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7 de maio de 2015

Zé Inácio participa da Adesão do Maranhão ao Sinapir

Grande Ilha - O deputado Zé Inácio (PT) participou na tarde desta terça-feira (05) da Adesão do governo do Maranhão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), com a presença da Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Nilma Lino.

Na ocasião também foi celebrado acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e o Estado do Maranhão por meio da Secretaria de Estado da Educação.

Para o parlamentar a Adesão do Estado do Maranhão ao Sinapir irá fortalecer os organismos que trabalham a igualdade racial em nosso Estado. “O Sinapir irá fortalecer a implementação das políticas públicas voltadas para as desigualdades raciais. No Maranhão precisamos avançar muito neste quesito e o governador Flávio Dino deu o ponta pé inicial a essa mudança”, diz Zé Inácio.   

Os municípios de Chapadinha, Codó e São Luís Gonzaga assinaram o temo de Adesão ao programa. 


O governador Flávio Dino ressaltou a importância do Sinapir Para a promoção da igualdade racial em âmbito municipal e estadual.  

BNC Notícias

13 de outubro de 2014

CODÓ: Olha o leite! Contrato milionário é assinado pela Secretária de Saúde do Estado

Minha filha como tu tem leite!! Estou garantido até ano que vem com essa ordenha. 
Codó - Olha o leite! Mais uma da Secretaria de Saúde do Estado, que entornou leite e não foi pouco em Codó. O contrato de R$ 8.091.517,20 (oito milhões, noventa e um mil, quinhentos e dezessete reais e vinte centavos) com a Associação de Produtores de Leite de Codó – APLEC prevê captação, envasamento, transporte e entrega de leite bovino, e é do tipo “C”, para o programa Leite é Vida. A chuva de leite vai até 31 de agosto de 2015. O contrato é de 5 de agosto deste ano.

É lamentável como a coisa pública é tratada, em final de governo uma Secretária fazer um contrato milionário para beneficiar quem? É necessário que o próximo governo reveja todos os contrato firmados pelo atual Secretário de Saúde Ricardo Murad, e aqueles que tiverem dentro da responsabilidade fiscal que possa ser cumprido, o que não estiver, que possa ser suspenso.

Com Informações Blog doo Garrone
BNC Política

13 de agosto de 2014

Andrea Murad recebe apoio popular em Timbiras e Codó

São Luis - Visitas a lideranças locais, inauguração de comitê e a caminhada das mulheres em Codó, em apoio à candidatura do senador Lobão Filho ao governo do Maranhão, marcaram a agenda de campanha da candidata a deputada estadual Andrea Murad nesta terça-feira (12), dentro de uma extensa programação que ela vem cumprindo ao longo desta semana na região dos Cocais. Por onde passa, ela tem recebido o carinho da população e reafirmado seu firme propósito de exercer o mandato parlamentar visando à melhoria da qualidade de vida dos maranhenses.

Em Timbiras, Andrea Murad participou de um ato político organizado pelo ex-prefeito Robson Alvim que reuniu aliados para declarar apoio à candidata. “Podem ter certeza que vocês terão uma amiga que vai se dedicar a Timbiras. Quero somar, por isso preciso do apoio de todos vocês para também eleger Lobão Filho e assim continuarmos investindo na qualidade da saúde pública do Maranhão”, assegurou ela.

Na ocasião, o ex-prefeito pediu a todos os aliados para ajudar a eleger Andrea Murad. “Cada um de nós vai buscar votos para ter uma deputada do seu nível na Assembleia Legislativa”, afirmou.

Em Codó, a candidata inaugurou o seu comitê político acompanhada da sua mãe, a prefeita de Coroatá, Teresa Murad, de vereadores, empresários, estudantes, lideranças e simpatizantes de sua candidatura. “Esse carinho é o que me dá forças para continuar. Esse é o caminho para se obter o resultado que vocês tanto esperam, que é o melhor para essa cidade. Podem contar comigo”, frisou Andrea Murad, destacando a trajetória de seu pai Ricardo Murad, “que tem um carinho especial por Codó”.

Logo após a inauguração do comitê, a comitiva de Andrea Murad uniu-se a Paulinha Lobão, esposa de Lobão Filho, e percorreu as principais ruas da cidade em uma movimentada caminhada pelas ruas de Codó. Em seguida, no comício organizado pelo prefeito Zito Rolim, mais uma vez Andrea Murad recebeu o apoio da população codoense e reafirmou sua determinação e responsabilidade de trabalhar pelo bem estar dos moradores daquela cidade. “Podem contar comigo. Vamos firmes e decididos eleger também Edinho Lobão e darmos continuidade ao trabalho que vem sendo feito em todo o Maranhão, principalmente no setor da saúde”, enfatizou ela, sob aplausos da multidão ali presente.

No encerramento da agenda em Codó, a candidata também fez uma visita ao empresário Chiquinho Oliveira, grande liderança naquela cidade.

Materia enviada pela assessoria da candidata Andrea Murad
BNC Eleições 2014

27 de julho de 2014

SAULO ARCANGELI PARTICIPA DE ENCONTRO NA COMUNIDADE GUERREIRO, EM PARNARAMA.

PSTU em Parnarama
Parnarama - O candidato do PSTU ao governo Saulo Arcangeli participou de um encontro realizado na comunidade Guerreiro, em Parnarama, que contou com 19 comunidades quilombolas dos municípios de Matões, Santa Helena, Bequimão, Peri Mirim, São Vicente Ferrer, Palmeirândia, Turiaçu, Turilândia, São Luiz Gonzaga, Parnarama, Pirapemas, Serrano do Maranhão, Codó, Mirinzal e Timbiras. Estavam presentes a Comissão Pastoral da Terra(CPT) e o Movimento Quilombola do Maranhão(MOQUIBOM).

No encontro as comunidades discutiram e expuseram as lutas pela manutenção e titulação de suas terras e as ameaças que sofrem diariamente por parte de grileiros, madeireiros, do agronegócio e do latifúndio. Comunidades que há anos vivem nas terras e que resistem para permanecer mesmo com ameaças de morte, assassinatos, reintegrações de posse concedidas pelo poder judiciário e pressão das administrações municipais e do Governo do Estado.

O Encontro também reforçou a luta da comunidade Guerreiro frente à tentativa da Suzano Papel e Celulose de retirar suas terras. A comunidade busca ser reconhecida como quilombola, cujo processo encontra-se, com muita lentidão, na fase de certificação pela Fundação Cultural Palmares.

A Suzano já ocupou mais de 19 mil hectares nas proximidades para plantação de eucaliptos, com o intuito de utilizar em sua fábrica localizada na região sul do estado, retirando várias famílias que produziam na área. Enquanto isso, na cidade de Parnarama, produtos para alimentação da população vem de Teresina e de outros estados.

“Em relação à empresa Suzano Papel e Celulose, afirmamos que o modelo atual de desenvolvimento do Estado visa o enriquecimento das empresas, enquanto os trabalhadores empobrecem e são retirados das suas terras. Já foram várias áreas devastadas na região sul/sudoeste do estado e agora ocupam a região dos cocais com suas florestas artificiais, agredindo o meio ambiente e suas fauna e flora. Caso continue, o Maranhão se tornará um imenso território de plantação de soja e eucalipto e não mais produziremos nada para garantir a segurança alimentar e a vida da população maranhense”, afirma Saulo Arcangeli.

Outros problemas na comunidade Guerreiro são a falta de água e de energia elétrica. “ Em relação ao fornecimento de energia elétrica, a CEMAR afirma, segundo os moradores, que não tem nenhuma previsão e que sua prioridade é o atendimento às empresas, o que demonstra que a Luz não é para Todos. A energia não chega pela paralisia do programa “Luz para Todos” do governo federal e a falta de compromisso da CEMAR com a população, pois a empresa está preocupada com seu lucro. Por isso defendemos a estatização da companhia para que atenda , com qualidade, aos que mais precisam de energia.”, conclui Saulo Arcangeli.

Durante a tarde foi realizada uma passeata pela cidade de Parnarama que passou por vários órgãos. No Fórum de Justiça foi feita uma exigência para que o Poder Judiciário não tome nenhuma atitude em relação à reintegração, antes que se conclua o processo de titulação da terra quilombola de Guerreiro. Na Cemar, que funciona apenas até meio-dia, foi feito um lacramento simbólico pela inoperância da companhia em resolver o problema de energia e na prefeitura municipal foi cobrada uma posição da administração sobre a falta de água na comunidade.

 Enviada pela assessoria do candidato Saulo Arcangeli
BNC Eleições 2014

19 de junho de 2014

Nota Pública de Exigências de Direitos ao Povo Tradicionais de Codó- Nossa luta não é contra a carne e o sangue. Efésios 6:12

Representantes de 10 comunidades tradicionais da cidade de Codó estiveram reunidos em 16 de junho de 2014 com a coordenação da CPT/MA, do Moquibom e com a assessoria jurídica da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. Na pauta, graves denúncias relacionadas aos conflitos no campo, criminalização e ausência de políticas públicas para as comunidades


Codó, cidade distante 300 km da capital do Maranhão, São Luís, concentra, de acordo com o estudo Conflitos no Campo 2013, da CPT, o maior número de conflitos agrários no Maranhão. Situada na mata dos cocais, a cidade também concentra um do maiores números de terreiros do Brasil, locais sagrados onde comunidades quilombolas cultuam entidades do terecô, religião nascida nas matas de Codó. Além da violência no campo, representada por assassinatos, prisões, despejos forçados e trabalho escravo, a totalidade das comunidades rurais codoenses sofrem com a presença de escolas de taipa, falta de postos de saúde e falta de estradas.

Diante deste quadro lamentável, no último 26 de maio, mais de 1.200 trabalhadores rurais bloquearam, por mais de 12 horas, a BR 316 (ligação do Nordeste ao Norte do Brasil), exigindo a titulação dos territórios quilombolas, a desapropriação dos latifúndios, a reforma de estradas, construção de postos de saúde e pelo fim das escolas de taipa. Apesar da enorme pressão social, a sinalização dada pelos governos estadual e federal soaram como palavras jogadas no ar. Passados mais de 20 dias, nada efetivamente foi feito para reverter a situação de violência e exclusão que explora e mata homens e mulheres do campo.

A fim de garantir o direito de viver bem, representantes de 10 comunidades tradicionais estiveram na sede da CPT-MA, ocasião em que denunciaram as diversas mazelas a que são submetidos e articularam ação de denúncia do Estado Brasileiro aos organismo internacionais de proteção dos direitos humanos. Por mais de 3 horas, as lideranças expuseram o quadro à coordenação na CPT/MA, à representação do Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM) e ao assessor da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos, Luís Antônio Pedrosa.

De acordo com Sergilson Rodrigues Souza, representante do território quilombola de Santa Maria dos Moreiras, são várias as perseguições realizadas pelo deputado estadual Cesar Pires (DEM-MA) contra os quilombolas, que vão desde a proibição de realizar roçado, ameaças e intimidações, bem como a criminalização de várias lideranças, por meio de ações movidas pelo parlamentar. Segundo o quilombola, até mesmo manifestações culturais e religiosas são proibidas no território. Da mesma maneira, a liderança aponta como responsável pela atual situação o o Governo Federal, que titulou, nos últimos 11 anos, apenas uma única comunidade quilombola em Codó, apesar dos inúmeros processos e conflitos que ocorrem na região.

Há mais de duas década, a Comissão Pastoral da Terra tem atuado na defesa de comunidades codoenses, em violentos conflitos. Na comunidade Vergel, 4 mortes ocorreram nos últimos anos, sem que houvesse uma única condenação dos assassinos. No território de Queimadas, o grupo empresarial Costa Pinto tentou impedir, à força, que trabalhadores realizassem o plantio e até mesmo tentou proibir a realização de missas na comunidade. Na comunidade Livramento, um lavrador ficou  por mais de 12 horas algemado, por ação ilegal da Polícia e do fazendeiro Heron Simões (vereador em São Luís pelo PSL), que tenta expulsar famílias tradicionais de suas terras. No quilombo Puraquê, mais de 20 pistoleiros invadiram a comunidade e durante uma semana, tentaram realizar a expulsão da mesma, a mando do ex-prefeito de Codó, Biné Figuereido (PDT-MA). Em Buriti Corrente, apesar da área já ter sido desapropriada, após anos de luta, o grupo Costa Pinto tenta despejar famílias, por meio de manobras judiciais. Até mesmo o prefeito de Codó, Zito Rolim (PV-MA) foi autuado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA), que encontrou 24 pessoas – incluindo um jovem de 17 anos – em condições análogas à escravidão na Fazenda São Raimundo/São José.

Em razão da extrema violência, a Anistia Internacional lançou duas ações urgentes exigindo do governo brasileiro proteção à vida de lideranças rurais de Vergel e Santa Maria dos Moreiras e no Informe 2013- O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, a organização internacional sediada em Londres destacou que em Santa Maria dos Moreiras, o ataque (do fazendeiro) foi uma das tentativas sistemáticas dos proprietários de terras locais de expulsar a comunidade, recorrendo a métodos como a destruição de plantações e ameaças de morte contra líderes comunitários.
  
Apesar das inúmeras denúncias nacionais e internacionais, os governos municipal, estadual e federal permanecem inertes no que se refere à garantia de acesso à terra e território dos povos tradicionais maranhenses, ao acesso a políticas públicas inclusivas, como escolas com infraestrutura que garanta ao aluno bem-estar, hospitais de referência e estradas que garantam a mobilidade dos camponeses maranhenses.

Nesta direção, a CPT/MA exige, imediatamente:

Ao Governo Federal

A titulação dos territórios quilombolas de Codó, com a devida destinação de recursos pelo governo federal,  para a elaboração do RTID e garantia de desapropriação;

A desapropriação de latifúndios improdutivos de Codó, cujos processos tramitam no INCRA há décadas;

A fornecer proteção total aos trabalhadores rurais ameaçados de morte, cuja relação se encontra há mais de 2 anos com a SDH/PR, contudo sem nenhuma medida concreta a efetivar a proteção dos defensores dos direitos humanos;

Ao governo estadual

 A garantia de segurança das comunidades em conflito, em especial Santa Maria dos Moreiras, Puraquê, Livramento, Três Irmãos, Montabarro, Queimadas, bem como a investigação  completa de todas as alegações de ameaças, destruição de bens e assassinatos contra trabalhadores rurais, já apresentado diversas vezes ao estado por meio de numerosos ofícios;

A pavimentação da MA-026, que garantirá a mobilidade de centenas de comunidades de Codó, em especial as mais distantes da sede municipal

Ao governo municipal

A construção de escolas de alvenaria, nos termos do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Munícipio de Codó e o Ministério Público do Maranhão;

São Luís, 18 de junho de 2014

A Coordenação Estadual da CPT-Maranhão

17 de dezembro de 2013

TJ suspende decisão de juiz que proibia padre de celebrar missa em comunidade

O desembargador Jamil Gedeon cassou a liminar concedida pelo juiz Cândido de Oliveira Martins, da Comarca de Codó, que concedeu liminar favorável ao grupo empresarial Costa Pinto, contra o trabalhador rural José da Silva Pacheco e o padre Benito Cabeza Hernandez, mais conhecido por padre Bento, de visitarem em qualquer hipótese, a comunidade Três Irmãos. 
Há uma disputa judicial de terras entre o grupo do agronegócio do etanol e famílias de posse secular, e quem defende os direitos de trabalhadores e trabalhadoras rurais é a Igreja Católica e a Fetaema. Os advogados do grupo Costa Pinto, conseguiram, que o juiz concedesse interdito proibitório para o trabalhador rural e para o religioso, sendo este ultimo impedido de celebrar missas para a comunidade católica.
 O trabalhador rural José da Silva Pacheco está incluído no Programa de Proteção aos Direitos Humanos da Presidência da República e o padre Bento é o religioso que dá assistência a comunidade cristã católica. 
  Diante da atitude intempestiva do magistrado e da indignação do Povo de Deus de Codó, a assessoria jurídica da Fetaema, interpôs agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça do Estado e o desembargador Jamil Gedeon suspendeu os efeitos da decisão do juiz Cândido de Oliveira Martins, até julgamento do mérito do processo de disputa das terras da comunidade Três Irmãos.

BNC Justiça

4 de dezembro de 2013

Ex-vereador de Codó é assassinado com um tiro na nuca

O ex-vereador e funcionário aposentado do Banco do Brasil, Gilberto Carvalho, foi assassinado em Codó. O crime ocorreu na fazenda da vítima e o principal suspeito é um empregado da fazenda, um lavrador de 42 anos, que foi preso minutos depois da ocorrência.

"Rapidamente a guarnição da Força Tática se deslocou e conseguiu efetuar a prisão do indivíduo nas imediações. Ele estava no fundo da casa, juntamente com o armamento utilizado no crime", disse o major Jairo Xavier, comandante da PM de Codó.

De acordo com informações da polícia, houve uma discussão entre o ex-vereador e o suspeito. Ele teria pedido dinheiro ao patrão e, diante da resposta negativa, aproveitou uma distração da vítima e disparou um tiro de espingarda na nuca de Gilberto.

BNC Cocais

15 de outubro de 2013

No Maranhão, professores se dedicam a melhorar a vida de comunidades quilombolas

Mariana Tokarnia, da Agência Brasil
O acesso à educação foi uma conquista das comunidades quilombolas localizadas próximo a Codó, no interior do Maranhão.
Em 2010, o ensino infantil chegou à comunidade Centro do Expedito. No mesmo ano, na comunidade vizinha, Santo Antônio dos Pretos, foi construída a primeira escola de ensino médio da região, o Centro Quilombola de Alternância Ana Moreira. As escolas eram demandas antigas, de mais de 20 anos. Da luta por essas escolas, quem participou foi o professor Mário Sérgio Moreira de Queiroz 
Aos 43 anos e morador da comunidade quilombola de Bom Jesus, uma das 13 da região, Queiroz fundou e dirigiu o centro, onde os jovens fazem o ensino médio. Hoje, dá aulas no ensino fundamental em Bom Jesus. E conta como a instalação das escolas mudou a realidade da comunidade, em que muitas famílias deixavam a terra natal em busca de educação e oportunidades nas cidades vizinhas.
Queiroz nasceu e cresceu na comunidade Santa Maria do Moreira, atual Bom Jesus. Na época, não havia escola, os primeiros ensinamentos vieram da mãe. Para cursar o ensino fundamental, foi para Codó. Com o sexto ano completo, voltou para a comunidade e começou a dar aula do 1º ao 5º ano. Depois, fez o ensino médio e completou o magistério. Estudou matemática no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, disciplina que leciona.
‘A juventude que está na escola consegue ter uma visão de um mundo melhor do que seus pais e avós. Consegue acessar a tecnologia, compreender a preservação do meio ambiente, absorver conhecimento. Aprende que o homem do campo pode lutar para garantir os seus direitos, que estão inclusive na Constituição’, defende o professor.
Com o Centro de Ensino Ana Moreira, os estudantes têm formação técnica sobre agropecuária. O ensino por alternância significa que os alunos passam 15 dias em sala de aula e 15 dias na comunidade. A ideia é que levem o que aprendem na escola para as comunidades.
Diferentemente de Queiroz, o professor Solon da Nóbrega não nasceu em uma comunidade quilombola, mas desde 1997 se dedica a esse trabalho. Ele é responsável pela formação técnica no Centro de Alternância Ana Moreira. Este ano, desenvolveu o projeto Coisa de Preto, levando a dança, a religiosidade e a cultura afrodescendente para a sala de aula. O projeto será permanente e o objetivo é aumentar a autoestima dos alunos e resgatar a cultura que está se perdendo.
‘A gente não trabalha para que como técnico o aluno saia daqui e vá trabalhar na grande fazenda, embora isso aconteça. A intenção é voltar para a comunidade e o que eles [alunos] aprendem aqui, eles possam usar lá para dar uma vida melhor às família deles’, diz o professor de zootecnia rural, biocultura de leite e corte, economia rural e extensão rural e também um dos fundadores da escola.
Os professores dizem não ser fácil a tarefa de lecionar em uma comunidade quilombola, e que os problemas ainda são muitos. Na escola infantil Centro do Expedito, os banheiros estão fechados por falta de água. A comunidade terá que cavar um poço próximo à escola. Para cozinhar na cantina, é preciso levar baldes com água até o monte, onde fica o centro de ensino. Todo trajeto é feito a pé. A escola de Santo Antônio dos Pretos recebeu computadores, mas os equipamentos não saíram da caixa porque falta rede de energia suficiente para ligar os aparelhos. ‘Não dá para conseguir tudo de uma vez’, comenta Nóbrega.
Para os professores, a satisfação maior é ver os alunos formados e colocando em prática o que aprenderam. ‘Hoje mesmo eu estive com um ex-aluno, Francisco Ribeiro é o nome dele. Ele fez o curso técnico em agropecuária e está produzindo, está feliz. Ele queria muito viajar, sair da comunidade, chegou a ir para Brasília, mas voltou. É um grande profissional e serve de exemplo para os demais. A gente se sente muito feliz em ver que foi protagonista e em ver o fruto desse trabalho’, diz Queiroz.

29 de agosto de 2013

Ministério Público Estadual entra com ação para anular sessão que REAPROVOU contas de Ricardo Archer

O Ministério Público Estadual, representado pela promotora Linda Luz Matos Carvalho, deu entrada ontem (27) em uma Ação Civil Pública contra o ex-prefeito Ricardo Antonio Archer e contra 9 vereadores da legislatura concluída em dezembro do ano passado, são eles: Antonio Sebastião Nascimento Figueiredo Junior (então presidente), Francisco de Assis Paiva Brito (o Chiquinho do Saae, atual presidente), Domingos Soares dos Reis, Expedito Marcos Cavalcante, Antonio Hildemberg  Soares de Oliveira, Raimundo Leonel Magalhães Araújo  FilhoAntonio Marcos Sousa Zaidan,  Argemiro  Araújo Sousa  Filho  e   Antonio Moraes Cardoso (Saruê).
Partindo de uma representação feita pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/Codó – a promotora instaurou procedimento administrativo para apurar a denúncia de REAPROVAÇÃO DAS CONTAS DE RICARDO ARCHER, então prefeito, referente aos anos de 1997 e 1998.
O PSOL denunciou que no dia 30 de maio de  2011 os vereadores acima citados apreciaram e REPROVARAM as contas relativas aos exercícios dos dois primeiros anos do mandato duplo de Archer (97 e 98), mas que no dia 20 de dezembro do ano seguinte ( 1 ano e 7 meses depois) APROVARAM o que haviam reprovado e ainda colocaram no mesmo pacote as contas de 2001, 2003 e 2004.
O lamentável fato foi confirmado por meio do ofício 016/2013, oriundo da Câmara em resposta à pedido de informação da promotora, onde a atual Mesa Diretora diz: “Por deliberação da Casa Legislativa, na 3ª Sessão Extraordinária, da 16ª Legislatura (2009/2012), realizada em 20 de dezembro de 2012, foram aprovadas por (10) dez votos a favor, e um (01) contra, as contas do ex-prefeito Ricardo Archer relativas aos exercícios financeiros de 1997, 1998 (ambas já reprovadas), 2001, 2003 e 2004”, descreve o ofício citado pelo Ministério Público na Ação.
NÃO EXISTE ‘LEI DA REAPROVAÇÃO’
O que o Ministério Público Estadual vai tentar provar ao juiz da 1ª Vara, Dr. Rogério Pelegrini Tognon Rondon, é que a votação dos parlamentares só pode ser feita uma única e exclusiva vez e, o mais importante, que NÃO há previsão legal para a tal REAPROVAÇÃO DE CONTAS, como cita Dra. Linda Luz, na Constituição Federal, na Constituição do Estado do Maranhão, nem no Regimento Interno da Câmara Municipal de Codó.
Segundo a promotora o único meio legal para que Ricardo Archer tivesse sua situação de reprovação modificada seria a via judicial, mas em vez disso usou do que ela chamou de “conveniência política” e de “jeitinho brasileiro” para conseguir o que queria.
“Donde se conclui que a reapreciação das contas do ex-gestor municipal de Codó é formalmente inconstitucional e ilegal, por absoluta  ausência de previsão normativa”, escreve a representante do MPE.
A promotora também ressalta que, ao analisar as provas que conseguiu juntar à Ação Civil Pública, subentende-se que, além de agir na mais completa ilegalidade, os vereadores da época não se deram sequer ao luxo de  se ‘debruçarem sobre os documentos contábeis” com o intuito de estuda-los a fim de terem base para um novo julgamento, ao contrário disso teriam feito tudo em tempo recorde.
“Infere-se das atas de reapreciação das contas que nenhum dos vereadores votantes efetivamente se debruçou sobre os documentos contábeis, no intuito de pormenorizadamente estuda-los, a fim de subsidiar o novo veredicto. Ao contrário. As sessões de votação, pelo que espelham as atas correspondentes, aconteceram em tempo recorde, com vistas à aprovação das contas”, descreve a ação civil pública
PEDIDO FINAL
Diante do que fora demonstrado na peça inicial, o Ministério Público Estadual está pedindo que a Justiça decrete a nulidade da sessão extraordinária que APROVOU o que já estava REPROVADO referentes aos exercícios financeiros de  1997 e 1998.
Também pede que os nove vereadores e o prefeito Ricardo Archer sejam penalizados de acordo com o art. 12, inciso III, da Lei Federal 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa . Neste caso, todos podem ser condenados à PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA (para quem estiver ocupando algum cargo – Chiquinho do Saae, Domingos Reis, Expedito Carneiro, Leonel Filho, Argemiro Filho como secretário), além de terem os DIREITOS POLÍTICOS SUSPENSOS DE 3 A 5 ANOS.
De acordo com este artigo, a punição também pode doer no bolso do condenado que deve ser obrigado à pagar uma multa no valor de até 100 vezes o salário que  recebia quando cometeu o ato de improbidade, além de não poder contratar com o Poder Público.
Se a Justiça não rejeitar de imediato a Ação Civil Pública, o que dificilmente ocorrerá,  o juiz mandará citar todos os indicados pelo Ministério Público Estadual para que apresentem suas defesas.
ELA BATE PESADO
Vale aqui ressaltar que Dra. Linda Luz, raramente, entra para perder em ações gigantescas assim.
Basta lembrar o mais recente caso onde foi a responsável pela cassação dos diplomas de Zito Rolim e Guilherme Archer, anulação de votos e decretação de inelegibilidade de 8 anos por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Fonte: Blog Acelio Trindade
BNC Cocais

19 de julho de 2013

Prefeito de Codó tem mandato cassado novamente pela Justiça Eleitoral

Foi publicada hoje (19) a nova decisão referente à Ação de Investigação Judicial Eleitoral de iniciativa do Ministério Público Eleitoral contra o prefeito José Rolim Filho, seu vice Guilherme Archer e os apresentadores da TV Codó – Jonas Filho (programa Cidade da Gente), Osvaldo Filho (programa Boca no Trombone) e Leandro de Sá.

A acusação era de uso abusivo de meio de comunicação em benefício dos então candidatos (2012) Zito e Guilherme.

A promotora de Justiça, Linda Luz Carvalho, argumentou que em pleno período de campanha, a TV Codó, de concessão pública e mantida pela prefeitura, “teria se transformado em instrumento de propaganda eleitoral em favor da candidatura de José Rolim Filho e Guilherme Ceppas Archer à prefeitura de Codó”.

A juíza da 7ª Zona Eleitoral, Gisele Ribeiro Rondon, acolheu o pedido do Ministério Público tomando a seguinte decisão, declarada em sentença:

Cassou os diplomas de José Rolim Filho (o Zito) e seu vice Guilherme Ceppas Archer
Declarou a inelegibilidade de ambos pelos próximos 8 anos, a contar de 2012

E anulou os 23.075 votos obtidos por Zito e Guilherme ano passado
Também tornou inelegíveis, por 8 anos, todos os comunicadores envolvidos na ação (Jonas, Leandro e Osvaldo).
Quem irá assumir o cargo?
Como os candidatos Francisco Nagib (PR) e seu vice Zé Francisco (PT) tiveram seus votos anulados noutra Ação de Investigação Judicial Eleitoral, o segundo colocado Biné Figueiredo (PDT) não ficou com mais de 50% dos votos válidos o que o capacitaria para assumir o cargo de prefeito automaticamente.

Por conta desta situação a juíza recomendou que o Tribunal Regional Eleitoral marque nova eleição para Codó e falou na possibilidade do presidente da Câmara Municipal, vereador Chiquinho do Saae (Francisco de Paiva Brito) assumir o cargo com as seguintes ressalvas.
“No caso de aplicação do art. 224 do Código Eleitoral, o presidente da Câmara de vereadores é o único legitimado à, interinamente, assumir a chefia do Poder Executivo até a realização do novo pleito” escreveu a juiz em sua sentença

Mas depois de dizer que “ o Tribunal Superior Eleitoral já pacificou o entendimento de que sucessivas alternâncias na chefia do Poder Executivo geram insegurança jurídica e descontinuidade administrativa” deixou a possibilidade de Chiquinho do Saae assumir o comando do município para “depois do trânsito em julgado (quando não há mais recurso) ou da decisão de eventual recurso, se interposto.

“Momento em que deverá ser empossado o presidente da Câmara Municipal no cargo de Prefeito até a realização de nova eleição”, completou a juíza.
Nova magistrada

Sim, estamos falando da mesma ação julgada anteriormente por Dr. Pedro Guimarães Junior, hoje juiz em Açailândia. Ocorre que da primeira vez a defesa de Zito conseguiu anular, no Tribunal Regional Eleitoral (São Luís) tudo que o juiz eleitoral da 7ª zona de Codó havia decidido.

Voltando à estaca zero, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 250-10.2012.6.10.0007 foi julgada novamente pela nova juíza da zona, Dra. Gisele Ribeiro Rondon, que não modificou em nada o entendimento do juiz anterior.

Fonte; Blog Acélio Trindade
BNC Política

1 de julho de 2013

Definidos locais de prova para o concurso do Detran-MA; confira

As provas do primeiro concurso público realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA), ocorrerá no próximo domingo (7). Os testes serão realizados das 8h às 12h para cargos de nível médio; e das 14h às 19h, para cargos de nível superior. O candidato que se inscreveu já pode consultar o local de prova por meio do endereço eletrônico http://fgvprojetos.fgv.br/concursos/maranhao13/detran.

Ao todo, 33.525 pessoas se inscreveram no concurso, desses, 10.261 para analista de trânsito e 23.264 para assistente de trânsito. Para analista de trânsito, com salário de R$ 4.300 e cujo critério é ter ensino superior completo, estão disponíveis 40 vagas. Já para assistente de trânsito, cujo salário R$ 1.400 para nível médio, são 120 vagas. 

Os dois cargos têm jornada de trabalho de 30 horas semanais. As vagas são para São Luís, Caxias, Codó, Imperatriz, Balsas, Bacabal, Chapadinha, Pedreiras, Santa Inês, Timon, Açailândia, Barra do Corda, Grajaú, São João dos Patos, Presidente Dutra e Pinheiro. Os candidatos nomeados poderão exercer suas atribuições na sede do Detran-MA, em São Luís, ou nessas demais localidades, conforme o edital.

Com Informações do G1 Maranhão
BNC Concursos

Codó: o rufar dos tambores de Bita do Barão dão conta de baixa no PMDB

Ricardo Archer pode deixar o PMDB
Uma baixa importante, senão simbólica, poderá acontecer no arraial do PMDB maranhense, mas precisamente no município de Códo, terra do internacionalmente conhecido pai de santo, Bira do Barão.

Segundo o blog do Acélio, o ex-prefeito, Ricardo Archer, poderá deixar o PMDB ainda este ano. A decisão do sobrinho do legendário peemedebista Renato Archer, ex-deputado federal e ex-ministro de Estado, depende apenas de alguns acertos.

Ricardo, o mais importante herdeiro político de Renato Archer, estaria insatisfeito com o tratamento que tem recebido do PMDB no estado, além de ter sido sondado por interlocutores da oposição para deixar o grupo da governadora Roseana Sarney.

Com a possibilidade da saída de Ricardo Archer do PMDB, algumas questões ficam no ar, por exemplo: para qual partido irá Ricardo Archer? Seu filho, o suplente de deputado federal Ricardinho vai junto? Como fica a relação com o senador José Sarney, seu padrinho político que o levou para o PMDB?

Vale aguardar o resultado dessa crise no território peemdebista maranhense.

BNC Cocais

19 de abril de 2013

Quilombolas são mantidos no Povoado Puraquê


Os desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça mantiveram na posse 54 famílias ocupantes do Povoado Puraquê, na zona rural de Codó. A decisão manteve liminar do juízo daquela comarca, assegurando provisoriamente a posse da comunidade até o julgamento final da ação principal. O descumprimento da decisão implicará em pena de multa diária de R$ 1 mil.

A Associação dos Moradores Rurais Quilombolas do Povoado Puraquê ajuizou ação de manutenção de posse contra Benedito Francisco da Silveira Figueiredo, o “Biné Figueiredo”, alegando que os moradores ocupam tradicionalmente uma área de 1700 hectares, onde têm residência fixa há mais de 70 anos e executam atividades rurais como plantio de mandioca, feijão, milho e criação de pequenos animais.

De acordo com os autos, em novembro de 2012, a mando de Biné Figueiredo, homens fortemente armados com pistolas, escopetas, revólveres e espingardas teriam invadido o povoado, ordenando que as famílias cessassem os trabalhos de roça e deixassem os lares. Derrubaram árvores, uma casa e mataram animais, ameaçando de morte os moradores.

O juiz de Codó, Pedro Guimarães Júnior, concedeu liminar mantendo os moradores na área, por entender que eles comprovaram os requisitos necessários da posse inicial. O magistrado considerou a permanência no imóvel e a invasão ocorrida após o período eleitoral, em novembro de 2012.

Em recurso, netos de Figueiredo pediram a exclusão dos efeitos da decisão sobre 1.058 hectares da área, na condição de terceiros prejudicados em razão de serem legítimos possuidores e proprietários dessa parte do imóvel objeto do litígio.

Eles argumentaram prejuízo, alegando que utilizariam as glebas para criação de gado, com pasto mecanizado, açudes e sedes de fazendas. A parte ocupada pela comunidade seria apenas a correspondente a suas moradias e pequenos quintais, totalizando não mais que 20 hectares.

O desembargador Kléber, relator do recurso, concordou com a fundamentação do juiz. Para o magistrado, ficou demonstrada a posse das terras pela comunidade e os requisitos legais, considerando tratar-se de exame incompleto e convencimento superficial a orientar uma decisão eminentemente provisória.

Ele advertiu sobre os relatos de atos arbitrários praticados por homens armados, entre os quais policiais militares, que teriam sido surpreendidos por agentes da Polícia Rodoviária Federal com armas como pistolas, escopeta calibre 12 e rifles de caça, demonstrando a necessidade de manutenção dos moradores na posse a fim de evitar a retomada de destruição de suas lavouras, animais e moradias.

BNC Justiça