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9 de novembro de 2014

SÃO LUÍS SEM ÁGUA E ROSEANA SARNEY OSTENTA NO ESPIGÃO DOS RICOS


Na cidade sem água, Roseana (ao centro) festeja o Espigão dos ricos

São Luis - A governadora Roseana Sarney (PMDB) vai chegando ao final do mandato inaugurando obras faraônicas que não atendem às necessidades urgentes da população.

Uma dessas obras, o Espigão Costeiro da Ponta d'Areia, é uma ostentação. Foi construído em ritmo acelerado apenas para proteger os condomínios luxuosos da erosão provocada pelo avanço das marés.

Enquanto Roseana desfila no Espigão, cercada de bajuladores, a maioria da população do Maranhão sofre com a falta de água potável.

São Luis vive uma calamidade no fornecimento d'água. Nenhum bairro da cidade é abastecido regularmente pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), controlada por Ricardo Murad (PMDB), cunhado da governadora e titular da Secretaria de Saúde.

As pessoas sem água ainda são obrigadas a pagar as contas mensalmente enviadas pela Caema.

A gestão (?!) dos nossos recursos hídricos é cruel e nociva aos interesses dos maranhenses. Grande parte da população compra água dos carros pipa para tomar banho, limpar a casa e lavar roupa.

Trata-se de extorsão, abuso de poder e agressão aos direitos humanos.

Contrastes

No mercado imobiliário nacional, o Maranhão ostenta valores impraticáveis, em apartamentos de R$ 3 milhões, com direito a ruas esburacadas e esgoto jorrando na porta.

Ao longo de quatro anos de mandato, a governadora Roseana Sarney não construiu uma escola de Ensino Médio e deixou a população sem água.


Durante 50 anos governando o Maranhão, a oligarquia Sarney sequer resolveu o grave problema do abastecimento na capital. 

Nem a área nobre de São Luís está livre do caos. Na maioria dos bairros, os moradores improvisaram cisternas e caixas d'água com o sistema de bombas de sucção para "puxar" a pouca água que chega em dias alternados nas torneiras.

Enquanto São Paulo faz alarme com a seca, São Luís vive um racionamento cruel há mais de 40 anos.

Obras e negócios

O Espigão da Ponta d'Areia é uma ostentação e um insulto, construído em tempo recorde apenas para proteger os condomínios de luxo da área nobre, onde é bastante provável que a família da governadora tenha negócios imobiliários.

Mais uma vez, fica demonstrado que os interesses privados da oligarquia estão acima da coletividade.

O mesmo aconteceu com a Via Expressa, obra que interliga osshoppings da cidade e não resolveu o problema da mobilidade urbana.

A Via Expressa serve apenas para ligar dois engarrafamentos, sem atenuar os transtornos do trânsito na capital, que continua caótico.

O viaduto da Forquilha, uma obra imprescindível, foi descartado.

Roseana preferiu ligar os shoppings e proteger os condomínios de luxo da Ponta d'Areia.

Essa é a praia dela.

BNC Política

17 de fevereiro de 2014

LEÕES COMEMORAM PROCESSO DE FLAVIO DINO CONTRA JORNALISTA DO SISTEMA MIRANTE

São Luis - Eleição, às vezes, é decidida em um detalhe. No Maranhão, essa minúcia pode ser construída artificialmente ou originada por erros dos próprios candidatos.

Repentinamente, os pormenores transformam-se em fatos relevantes, porque acionam dispositivos até então ocultos nas batalhas eleitorais.

Quando todos os ventos pareciam favoráveis ao pré-candidato Flavio Dino (PCdoB), eis que surge um processo do comunista contra o jornalista Marco Aurélio d’Eça – destacado atacante do Sistema Mirante na internet e no jornal O Estado do Maranhão.

A coordenação da campanha de Luis Fernando Silva (PMDB), reunida no Palácio dos Leões, vibrou quando soube do processo judicial.

Na interpretação dos estrategistas do governo, Dino demonstrou insegurança, como se tivesse escorregado na casca de banana deixada de propósito em uma das calçadas destruídas de São Luís.

A maior parte dos ataques a Flavio Dino vem de Marco d’Eça, em textos com palavras agressivas para desqualificar o comportamento, as ações, os gestos, mexer nas afetividades familiares e até no visual do comunista.

O processo é motivado pelos textos de d'Eça relacionados ao caos no sistema penitenciário do Maranhão, nos quais acusa Dino de tirar proveitos eleitorais com a onda de violência dentro e fora dos presídios.

O jornalista abusou das interpretações, Dino sentiu os golpes e decidiu dobrar d'Eça na Justiça.

VENTO E VENTANIA

Considerando que Flavio Dino lidera as pesquisas com folga, podendo até ganhar no primeiro turno, o processo foi um erro e virou uma arma nas mãos dos adversários.

É só uma questão de tempo para o conflito judicial ser usado contra Dino, atribuindo a ele os adjetivos de carrasco, perseguidor de jornalistas, censor, ditador etc, adicionados ao grotesco título de “chefão do comunismo”.

Flavio Dino tem fama de autoritário, traço característico da magistratura, onde ele militou como e juiz federal e antes advogando.

Nas circunstâncias de candidato a governador pelo PCdoB, partido onde vigoram o centralismo democrático e resquícios do stalinismo, ele seria a pessoa menos indicada para processar um jornalista fiel a Sarney.

ARTIFICIALIDADES

No laboratório de maldades da oligarquia Sarney, até um falso defunto já foi criado para derrotar o então candidato da oposição Epitácio Cafeteira, em 1994.

À época, tentaram relacionar Cafeteira à suposta morte do ferroviário Reis Pacheco, posteriormente encontrado vivinho da silva, mas já era tarde. Cafeteira estava derrotado.

Em condições bem mais favoráveis que Cafeteira para sepultar politicamente Sarney, Flavio Dino demonstrou inabilidade política para lidar com o ódio – a maior das paixões em campanhas eleitorais.

Certos ódios servem para alimentar os egos dos políticos. José Sarney sabe disso. Flavio vai aprender com o tempo. 

Processando d'Eça, Flavio Dino desperdiçou munição no começo da guerra. Pode faltar depois.
 
Fonte: Blog Ed Wilson
BNC Eleições 2014

9 de janeiro de 2014

O CRIME NO MARANHÃO MUDOU: NOVOS ATORES ENTRARAM EM CENA

  Por Ed Wilson

São Luis - É simples entender a anatomia do crime no Maranhão.

O maior problema da violência já foi dito por um importante político da oligarquia Sarney: o crime organizado está instalado nos três poderes do estado.

Todos os dias o Maranhão é violentado pela corrupção que sustenta uma elite parasita no poder público.

Esta casta não vive em São Luis. Tem apartamentos em New York ou Paris e se diverte em Las Vegas. O Maranhão é o lugar do saque.

Para essa gente, pouco importa se 100 ou 200 presos terão as cabeças cortadas em Pedrinhas.

Quanto mais violência e caos, melhor para o governo fazer as dispensas de licitação na área de segurança pública, onde operam os interesses privados.

O diagnóstico sobre a violência está feito. O sistema de segurança sabe quais são as providências necessárias, mas o governo Roseana Sarney (PMDB) não está interessado em resolver a situação.

Medo é dinheiro e violência dá lucro. Os dividendos são colhidos nos contratos milionários celebrados entre o governo e as empresas que prestam serviço no sistema penitenciário (reveja AQUI)

CRIMES DE ÉPOCA

É nesse contexto que o crime organizado se reestruturou no Maranhão, dentro e fora dos presídios, conjugando barbárie e negócios. Vejamos:

Ao longo dos últimos 50 anos, o modus operandi do crime passou por várias etapas, cada uma delas correspondendo aos interesses políticos predominantes em determinados momentos.

PISTOLAGEM

Nas décadas de 1970 a 1990 o foco da criminalidade estava concentrado no campo, em decorrência da Lei de Terras que proporcionou a expansão do latifúndio e, consequentemente, a necessidade de jagunços para expulsar do campo os trabalhadores rurais.

O Maranhão viveu o auge da pistolagem. Era preciso matar os camponeses para garantir a posse das terras aos latifundiários.

ROUBO DE CARGAS

A segunda etapa concentrou-se no roubo de cargas. Ao investigar a teia criminosa, o delegado Stênio Mendonça foi assassinado na avenida Litorânea, em 1997.

O desdobramento da morte de Stenio Mendonça, com repercussão nacional, deflagrou a CPI do Crime Organizado, resultando na prisão de parlamentares e policiais, com destaque para os deputados José Gerardo e Chico Caíca e o delegado Luis Moura.

Importante lembrar: a CPI do Crime Organizado teve apoio do aparelho policial, então liderado pelo secretário de Segurança Raimundo Cutrim, homem de confiança da governadora Roseana Sarney (PFL à época).

Roseana pavimentava o caminho para uma candidatura presidencial e precisava mostrar ao Brasil que o Maranhão era um estado livre do crime.

A prisão dos deputados e policiais confirmava a tese de que o crime organizado estava instalado nos três poderes do estado.

ASSALTOS A BANCO

Desmontada a quadrilha de cargas, incrementou-se o roubo aos bancos. O Sindicato dos Bancários sempre monitorou o crescimento dos assaltos em períodos pré-eleitorais, levantando a hipótese de que o dinheiro servia para alimentar candidaturas e outros negócios.

Os assaltos a banco, pelo grau de inteligência e logística, permanecem no topo do crime.

Ladrão de banco é respeitado na hierarquia dos presídios e lidera parte das organizações criminosas.

AGIOTAGEM

Na etapa mais recente, o Maranhão passou a ser o eldorado da agiotagem, através de quadrilhas que dominam as prefeituras.

O Banco do Estado do Maranhão (BEM), que deveria ser o indutor do desenvolvimento regional, da geração de emprego e renda, nunca foi utilizado para esta finalidade.

O BEM acabou sucateado e privatizado. No lugar do dinheiro oficial, entrou no circuito o capital paralelo da agiotagem que passou a controlar obras e serviços nos municípios em troca do financiamento das campanhas dos prefeitos.

No conflito dos negócios da agiotagem, o jornalista Décio Sá foi assassinado, também na avenida Litorânea, em 2012, quinze anos após a execução do delegado Stênio Mendonça.

A execução de Décio Sá também reforça a tese de que o crime organizado atravessa o interesse público no Maranhão.

TRÁFICO DE DROGAS

A etapa mais organizada do crime é o tráfico de drogas, principalmente aquela parte controlada por empresários que nunca fumaram um cigarro na vida e são pessoas de bom convívio social.

Para estes, o tráfico é um empreendimento sofisticado.

Nas investigações, não há evidências de ligações diretas entre traficantes e vereadores, deputados, gestores, juízes ou desembargadores.

Houve apenas a notícia de que um traficante renomado gostaria de vir hospedar-se em um presídio do Maranhão, onde teria ligações com um desembargador.

COMANDO DE PEDRINHAS

Presos degolados em Pedrinhas não é novidade. Na rebelião de 2010 foram assassinados 18 detentos, três deles decapitados. Sempre houve essa barbárie no Maranhão.

Novidade é a disputa pelo controle do sistema penitenciário, agravado com o ingresso da organização "Bonde dos 40" no tráfico de drogas, tomando territórios anteriormente controlados pelo PCM (Primeiro Comando do Maranhão).

O crack, controlado pelo "Bonde dos 40", alastrou-se rapidamente e multiplicou os negócios.

Há também outros complicadores. Na interpretação do PCM, o Bonde desqualificou o crime, praticando estupros, pequenos roubos e outros delitos que depreciam o sentido de organização criminosa.

Ao “tocar o terror” na cidade, o Bonde atrai muita polícia, coisa que traficante sofisticado detesta.

Foi o ingresso da concorrência “desqualificada” e “pobre” do Bonde dos 40 que incendiou a cena do crime no Maranhão.


E parece que o governo perdeu o controle da situação... 

Enquanto isso, o grande prejudicado é o cidadão maranhense.
 
BNC Segurança

27 de novembro de 2013

CRISE NA MÍDIA: CAPITAL AM COBRA PREFEITURA AO VIVO

Há mais de uma semana o programa "Bastidores da Capital" vem anunciando uma suposta queda do secretário municipal de Comunicação, Marcio Jerry (PCdoB), em decorrência de uma crise fictícia com Edivaldo Holanda, pai do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC).

Após sucessivos anúncios da queda do secretário, apontando falhas na Secretaria de Comunicação, o programa recebeu hoje pela manhã um telefonema do próprio Marcio Jerry.

Durante o diálogo entre os apresentadores e o secretário, aquilo que parecia ser uma crise política foi revelado como um problema administrativo-financeiro entre a Prefeitura e a rádio Capital AM, de propriedade do vice-prefeito Roberto Rocha (PSB).

Traduzindo: o apresentador Ivison Lima cobrou da Prefeitura o pagamento de verbas publicitárias atrasadas para a emissora e queixou-se de um eventual tratamento diferenciado entre o executivo municipal e as rádios.

Segundo Lima, a Prefeitura negligencia as emissoras aliadas e paga em dia o Sistema Mirante, da família Sarney, que ataca diariamente a gestão Edivaldo Holanda Junior.

Segundo o apresentador, o secretário Marcio Jerry paga para apanhar nos meios de comunicação dos Sarney - inimigos de Flavio Dino (PCdoB) e Holanda Junior.

Marcio Jerry, por sua vez, refutou educadamente Ivison Lima e disse não haver privilégios, anunciando que os pagamentos serão regularizados para todos os meios de comunicação.

O secretário afirmou também que a relação entre a Prefeitura/Secom e a mídia local é republicana e transparente, inclusive com a realização de processo licitatório para contratação de agência de Comunicação.

Ouvintes atentos aos programas de rádio estranharam os constantes ataques da Capital AM a Marcio Jerry, o secretário de maior visibilidade na gestão de Edivaldo Holanda Junior, considerando que o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), é o dono da rádio.

Como pode a rádio do vice-prefeito atacar um destacado secretário municipal?, indagou um ouvinte ao blogue.

A resposta veio na manhã de hoje, quando Ivison Lima cobrou ao vivo e Marcio Jerry prometeu pagar. 

Acertadas as faturas, acaba a crise que parecia ser política e na verdade nunca existiu.

Fonte: Blog Ed Wilson
BNC Cotidiano

30 de outubro de 2013

QUEBRA DE BRAÇO PELA SEMED: TRÊS NOMES NA DISPUTA

Flavio Dino quer um nome original do PCdoB na Semed: o professor Geraldo Castro Sobrinho, atual secretário de Habitação.
 
O pai do prefeito Edivaldo Holanda Junior, o Holandão, defende a volta do professor Moacir Feitosa no comando da Semed. Feitosa foi secretário na gestão do prefeito João Castelo (PSDB)

Atual presidente da Fundação Municipal de Cultura (FUNC), o professor Francisco Gonçalves também é cotado para assumir a Semed.

O fator surpresa é Kariadine Maia, número dois da Semed, indicada por Weverton Rocha.


Flavio Dino tem mais essa equação para solucionar.

Com Informações do Blog Ed Wilsdon
BNC Política

23 de outubro de 2013

NA TACA: HOLANDINHA PAGA PARA APANHAR NO SISTEMA MIRANTE


choro
Tal qual o ex-governador Jackson Lago (PDT), que empanturrava o Sistema Mirante com verbas publicitárias, mas acabou cassado e morto, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC) despeja dinheiro nas empresas de comunicação da oligarquia Sarney, onde apanha todo dia.



Homem temente a Deus, não é conveniente ao prefeito a prática de masoquismo político. Mas, é o que parece ser.



De segunda a segunda, quanto mais dinheiro em publicidade o prefeito deposita na conta dos Sarney, mais açoitado ele é. 



O jornal "O Estado do Maranhão" de domingo, 20, trouxe na capa e na editoria de política um rosário de denúncias contra o prefeito, inclusive levantando suspeitas sobre licitações viciadas.



Na rádio Mirante AM, no programa noturno de hoje, 21, as matérias do jornal impresso de ontem foram fartamente repercutidas, com o adicional de críticas pesadas ao secretário da Semosp (Obras e Serviços Públicos), José Silveira.



Alcunhado de "Silveirinha", o secretário foi adjetivado de "cara de pau", "bunda mole" e que não manda na Semosp, onde quem dá as cartas, segundo o titular do programa, é o pai do prefeito Holanda Junior, o Holandão (PTC).



As críticas ao secretário Silveira foram desferidas logo após a leitura do anúncio testemunhal da Prefeitura, distribuído ao longo de vários programas da rádio Mirante AM. 



Testemunhal é um texto publicitário, geralmente elogioso ao anunciante (no caso, a Prefeitura de São Luís), que é lido ao vivo pelo apresentador do programa.



É compreensível o desespero da Prefeitura de São Luís, que precisa anunciar na rede de maior audiência - o Sistema Mirante - a fim de chegar mais rápido e à maioria da população com as boas notícias da administração municipal.



Ocorre que a Prefeitura anuncia no mesmo lugar onde apanha muito, todos os dias, com as pautas sobre buracos, terminais da integração abandonados, escolas em cacarecos, o caos no trânsito etc.



O secretário municipal de Comunicação, Marcio Jerry, deve ter o mapa da relação custo/benefício entre os anúncios e os ataques do adversário.



Ademais, a destinação de verba publicitária não é uma condição para silenciar os meios de comunicação contratados para veicular anúncios institucionais.
BNC Comunicação



Ou seja: o fato de a Prefeitura pagar o Sistema Mirante ou qualquer outra empresa de mídia não desobriga os meios de comunicação de cobrir os fatos de interesse público. 



No entanto, o mesmo não ocorre com o Governo do Estado, controlado por Roseana Sarney, irmã de Fernando Sarney, gerente máximo do Sistema Mirante. 



Nesse caso, a mesma família paga e recebe as verbas publicitárias e os meios de comunicação deles fecham os olhos para as mazelas do Maranhão, exceto nos casos em que o repórter de rede da Globo foge à regra.



No Sistema Mirante há bons profissionais. Talvez os melhores do mercado. Eles, por vontade própria, não são pessoas maléficas ao erário. Muitos são pais e mães de família que precisam trabalhar para sobreviver. Outros, iniciando a carreira, têm lá uma oportunidade de estágio.



O problema não está nos profissionais assalariados, mas em outras circunstâncias conjunturais do coronelismo eletrônico e do clientelismo político no Maranhão. Essa é a questão principal.



Demonizar os jornalistas não resolve o problema.



Rádios e TVs são concessões públicas e devem receber verbas publicitárias mediante um contrato. Isso não significa que devam ceder aos caprichos do contratante. Infelizmente, nesse Maranhão medieval, a regra não vale.



 É uma obviedade, mas precisa ser dita: o Sistema Mirante ataca a gestão de Holanda Junior para atingir Flavio Dino (PCdoB), principal adversário da oligarquia Sarney no plano estadual em 2014.



Se o prefeito fracassar, significa uma derrota de Flavio Dino, o mentor do jovem Holanda. A Mirante mira no prefeito, mas o alvo é Dino, candidato ao posto de Roseana Sarney.



O ex-governador Jackson Lago sofreu do mesmo mau, pagando bem aqueles que o açoitavam, até ser cassado.  



Ambos, Lago e Holanda Junior, lembram o mito de Sísifo. Condenado pelos deuses, Sísifo sofreu a punição de empurrar uma grande rocha montanha acima, mas a pedra sempre voltava e ele começava tudo de novo, eternamente.



Esses gregos...

Fonte: Blog Ed Wilson
BNC Política