 

A companhia informou nesta segunda-feira (9) que o volume total comercializado em todos seus restaurantes ficou 28,9% menor em fevereiro. Além disso, o tráfego de clientes caiu 19,1% e o gasto médio dos consumidores nas unidades declinou em 11,8%. Todos os dados trouxeram desempenho melhor do que o do primeiro mês de 2015.

 BNC Economia

29 de setembro de 2014

Remi Ribeiro não se desincompatibiliza e derruba eleição de Gastão Vieira ao Senado

O presidente do PMDB no Maranhão, Remi Ribeiro, que pode ter derrubado toda a coligação de deputados estaduais 'Pra Frente Maranhão 2' e mais a chapa ao Senado Federal de Gastão Vieira, da qual também parte como segundo suplente. Foto: Divulgação / PMDB
CERCA VELHA O presidente do PMDB no Maranhão, Remi Ribeiro, que pode ter derrubado toda a coligação de deputados estaduais ‘Pra Frente Maranhão 2′ e mais a chapa ao Senado Federal de Gastão Vieira, da qual também parte como segundo suplente. Foto: Divulgação / PMDB

Há um outro grande motivo que levou o presidente Estadual do PMDB e segundo suplente ao Senado na chapa ‘Pra Frente Maranhão’, Remi Ribeiro Oliveira, a infartar no último dia 20, após calorosa discussão com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.

O ATUAL7 descobriu que, além da irregularidade com as três candidatas-fantasma a deputado estadual pela coligação ‘Pra Frente Maranhão 2′, Ribeiro não se desincompatibilizou de uma das sinecuras que ganhou do Governo Roseana Sarney, desde 2011, o que o torna inelegível para o cargo pleiteado e derruba a eleição de Gastão Vieira ao Senado Federal. 

Explica-se: em 1º de fevereiro de 2011, o candidato a segundo suplente de Gastão Vieira foi nomeado Assessor Especial da Casa Civil. Pouco mais de um mês depois, em 20 de abril do mesmo ano, Remi Ribeiro foi designado, enquanto Assessor Especial de Apoio Institucional da Casa Civil, para responder, cumulativamente, como Diretor Geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Maranhão – Arsema.

Considerando que o cargo na agência reguladora envolvia a fixação de taxas, e o prazo para a desincompatibilização era de seis meses, em 2 de abril de 2014, Remi Ribeiro se afastou da Agência Reguladora de Serviços Públicos, deixando de responder cumulativamente pelos cargos, ficando apenas com o cargo de Assessor Especial da Casa Civil.

No dia 5 de julho de 2014, ao pedir o registro de sua candidatura ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, Remi Ribeiro juntou apenas a prova da desincompatibilização da Agência Reguladora, porém sem se referir ao cargo de Assessor Especial da Casa Civil.
Em pesquisa realizada pelo ATUAL7 no Diário Oficial do Estado do Maranhão, não foi localizada a exoneração de Remi Ribeiro, o que leva a crer que ele continua exercendo as suas funções e recebendo os vencimentos da Casa Civil, pois o ato de exoneração só se tornaria oficial a partir de sua publicação no Diário Oficial do Executivo Estadual.

Como se trata de ausência de desincompatibilização, inclusive em momento posterior ao registro de candidatura, caso Gastão Vieira vença a eleição para o Senado Federal, qualquer questionamento simples à sua eleição é acolhido facilmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No caso, um Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) derrubará toda a chapa de Gastão Vieira, que já concorre sob o risco de ter seus votos anulados devido a um pedido de impugnação da candidatura do primeiro suplente, José Antonio Heluy (PT), que substituiu o ficha suja Raimundo Monteiro, ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Maranhão.

Segundo especialistas em Direito Eleitoral consultados pelo ATUAL7, o entendimento é que, pela Lei nº 9.504/97, a chamada Lei das Eleições, quando o TSE indeferiu a candidatura de Raimundo Monteiro, caiu toda a chapa, e não somente a candidatura do petista. Neste caso, Monteiro poderia recorrer ou renunciar para permitir a sua substituição. Como ele decidiu recorrer do indeferimento, acabou por inviabilizar o pedido de substituição feito pela Coligação ‘Pra Frente Maranhão’.

Fonte: Atual7
BNC Eleições 2014

7 de fevereiro de 2014

CRISE: Presidente da Eletrobras admite que não há sistema elétrico à prova de raios

Brasília - O presidente da Eletrobras, José da Costa, disse na manhã desta sexta-feira que não há como assegurar que o sistema elétrico do país seja totalmente à prova de raios. Os comentários foram feitos depois de a Eletrobras vencer o leilão da linha de transmissão da usina de Belo Monte, em parceria com a gigante chinesa State Grid.

Nesta quinta-feira, em sua primeira manifestação oficial depois do apagão que atingiu 12 estados do país, além do Distrito Federal, a presidente Dilma Rousseff disse que o sistema elétrico brasileiro tem de ser “à prova de raios” e cobrou do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que apure se os operadores estão fazendo a manutenção adequada de sua rede de para-raios. A afirmação foi feita em mensagem lida pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Thomas Traumann, no início da noite.

Na quinta-feira à tarde, o ONS havia informado que a região onde ocorreram as falhas de transmissão que levaram ao apagão da última terça pode ter sido alvo de uma tempestade no momento do blecaute e que a hipótese de raios não está descartada.

— Nós não podemos dizer que nós não temos problemas. Mas o que dizemos é que a performance nossa é boa e que queremos cada vez aprimorar mais. (...) Alguma coisa sempre acontece — disse Costa nesta sexta-feira, sobre os sistemas de segurança do setor e recusando-se a assegurar que tais linhas são efetivamente à prova de raios.
Costa explicou que, quanto menor a tensão de uma linha de transmissão, mais vulnerável ela estará. Teoricamente, portanto, o linhão de Belo Monte, que vai trabalhar em extra alta tensão de 800 kilovolts terá fornecimento mais seguro, segundo ele.

— A rede de distribuição que opera com tensão de 128 KV para baixo é muito mais sujeita a desligamento. Primeiro, pelo nível de isolamento. Segundo porque muitas vezes não tem uma faixa própria, e terceiro porque está mais sujeita a abarroamentos — explicou, referindo-se às redes mais próximas dos pontos de consumo.

De acordo com o presidente da Eletrobras, no ano passado não houve nenhum desligamento no sistema do grupo que tenha causado interrupção de mais de 500 megawatts, frisando que a empresa tem “uma performance muito boa”. Outro indicador que é muito usado no setor, acrescentou ele, é o índice de desligamento por quilômetro.

— No sistema Eletrobras temos hoje 2,1 defeitos por 100 quilômetros de linha por ano, que internacionalmente é baixo — detalhou.

Ele reiterou diversas vezes que em linhas de transmissão como a leiloada na manhã desta sexta-feira, o risco de desligamentos por raios é bem menor.

— Quando se vai para uma tensão elevada, de até 800 kilovolts, já quase a tensão do raio, você já fica muito mais protegido — disse, para completar: — O que estamos fazendo sempre é trabalhar para que essas redes de extra alta tensão tenham o menor nível de defeito possível, que não é só decorrente por descarga atmosférica. Mas, além disso, buscamos que o sistema tenha uma robustez tal que, se der algum defeito, o consumidor nem fica sabendo. Porque o resto do sistema se ajustou.

Fonte: O Globo
BNC Energia

PARALISAÇÃO: Servidores de instituições federais devem entrar em greve em março

Rio de Janeiro -  - O ano letivo para milhares de alunos de universidades e institutos federais começa com luz amarela acesa. Cerca de 180 mil servidores e técnicos administrativos dessas instituições podem cruzar os braços em março deste ano. A categoria alega que, desde 2012, quando se juntou aos professores numa greve nacional que durou meses, os reajustes salariais obtidos após a paralisação não teriam servido nem para repor a inflação.
Neste fim de semana, 160 delegados da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) vão se reunir para decidir o dia exato em que a greve começará. De acordo com o coordenador-geral da Fasubra, Paulo Henrique dos Santos, a grande maioria dos sindicatos das universidades é favorável que a paralisação comece na segunda quinzena de março. Associações de servidores como as da UFRJ e UFF já aprovaram indicativo de greve no mês.

- Quando o governo estipulou no fim da greve de 2012 que teríamos reajustes em três parcelas anuais de 5%, nós argumentamos que isso não serviria nem para cobrir a inflação. Deu no quê deu: de 2013 a 2015, teremos aumento de 15%, e uma inflação com mais de 20% - argumenta o coordenador-geral da Fasubra.

Com a paralisação do setor, serviços como limpeza dos campi, bandejões e secretarias acadêmicas podem ser afetados. Com relação às aulas, o futuro também é incerto. Do dia 10 a 15 de fevereiro, professores organizados em torno do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) também vão se reunir no 33º Congresso Geral do Andes-SN, em São Luis (MA).

A presidente do Andes, Marinalva Oliveira, explica que o sindicato apenas "suspendeu" a greve em setembro 2012, após 135 dias de paralisação, mas que o movimento ainda continua. Em agosto daquele ano, o governo federal tinha fechado acordo com outro sindicato representante da categoria, o Proifes, prevendo reajustes salariais para os docentes de 25% a 40% até 2015.

Logo após o acerto, o aumento foi incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013, não dando margem para outras negociações. Por isso, segundo Marinalva, o Andes decidiu apenas suspender a greve.

Mas se naquele ano o motivo principal para a paralisação era a questão salarial, desta vez o Andes quer exigir do governo federal medidas contra a "precarização do trabalho" dos professores. A categoria aproveitará o encontro para definir o "plano nacional de lutas", com pautas que vão de maior autonomia universitária até a contratação de novos professores. Além disso, professores pretendem abordar a falta de estrutura para ensino em algumas instituições e denunciar casos como o do campus da UFF em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde alunos têm aulas em contêineres improvisados.

Segundo Marinalva, a "expansão desordenada" do Reuni provocou um aumento desproporcinal do número de alunos em relação ao ingresso de novos docentes por concurso público, fazendo com que muitos tivessem uma jornada de trabalho incompatível com os salários. Além disso, ela critica que a carreira desenhada pelo MEC não desvincula ensino, pesquisa e extensão, tarefas que acabam se acumulando para o professor. Mesmo sem antecipar se o Andes confirmará a volta da greve no encontro, Marinalva afirmou:

- As condições estão piores, os professores estão indignados, e isso pode conduzir a categoria a dar alguma resposta para o governo, já que ele não nos dá uma resposta.

Acusada pelo Andes de ter fechado acordo com o governo federal em 2012 sem representar a classe docente, o Proifes se defende. Para o presidente do sindicato, Eduardo Rolim, não há motivos para greve em um futuro próximo, já que o governo federal está cumprindo em dia com os compromissos de reajustes salariais. Ele também reconhece problemas com o Reuni, mas prefere observar o programa de um jeito mais amplo:

- Não acho que haja hoje uma motivação para greve como houve em 2012. O quadro é diferente porque estamos em plena implementação dos reajustes salariais. E não gosto de usar a palavra 'precarização'. Nunca no Brasil tivemos uma expansão universitária como essa. Só ano passado foram criadas mais quatro universidades federais. Em 2006, tínhamos 57 mil professores. Hoje temos na ordem de 70 mil, um incremento de 23 mil novos docentes. E todos tiveram esses reajustes.

BNC Educação

30 de janeiro de 2014

Loucura total: Homem toca fogo em sua própria casa em Rosário

Rosário - Uma casa foi incendiada na manha desta quinta-feira (30), por volta de 09h00min. O crime aconteceu depois de uma discussão ontem (29) entre o acusado que não aceitou o final do relacionamento com Jacilene Ferreira. O fato foi registrado na rua das orquídeas no bairro Paraíso, segundo informações a mulher não aceitava mais conviver com o acusado, devido às constantes brigas.

O acusado Jonas Araújo jogou combustível e acendeu um fósforo. As chamas atingiram parcialmente a casa da vítima. Além da cama, moto, geladeira e outros móveis e documentos foram queimados pelas chamas, que foram apagadas com ajuda de vizinhos.
 
O corpo de Jonas Araújo foi encontrado carbonizado por volta das 14h00min na residência onde ocorreu o incêndio, que servia de moradia para os cinco filhos do casal.
 
BNC Munim

22 de janeiro de 2014

Crise prisional é discutida entre lideranças religiosas e Judiciário

São Luis - O desembargador Raimundo Barros se reuniu com lideranças religiosas evangélicas e católicas, integrantes do Movimento Ore por Pedrinhas, na sede do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), em São Luís. As lideranças fizeram propostas de ações de evangelização e medidas efetivas que amenizem a crise no sistema carcerário do Maranhão.

O desembargador representou a presidente do TJ-MA, desembargadora Cleonice Freire. Ele falou sobre o Sistema BI (Business Inteligence), que será adotado para auxiliar na gestão dos dados prisionais. “Essa ferramenta vai servir de canal de comunicação entre os órgãos da Justiça e do Governo, permitindo o acompanhamento e gerenciamento da situação penal dos presos condenados e provisórios”, disse Raimundo Barros.

Os integrantes do Movimento entregaram ao desembargador relatório elaborado com observações feitas pelos missionários que atuam diariamente nas unidades prisionais. O documento descreve o comportamento dos presos e o tratamento dispensado aos apenados.
As entidades religiosas que participam do Movimento Ore por Pedrinhas realizam trabalhos de capelania, evangelização e apoio a famílias dos detentos da Casa de Detenção. No entanto, o grupo pretende agregar mais igrejas e denominações religiosas para promover um trabalho mais intensificado no interior das unidades prisionais.

BNC Maranhão

9 de dezembro de 2013

Em entrevista ao JP, Natalino Salgado desta avanços no estatuto da Ufma que estabele Residência Universitária

A semana foi marcada por uma série de protestos de estudantes universitários da Ufma, que exigiam a instalação da residência universitária num prédio que está sendo construído para abrigar o Centro de Assistência Estudantil dentro do Campus do Bacanga.
A despeito de todas as tentativas para o diálogo, o reitor da Ufma, Natalino Salgado Filho enfrentou uma série de resistências, mas mostrou em atos concretos sua disposição em resolver o impasse, inclusive com a edição de uma Resolução que prevê a Residência Universitária dentro do Campus.
O conflito arrefeceu na última quinta-feira, dia 5, com a mediação do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) e presença de representantes da OAB-MA, Defensoria Pública, Procuradoria da Ufma e Assembleia Legislativa, quando foi celebrado um acordo com os estudantes para instalar provisoriamente a residência universitária no prédio que já está construído dentro do campus. Mas para que isso seja possível, será necessária manifestações favoráveis do Ministério da Educação (MEC), TCU e da AGU, bem como viabilidade financeira. Após o acordo ser firmado, os estudantes concordaram em encerrar os protestos. Para falar sobre esse episódio, o reitor Natalino Salgado Filho concedeu esta entrevista:
“Quero que os manifestantes, os demais alunos, professores, técnicos e servidores não esqueçam: temos uma história a zelar. Todos nós que fazemos a Ufma temos orgulho de ter construído um patrimônio imaterial, que é a formação sólida de pesquisadores e profissionais que farão a diferença não apenas em nosso estado, mas também no Brasil e no mundo.”
Como o senhor lidou com essa situação de protesto dos alunos pela residência estudantil?
R – Com respeito e serenidade, assim como sempre tratei todas as situações semelhantes. Entendo que os manifestantes estão no seu direito previsto na Constituição Federal de se expressarem livremente, exporem suas demandas e reivindicar o que julgam serem melhorias para a classe. Afinal, vivemos num estado democrático de Direito. Desde o início do impasse, procurei agir com equilíbrio visando o bem da comunidade universitária como um todo, apresentando medidas para que a situação voltasse à normalidade o mais breve possível, dentro das possibilidades legais. Os estudantes carentes têm direito à moradia? É claro que têm. Tanto é que em nossa gestão promovemos uma série de reformas nas residências universitárias que já existem, onde foram investidos em torno de R$ 600 mil reais na infraestrutura, aquisição de equipamentos e serviços. É importante esclarecer que foi em diálogo com os próprios estudantes que expusemos o nosso plano de construir dentro do Campus um Centro de Assistência Estudantil no prédio onde estava previsto inicialmente o funcionamento da Residência Universitária, o que foi anteriormente aceito. Essa mudança foi incluída no Plano Diretor Institucional (PDI) e aprovada pelo órgão máximo da instituição, que é o Conselho Universitário. O Centro foi projetado para oferecer diversos serviços na área médica, psico-social, odontológica, serviços sociais e culturais, entre outros, para toda a comunidade universitária.
O prédio que está sendo reivindicado tem condições nesse momento de abrigar a Residência Universitária?
R – Infelizmente ainda não. Os estudantes sabem disso. Alertei para o fato de que a previsão da construtora para entregar esse prédio é março de 2014, após cumpridas todas as etapas legais como a liberação do ‘Habite-se’ pelos órgãos fiscalizadores e governo federal. No acordo celebrado na última quinta-feira, concordamos em ceder provisoriamente o prédio para ocupação pelos alunos estabelecendo para tanto algumas condições, quais sejam: parecer de uma equipe técnica que vai informar sobre a atual situação do prédio, que será juntada aos pareceres do Ministério da Educação, da Procuradoria Geral da UFMA, da Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas da União, que deverá ficar pronta num prazo de 10 dias. Também acordamos que a ocupação do prédio deverá ser feita, prioritariamente, pelas estudantes do sexo feminino que habitam hoje a residência Lar Universitário Rosa Amélia Gomes Bogéa, LURAGB, e pelos alunos da Casa Estudantil do Maranhão, Ceuma, cuja residência será devolvida ao órgão de origem. Também solicitamos a imediata paralisação do movimento e das greves de fome, para que a normalidade do campus seja restabelecida, sem prejuízo para as atividades que lá são desenvolvidas. No acordo celebrado, também nos comprometemos implantar um sistema de inscrição para moradia estudantil, que estarão abertas em fluxo contínuo. Teremos ainda, em caráter permanente, serviços de conservação do local.
O senhor já havia feito outra proposta aos estudantes?
R – Na terça-feira, dia 3, logo após conceder uma coletiva para tratar da situação, tomei a iniciativa de inserir no Estatuto da universidade a Residência Universitária, criada por meio da Resolução Consun 191, de 3 de fevereiro de 2013, a ser construída dentro da Cidade Universitária. A Resolução prevê que a Residência passará a integrar o rol das unidades suplementares da instituição. Trata-se de um feito inédito, pois em toda a história da Ufma nada semelhante havia sido realizado. Em diversas reuniões que tive ao longo da semana com o corpo diretivo da Ufma, engenheiros e arquitetos, estive atento aos detalhes da construção desse novo prédio, com capacidade para atender 120 alunos, sendo 60 vagas para homens e 60 vagas para mulheres, dentro de uma moderna estrutura para atender às necessidades dos universitários. Havia previsto que dentro de 10 dias, iríamos discutir o projeto com os alunos e a que a partir da aprovação, teríamos o prazo da licitação, prevista para ocorrer dentro de dois meses para que então, num prazo máximo de 90 dias, fosse iniciada a construção. Para que tudo isso fosse possível, é necessário ainda um aditivo ao Plano de Desenvolvimento Institucional, que tem um prazo de execução que se estende até o ano de 2016. Infelizmente, os manifestantes preferem ocupar provisoriamente um prédio que não tem estrutura para esse fim. Mesmo assim, uma vez que já consta de uma Resolução, vamos prosseguir dialogando sobre a construção dessa obra necessária.
É verdade que a demanda por residência universitária já não é tão grande como outras épocas na universidade?
R – É verdade. Mesmo assim, estamos atentos para que os alunos carentes de um lugar para morar para que possam desenvolver seus estudos da melhor maneira. Temos editais permanentes de apoio a estudantes nessa situação e na medida do possível, atendemos as reivindicações. Até o valor da bolsa de permanência foi reajustado. Em 2007, o valor era de R$ 250. A partir de março de 2014, será de R$ 400.Os alunos chegaram a reivindicar a gratuidade do Restaurante Universitário, mas mostramos com números reais que conseguimos ampliar o número de refeições diárias de 1.100 refeições (dados de 2008) para 6 mil refeições em 2013, a um custo de R$ 7 milhões. A refeição custa atualmente R$ 1,25. Outra iniciativa para atender às reivindicações foi a criação da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil e ainda o aumento da oferta do número de bolsas de alimentação – que são 600 atualmente – bolsas de moradia e de permanência.
Na sua ótica, qual o motivo de tanta resistência por parte dos manifestantes?
R – Talvez por esquecerem de que neste Estado Democrático de Direito, ao lado da liberdade de expressão, também existe outro caro princípio, que é o da legalidade. As coisas não são realizadas apenas na boa vontade. Esforçamo-nos para atender as reivindicações, atentos aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. Sou um gestor público, devo contas aos órgãos fiscalizadores, à sociedade, ao corpo universitário. Fui diretor do Hospital Universitário por 9 anos e estou há seis anos como reitor da Ufma e diversas vezes tiver que lidar com aquilo que os estudiosos do Direito sabem tão bem: a chamada ponderação de valores. Muitas vezes me vi diante de situações que requeriam tomadas de decisões que atendessem interesses variados, conflitantes até. Mas em todas, sempre procurei pautar minhas ações pelo equilíbrio e sensatez. Acredito que a proximidade de períodos eleitorais para órgãos representativos dentro do Campus também tenha servido como estopim para esse movimento. Mas não estive só nessa jornada: durante toda a semana, recebi apoio de diversos integrantes do corpo universitário, da sociedade e da imprensa que reconhecem o novo modelo de administração que a Ufma experimenta. Qualquer um que se disponha a acessar o portal da instituição terá em segundos um panorama, ainda que breve, do quanto nossa universidade tem expandido no Ensino, na Pesquisa e na Extensão. Centenas de professores da Ufma também tomaram a iniciativa de subscrever um manifesto apelando para o bom senso dos manifestantes para que não mais impedissem a retomada do cotidiano normal da cidade universitária. Milhares de moradores e trabalhadores que precisam se utilizar daquelas vias no entorno do Campus também apelaram para a resolução do impasse. Espero que o diálogo continue, pois estou disposto a fazer com que a Residência Universitária dentro do campus se torne realidade, conforme prevê a Resolução a que me referi.
Quero que os manifestantes, os demais alunos, professores, técnicos e servidores não esqueçam: temos uma história a zelar. Todos nós que fazemos a Ufma temos orgulho de ter construído um patrimônio imaterial, que é a formação sólida de pesquisadores e profissionais que farão a diferença não apenas em nosso estado, mas também no Brasil e no mundo.
BNC Cotidiano

14 de novembro de 2013

Deputados condenam articulação de Albérico Filho para tentar cassar o prefeito Leo Costa

Albérico Filho quer ser prefeito mais uma vez de Barreirinhas no tapetão
Os deputados Othelino Neto (PCdoB), Hélio Soares (PMDB), Eliziane Gama (PPS) e Carlinhos Amorim (PDT) repudiam o movimento golpista orquestrado pelo ex-prefeito Albérico Filho (PMDB) para tentar cassar o mandato do prefeito de Barreirinhas, Léo Costa.

Os quatro parlamentares usaram a tribuna na sessão de quarta-feira (13) para repudiar mais essa tentativa do representante da oligarquia Sarney tomar o mandato novamente no tapetão, a exemplo do que ocorreu em 2009 quando cassou o prefeito Miltinho Dias e assumiu o comando do município, de onde foi expulso pela população em 2012.  

Para os parlamentares que saíram em defesa da administração Leo Costa, o mais estranho em toda essa trama é a “aliança” entre Albérico Filho e a “vítima de 2009”, o ex-prefeito Miltinho, que teve o mandato invalidado. Segundo denunciou o deputado Othelino Neto, os dois agora se juntam para tentar tirar o prefeito Léo Costa da administração municipal, armando uma CPI, onde três vereadores, num universo de 15, decidiram que vão cassar o atual gestor.

Além da CPI, Albérico ingressou na Justiça contra Leo Costa por abuso de poder político e econômico. “Imaginemos nós, todos aqui conhecem o prefeito Léo Costa, imaginem ele abusando de poder econômico? É um negócio sui generis. Só na cabeça de quem não tem limites e quer chegar de qualquer forma ao poder. Então quero fazer esse registro e dizer que é preciso respeitar a vontade popular”, observou Othelino.

Para o deputado Hélio Soares (PMDB) é estranho que o ex-prefeito Miltinho tenha se aliado com o intuito de cassar Leo Costa, até porque nem deu tempo ainda de acontecer nada. Segundo o parlamentar, a CPI vai terminar saindo como um tiro no pé, pegando, na verdade, o prefeito anterior.

Eliziane Gama diz ser preocupante essa prática de tentar tirar o mandato de alguém que, legitimamente, está ali por uma decisão popular. A parlamentar do PPS disse que tem informação de que já há uma decisão liminar de suspensão dessa CPI, que já é criada de forma direcionada para tentar embaraçar a opinião pública.

O deputado Carlinhos Amorim também se solidarizar ao prefeito de Barreirinhas, que é seu correligionário do PDT. Conforme Carlinhos Amorim, Leo Costa é vítima de uma grande perseguição política. “As razões apresentadas pelos adversários de Léo Costa não justificam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Portanto, junto-me aos demais companheiros que conhecem o Léo e sabem da sua trajetória, da sua seriedade”, enfatizou.

Fonte: Blog Jorge Vieira
BNC Política

1 de novembro de 2013

Prefeito de São Luis anuncia Geraldo Castro na Secretaria de Educação, mas a opção seria outra

Geraldo Castro assume Secretaria de Educação
O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, anunciou na noite desta quinta-feira (31) o professor Geraldo Castro Sobrinho como novo secretário de municipal de Educação.

Geraldo Castro é graduado em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com larga experiência em Educação, onde atua há 25 anos. Assumiu mandato na Câmara Municipal de São Luís na legislatura anterior, tendo atuado em favor da Transparência dos gastos municipais e mediação de conflitos.

Desde o início da atual gestão, Geraldo Castro ocupava o cargo de assessor especial para Assuntos de Habitação, onde teve destacada atuação.

Segundo informações apuradas pela nossa reportagem a opção número um não teria aceito o convite e preferiu permanecer aonde estava, ainda nos bastidores existia a possibilidade de ser um técnico de Brasília, mas Edivaldo preferiu ariscar e negociar uma das três opções.

No final a sinalização para Geraldo Castro demonstra que o acordo entre Flávio Dino e Holandinha estão mantidos, se não vejamos que o novo secretário de Educação foi coordenador financeiro da campanha de Flavio. Como si diz na Formula 1 "traga a barata pra casa e vamos garantir essa vitória".

BNC Cidade


22 de setembro de 2013

Crise no PV: Washington Rio Branco abre o jogo

Washington Rio Branco: entre tapas e beijos com Sarney Filho

Depois da grande repercussão do post publicado no Blog do Robert Lobato sobre a crise no PV maranhense (reveja), o ex-presidente estadual do partido, Washington Rio Branco, concede entrevista em que avalia a situação do partido no estado e se autointitula “fiel escudeiro” do deputado federal Sarney Filho.

Rio Branco parece tentar “suavizar” a situação interna do PV e sua disputa com Sarney Filho pelo comando do partido, mas em alguns pontos dá estocadinha em Zequinha ao dizer que o deputado vem pouco no Maranhão para decidir conjuntamente as questões partidárias – Sarney Filho, como eu, adora o Rio de janeiro, e é um marioca* assumido.

“Entre tapas e beijos” e “pancada de amor não dói”, assim poderia ser definida a atual relação Sarney Filho/Washington Rio Branco.

A seguir a íntegra da entrevista.
Houve intervenção da direção nacional no Partido Verde do Maranhão?
WRB – Não. Primeiro é que a direção nacional não se reuniu para tal tomada de decisão e essa não é a prática do nosso colegiado dirigente, do qual faço parte, eu e o deputado Sarney Filho, representando o Maranhão.

Teve alguma reunião no sentido de mudar a presidência estadual?
WRB – Tive uma reunião, em Brasília, com o presidente nacional, deputado federal Luis Penna (PV-SP) e Sarney Filho, na noite da votação da PEC-37, na sala de imprensa do plenário da Câmara, por quinze minutos. Nesse encontro, Sarney Filho pediu para assumir a presidência regional e conduzir o pleito de 2014, diretamente. Como fiel escudeiro, aceitei de bom grado, dizendo que iriamos crescer mais ainda a sigla, com sua forte presença no Maranhão.

E a notícia de bastidor que você seria substituído por uma mulher na presidência, é verdadeira?
WRB – Sim e estranhei o fato, pois quem me comunicou foi o próprio presidente nacional, Luis Penna. Esse não era o acordo. Sarney Filho viria para a presidência regional e eu assumiria de imediato a municipal de São Luís. No entanto, para que isso acontecesse tinha que ter uma reunião com o atual presidente, William Junior, num gesto político de merecido respeito a este último, alertei.

Então o que de fato aconteceu no Partido Verde do Maranhão?
WRB – Sarney Filho pediu para marcar um almoço com os cinco deputados estaduais e outros dois encontros que acabaram não acontecendo. A comissão estadual que estava em vigor tinha validade até março de 2014. Para minha surpresa, a nominata foi alterada sem nenhuma decisão da direção estadual, retirando, inclusive, os dois vices por mim indicados, Adriano Sarney e o deputado estadual Edilázio, além de cinco membros mulheres.

Qual sua atitude diante do fato acontecido?
WRB – Telefonei para o deputado Sarney Filho se estava ciente da mudança feita na direção e este respondeu que desconhecia o caso, pois não vinha ao Maranhão há algum tempo. Resta saber quem tem tanta força para encaminhar e aprovar uma nova direção, sem consulta prévia? O deputado me disse, se o problema for esse, volta-se ao que era antes. Simples, assim.

Quando aconteceu a última reunião do Partido Verde no Maranhão?
WRB – Foi em maio deste ano, na cidade de Brejo, quando do lançamento de nossos encontros regionalizados, com a presença do Dr. Omar e outros cinco prefeitos do PV, no Maranhão. Nesse encontro foi definido o calendário das reuniões ordinárias do partido e o próximo evento territorializado aconteceria na cidade de Codó, neste final de setembro, sob os auspícios do prefeito verde, Zito Rolim e, em seguida, com data a ser marcada, na cidade de Presidente Dutra, dirigida pelo prefeito Juran.

*Marioca: termo usado para denominar maranhenses que vivem na cidade do Rio de Janeiro. Exemplos: Alcione de Nazaré, Ferreira Gullar, Sarney Filho, Pedro Novais e uma escriba do site Maranhão da Gente.

fONTE: Blog Robert Lobato
BNC Eleições 2014