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10 de dezembro de 2014

A história secreta da renúncia de Roseana e algumas comparações

 
 
JM Cunha Santos
Grande Ilha - Todas as especulações em torno da renúncia da governadora Roseana Sarney já foram feitas. Tantas que é melhor observar o fato à luz da História.

O Papa São Ponciano, por exemplo, renunciou ao perceber que jamais poderia voltar ao posto. Roseana deve ter percebido que, pelo menos nos próximos 50 anos ninguém de sua família ou qualquer descendente seu, voltará a ocupar o cargo de governador do Maranhão.

Ao renunciar, D. Pedro I aplicou o Golpe da Maioridade e decretou a maioridade de seu filho, D. Pedro II que passou a governar o Brasil a partir dos 5 anos e 4 meses de idade. Mesmo assim, ainda governou melhor que Roseana Sarney.

O Papa Celestino V renunciou no mesmo ano de sua eleição - o que se Roseana, que nem foi eleita, tivesse feito, seria bem melhor para o povo do Maranhão – ao perceber que não estava preparado para o exercício do cargo. Roseana, depois de quatro tentativas desastradas, finalmente descobriu que não está preparada para governar.

Celestino V, assim como Roseana, alegou problemas de saúde e depois de capturado por seu sucessor, Bento Gaetani, passou a viver numa cela, o que, pelo andar da carruagem, pode a acontecer também com a governadora do Maranhão.

O Papa Gregório XII renunciou diante de um Concílio que pretendeu acabar com as disputas de poder dentro da igreja. Havia tantos grupos se estaponando por poder no governo Roseana que ela, para o bem de todos e felicidade do Maranhão, bem que poderia ter seguido o exemplo de São Gregório há mais tempo.

Vigésimo segundo presidente do Brasil, que também renunciou no primeiro ano de mandato, Jânio Quadros se elegeu cantando uma musiquinha chata que dizia: “Varre, varre, varre vassourinha, varre a corrupção”. Roseana varreu, mas para dentro de casa.

O símbolo do governo Jânio Quadros era uma vassoura, o símbolo do governo Roseana era uma lagosta, o que nos leva a deduzir que nenhum dos dois nunca quis fazer nada.

Quando renunciou, Getúlio Vargas tinha contra ele grande parte da população, jovens sequiosos por democracia e liberdade e o próprio exército. Roseana renunciou com a população contra ela, pois seu candidato foi fragorosamente derrotado ainda no primeiro turno, uma juventude que não suportava mais a oligarquia e quase todo mundo nas polícias civil e militar.

O Papa Bento XVI renunciou em meio à corrupção na Igreja Católica, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, luta entre facções e lavagem de dinheiro. Quer coisa mais parecida com o governo do Maranhão.

A propósito da renúncia de Bento XVI, Filhipe Portier disse que o Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios.

Quer coisa mais parecida com o governo de Roseana Sarney no Maranhão?
BNC Política

9 de novembro de 2014

SÃO LUÍS SEM ÁGUA E ROSEANA SARNEY OSTENTA NO ESPIGÃO DOS RICOS


Na cidade sem água, Roseana (ao centro) festeja o Espigão dos ricos

São Luis - A governadora Roseana Sarney (PMDB) vai chegando ao final do mandato inaugurando obras faraônicas que não atendem às necessidades urgentes da população.

Uma dessas obras, o Espigão Costeiro da Ponta d'Areia, é uma ostentação. Foi construído em ritmo acelerado apenas para proteger os condomínios luxuosos da erosão provocada pelo avanço das marés.

Enquanto Roseana desfila no Espigão, cercada de bajuladores, a maioria da população do Maranhão sofre com a falta de água potável.

São Luis vive uma calamidade no fornecimento d'água. Nenhum bairro da cidade é abastecido regularmente pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), controlada por Ricardo Murad (PMDB), cunhado da governadora e titular da Secretaria de Saúde.

As pessoas sem água ainda são obrigadas a pagar as contas mensalmente enviadas pela Caema.

A gestão (?!) dos nossos recursos hídricos é cruel e nociva aos interesses dos maranhenses. Grande parte da população compra água dos carros pipa para tomar banho, limpar a casa e lavar roupa.

Trata-se de extorsão, abuso de poder e agressão aos direitos humanos.

Contrastes

No mercado imobiliário nacional, o Maranhão ostenta valores impraticáveis, em apartamentos de R$ 3 milhões, com direito a ruas esburacadas e esgoto jorrando na porta.

Ao longo de quatro anos de mandato, a governadora Roseana Sarney não construiu uma escola de Ensino Médio e deixou a população sem água.


Durante 50 anos governando o Maranhão, a oligarquia Sarney sequer resolveu o grave problema do abastecimento na capital. 

Nem a área nobre de São Luís está livre do caos. Na maioria dos bairros, os moradores improvisaram cisternas e caixas d'água com o sistema de bombas de sucção para "puxar" a pouca água que chega em dias alternados nas torneiras.

Enquanto São Paulo faz alarme com a seca, São Luís vive um racionamento cruel há mais de 40 anos.

Obras e negócios

O Espigão da Ponta d'Areia é uma ostentação e um insulto, construído em tempo recorde apenas para proteger os condomínios de luxo da área nobre, onde é bastante provável que a família da governadora tenha negócios imobiliários.

Mais uma vez, fica demonstrado que os interesses privados da oligarquia estão acima da coletividade.

O mesmo aconteceu com a Via Expressa, obra que interliga osshoppings da cidade e não resolveu o problema da mobilidade urbana.

A Via Expressa serve apenas para ligar dois engarrafamentos, sem atenuar os transtornos do trânsito na capital, que continua caótico.

O viaduto da Forquilha, uma obra imprescindível, foi descartado.

Roseana preferiu ligar os shoppings e proteger os condomínios de luxo da Ponta d'Areia.

Essa é a praia dela.

BNC Política

17 de setembro de 2014

Bira denuncia Governadora por campanha eleitoral no horário de expediente

São Luis - O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) denunciou à postura da Governadora do maranhão que estaria fazendo campanha eleitoral no horário de expediente, utilizando a estrutura do Governo do Estado.

Bira afirmou que a Governadora deixou todas suas obrigações como gestora pública estadual para ir ao interior fazer campanha. A denúncia partiu após relatos de moradores da cidade de Primeira Cruz. A população alega que a Governadora foi ao município de helicóptero para abordar lideranças locais, tentando demovê-las do apoio a Flávio Dino e para cooptar o apoio ao seu candidato.

O parlamentar ressaltou que na cidade não tem sequer água potável, os estudantes do ensino médio são obrigados a pagar transporte escolar no pau de arara, pois o Estado não fornece o serviço e os professores recebem menos que o piso nacional da categoria.

“É uma situação realmente lamentável a postura da Governadora, que está aí nos seus finalmente como ela própria anunciou, está se despedindo da política. Mas, infelizmente, dessa forma. Eu creio que este momento, embora a gente saiba de todo acirramento de uma disputa eleitoral, mas um governo que se preze, tem que cuidar das suas obrigações enquanto governo”, defendeu Bira.

O socialista também relatou o caso de um empresário da cidade, eleitor de Flávio Dino, que foi abordado pela Governadora, na tentativa de cooptar lideranças e convertê-las para a candidatura do Governo. “Que a governadora mude a sua atitude, que ela não se comporte dessa forma, porque essa é uma forma clara de desvirtuamento da sua função enquanto Governadora do Estado”, denunciou.

Para Bira, a Governadora tem todo direito de fazer campanha, entretanto, não pode utilizar o aparato do Governo do Estado, muito menos participar de atividades em horário de expediente. “Se quer fazer campanha que acompanhe o candidato, nos horários fora do expediente, no horário eleitoral. Apareça! Porque ela não aparece no horário eleitoral pedindo voto para seu candidato? Ou então vá aos comícios, para as caminhadas, para as carreatas em um horário fora do expediente”, protestou.
 
BNC Parlamento Estadual

7 de julho de 2014

Roseana terá que equipar e melhorar a segurança em Paço do Lumiar

São Luis - A governadora Rosana Sarney (PMDB), foi cobrada através de decisão datada da última sexta-feira (04), do juiz Clesio Coelho Cunha, a estruturar as forças policiais do município.
Entre as determinações da sentença, que é de 24 de janeiro de 2012, o juiz manda dar cumprimento, a disponibilização, por parte do Estado, de “duas viaturas em bom estado de conservação, com capacidade para trafegar em locais de difícil acesso para cada uma das delegacias” do município. Uma motocicleta e armamento adequado também devem ser disponibilizados para as unidades policiais, consta da decisão.
Ainda de acordo com a decisão, pelo menos 10 (dez) policiais militares com mais 02 (dois) veículos e armamento adequado devem ser disponibilizados e distribuídos nos diversos bairros. A instalação do plantão 24 horas na Delegacia Especial do Maiobão e a instalação de pelo menos 04 (quatro) postos policiais a serem distribuídos em bairros estratégicos, podendo operar mesmo em caráter intinerante, constam das determinações.
“Convém ressaltar, por oportuno, que tais providências devem ser implantadas IMEDIATAMENTE, pelo que reputo razoável o prazo de 72 horas para efetivação da ordem judicial”, ressalta o juiz no documento.
BNC Segurança

23 de maio de 2014

GOVERNADORA DO MARANHÃO PROIBE A IDA DE 7 ÔNIBUS PARA CIDADE DE BACURI DETERMINADA PELA JUSTICA

São Luis - O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) criticou a atitude da Governadora do Maranhão, que, segundo ele, mandou o Tribunal de Justiça revogar a decisão do juiz do município de Bacuri e não permitiu que os sete ônibus que iriam para a cidade chegassem ao local de destino.

O Juiz da comarca de Bacuri decidiu que o Estado deveria entregar sete ônibus para o município, um oficial de justiça pegou os ônibus e levou para a cidade. Quando os veículos estavam no Município de Pinheiro, já a caminho de Bacuri, foram interceptados e voltaram para a capital.

O parlamentar lamentou que diante de uma tragédia como a que aconteceu em Bacuri, da comoção popular no município e da interferência do Ministério Público e do Poder Judiciário local, que entenderam a necessidade de se resolver a situação do transporte escolar do município, a Governadora tenha impedido a entrega dos ônibus.

“O Estado mandou trazer de volta os ônibus para São Luís. Falta agora saber quantos, afinal de contas, foram entregues, porém a ordem do juiz infelizmente foi revogada. Mas a luta continua certamente.”, garantiu Bira. 

BNC Maranhão

20 de novembro de 2013

REFLEXÃO DO GRUPO: As implicações da ida de Washington Oliveira para o TCE

Roseana Sarney e Washington Oliveira
Roseana Sarney e Washington Oliveira

A escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão foi o principal assunto político das últimas semanas, mas agora, com a definição da ida do vice-governador Washington Oliveira para o TCE, a pergunta que se faz é: quais as implicações dessa decisão?

A princípio, a saída de Washington Oliveira do Governo do Maranhão para o TCE leva a todos a um raciocínio lógico: a governadora Roseana Sarney será mesmo candidata ao Senado Federal em 2014. No entanto, essa não é a única implicação.

Agora a próxima questão é saber quem será o governador com a saída de Roseana Sarney. De acordo com a Constituição Estadual, quem assumirá o cargo será o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, que por sua vez, será obrigado a convocar eleição indireta (apenas os 42 deputados estaduais votam) para definir o novo governador. O eleito comandará o Maranhão até 31 de dezembro de 2014.

luisfernandoearnaldomelo

Vale ressaltar que a eleição será conduzida pelo então presidente da Assembleia, hoje o 1º vice-presidente, deputado Max Barros.

Com relação ao novo governador, até o momento duas hipóteses são as mais prováveis. A primeira delas seria a eleição do secretário de Infraestrutura do Maranhão, Luis Fernando Silva. Caso essa hipótese seja efetivada, Luis Fernando já concorreria a reeleição nas eleições diretas em 2014, mas caso eleito, não poderia disputar o Governo do Estado em 2018.

No entanto, se essa for a decisão tomada pelo grupo político da governadora Roseana, muito provavelmente ela renuncia ao cargo no mês de março, um mês antes do prazo previsto pela legislação eleitoral. A renúncia antecipada seria para não prejudicar o deputado Arnaldo Melo, pois se Melo assumir o Governo do Maranhão no período vedado (abril/2014), ele não poderá concorrer a reeleição para o cargo de deputado estadual.

A segunda hipótese seria a eleição do próprio governador interino. Ou seja, Arnaldo Melo seria o governador até 31 de dezembro de 2014. Caso essa hipótese seja concretizada, teríamos também ainda outra eleição, a do novo presidente da Assembleia, mas isso é outra história e outra postagem, é claro.

Tudo isso pode acontecer, mas também nada pode acontecer, caso a governadora resolva permanecer no cargo até o fim de seu mandato. 

Fonte: Blog Jorge Aragão
BNC Política

6 de novembro de 2013

Roseana Sarney exonera ficha suja da Secretaria de Articulação Política do Maranhão, após denuncia do vice - presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Rafael Silva

O ex-prefeito de Codó e ex-deputado estadual, Ricardo Archer, não é mais o secretário de Articulação Política do Governo do Maranhão. O blog recebeu a informação que Archer já foi exonerado do cargo.
O ex-prefeito de Codó e ex-deputado estadual, Ricardo Archer, não é mais o secretário de Articulação Política do Governo do Maranhão. O blog recebeu a informação que Archer já foi exonerado do cargo.
O agora ex-secretário de Articulação Política do Governo do Estado, Ricardo Archer. Foto: Racciele Olivas / Agência Assembleia
FICHA SUJA O agora ex-secretário de Articulação Política do Governo do Estado, Ricardo Archer. Foto: Racciele Olivas / Agência Assembleia
A exoneração de Archer se deu pela questão da Lei da Ficha Limpa, de autoria do deputado estadual Zé Carlos (PT) e que já entrou em vigência. Na semana passada, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Rafael Silva, protocolou representação, no Ministério Público Estadual contra a permanência de Ricardo Archer no Governo do Maranhão.
Archer teve suas contas à frente da prefeitura reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Câmara de Vereadores de Codó. Sendo assim, pela nova legislação, considerado ficha-suja e não pode assumir cargo público no Governo do Maranhão.
Além disso, a nomeação de Archer não foi bem recebida pela classe política. O nome preferido era o do ex-prefeito de Itapecuru-Mirim e ex-presidente da Famem, Júnior Marreca.
A governadora Roseana Sarney ainda não definiu quem será o seu substituto, mas Júnior Marreca pode ser o escolhido, principalmente se depender do pedido de boa parte da classe política do Maranhão.
BNC Comunicações

1 de novembro de 2013

Governadora não quer acabar com analfabetismo

A assembleia legislativa, por meio do deputado estadual Rubens Jr., recebeu educadores e membros do sindicato dos trabalhadores em educação pública do Maranhão(Simproessema), na manhã desta quarta-feira (30). A reunião teve como objetivo discutir o corte orçamentário de mais de R$ 23 milhões de reais, além do não cumprimento do estatuto, na íntegra, do educador.
Estiveram presentes no plenarinho da assembleia os deputados Marcelo Tavares (PSB), Birá do Pindaré (PSB), César Pires (DEM), o presidente do Simproessema, Júlio Pinheiro e o presidente da CTB, Júlio Guterres. 
Para o líder do governo na Assembleia, César Píres, "A diminuição é justificada pelo corte significativo no Fundeb em todo o país, o que não é correto é que essa diminuição aconteça em setores essenciais." Afirmou o deputado e educador, indicando o equivoco na diminuição no orçamento do programa de erradicação do analfabetismo, que em 2013 contava com um orçamento de R$ 7,4 milhões e em 2014 terá apenas R$ 250 mil.
Para Rubens Jr., o corte do Fundeb não justifica a desvalorização da educação do Maranhão, haja vista o aumento de mais de R$ 1 bilhão na arrecadação estadual. “Os cortes em pastas como educação e segurança são reflexo das prioridades do atual governo, que prefere aumentar em mais de R$ 400 milhões o orçamento da infraestrutura, pasta comandada pelo pré-candidato ao governo, a investir no desenvolvimento intelectual dos maranhenses.”
O líder da oposição garantiu que se o governo não corrigir as distorções presentes no plano de orçamento, o bloco parlamentar de oposição se compromete a garantir uma emenda parlamentar para, no mínimo, tentar igualar o valor destinado à pasta de educação. “Quem não pode pagar o preço caríssimo são os educadores, alunos e o futuro do Maranhão.”


Por  Gregory Pollon

Imagem: Felipe Klamt 

BNC Notícias

19 de setembro de 2013

Ministro do TSE critica a interpretação da imprensa e fala sobre a cassação de Roseana

Em entrevista exclusiva ao blog Marrapá, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Henrique Neves, criticou a interpretação da imprensa sobre a inconstitucionalidade do Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED). Aproveitou também para esclarecer os casos em que prevalece a aplicabilidade do recurso e adiantou detalhes sobre o processo de cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB), do qual ele é relator.
HENRIQUE NEVESConvidado para a abertura do Congresso de Direito Eleitoral, Neves condenou a precipitação da imprensa em relação aos 12 processos de cassação contra governadores que tramitam no TSE.
A decisão sobre RCED está sendo mal interpretada pela imprensa. O recurso continua prevalecendo, dependendo do caso. Mas, de qualquer forma, vai ser encaminhado pela nova composição da corte – disse.
Questionado pelo blog sobre a interpretação correta, o ministro do TSE esclareceu:
Tá todo mundo dizendo que foi excluído o recurso, que não existe mais o RCED. Ele existe. O que foi limitado foi as hipóteses que ele existe. Depende do que estiver sendo tratado na matéria dos governadores. Pode ser um governador que seja um recurso por inelegibilidade ou incompatibilidade. Nesse caso tá mantido. Corrupção, abuso e fraude, a Constituição determina que esse tipo de situação seja examinada através de uma Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (AIME).
Henrique Neves também falou sobre o processo que requer a perda do mandato de Roseana Sarney e do vice-governador Washington Luis (PT):
O caso da Roseana eu estou examinando. Não vou me manifestar. Eu tenho que examinar o processo todo, e ele chegou pra mim agora. São 18 volumes, e eu já li grande parte, as principais partes. Sou meticuloso. Eu vou ler cada um dos volumes, cada folha de papel, para decidir o que se faz ou não.
A governadora do Maranhão responde a ação no TSE, acusada de praticar abuso de poder econômico e de autoridade na campanha eleitoral de 2010. O processo aguarda o voto de Neves para entrar na pauta de julgamento da suprema corte eleitoral.
Fonte: Marrapá
BNC Justiça

13 de setembro de 2013

Para Bira do Pindaré a Governadora é responsável pela posição vergonhosa da UEMA no ranking da Folha de São Paulo

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) voltou a ser pauta dos debates, na manhã desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) destacou a péssima colocação da UEMA no ranking de estatísticas da Folha de São Paulo.

No item Ensino, a UEMA ocupa a 119ª no Brasil e é a penúltima do nordeste. Em um indicador de 0 a 100 a nota final da UEMA foi 32.36, só ganha da Universidade estadual de Alagoas. No item Pesquisa, a nota da UEMA é 13.92. No item Mercado é 12.5.

O deputado Bira isentou de culpa pelos vergonhosos indicadores os professores, servidores e estudantes da UEMA. Para ele a responsabilidade total é da Governadora. Bira defendeu maiores investimentos do Governo do Estado na UEMA e lembrou que pôde constatar a precariedade da situação da Universidade quando esteve em reunião com estudantes de Bacabal.

“Eu estive em Bacabal a convite dos estudantes e eles mostraram para mim, fui a cada dependência da Universidade, e pude constatar com meus próprios olhos que realmente a situação é gritante, obras inacabadas. A carência de professores é gritante. O curso de Direito praticamente não tem professor titular. A ampla maioria dos professores é provisória, com contratos precários, ganhando R$ 1.100,00 para ser professor da UEMA”, criticou Bira.

Para o parlamentar o povo maranhense clama por oportunidades. A população local viaja para outros estados em busca de empregos e acaba arriscando a vida em situações precarizadas e até análogas a escravidão. “O Maranhão não exporta nada. Não exporta tomate, não exporta cebola, não exporta laranja, a gente exporta é trabalhador para todo lado, que acaba virando escravo, minério de Ferro e Soja”, protestou Bira.

O Deputado ainda lembrou que dos maranhenses que recentemente foram soterrados no desabamento de uma obra em São Paulo, alguns conseguiram escapar foram libertados pelo Ministério Público do Trabalho, porque estavam em regime de trabalho degradante, nessa mesma obra.

De acordo com o Deputado, a falta de oportunidades no Maranhão cria esta realidade e não são necessárias estatísticas para concluir que o estado caminha por um trajeto preocupante. “Não estamos comemorando, estamos preocupados querendo encontrar uma solução para o Estado. Vamos continuar trilhando pelo mesmo caminho, tentando construir um projeto alternativo que seja viável, capaz de oferecer perspectiva de vida digna para a população. Porque isso não existe no Maranhão. Esse sol, peneira nenhuma vai conseguir esconder, é a nossa triste realidade”, apontou Bira. 
 
BNC Parlamento Estadual

28 de junho de 2013

Trabalhadores rurais conquistam vitórias mesmo sem ser ouvidos pela Governadora

Após oito dias de manifestação e ocupação do INCRA e da SEDES, na noite desta terça-feira (25), os trabalhadores rurais do Maranhão desocuparam as sedes e venceram a queda de braço com o Governo do Estado.


O “Grito da Terra” de 2013, organizado pala FETAEMA, logrou êxito. Os trabalhadores comemoraram a vitória na desocupação do prédio do INCRA. No que diz respeito às vitorias, serão mais de 200 mil hectares de terras no estado do Maranhão.


O deputado Bira do Pindaré (PT) protestou contra a omissão da Governadora do Maranhão que não teve a sensibilidade e o respeito com os trabalhadores rurais. Ela não recebeu e nem ouviu os manifestantes. Os trabalhadores repudiaram a atitude da Governadora e afirmaram que ela não será recebida na campanha de 2014.

“Apesar de a governadora não ter tido a sensibilidade de receber esse movimento, eles saíram vitoriosos, declarando claramente que, assim como ela não recebeu, agora ela também não será recebida no momento da campanha eleitoral. Comemoro junto com os trabalhadores essa grande vitória que eles obtiveram avançando na pauta em relação ao Incra”, destacou Bira.

BNC Parlamento Estadual